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Começou, na noite de terça (09.11), o Festival Internacional de Documentários de Moda Feed Dog. Com toda a programação gratuita tanto em versão online (acesse o site para assistir) quanto presencial, o evento, realizado desde 2017, faz pensar sobre um tema que é urgente: o da renovação da moda como bússola dos desejos da sociedade, por meio da inclusão e da diversidade.

Na última temporada internacional de desfiles, o time da ELLE concluiu que, ao menos na passarela, o discurso da democracia fashion não se concretizou, embora a moda siga cheio de boas intenções. Já no Feed Dog, os 14 filmes selecionados se alternam entre uma minoria de documentários sobre marcas e estilistas icônicos do mainstream versus uma maioria de produções que denunciam o sistema de exploração, preconceito e injustiça e até morte na indústria e que também jogam luz sobre projetos de diversidade e inclusão na moda – destaque para produções brasileiras como Favela é Moda, que está no festival pela segunda vez.

"Quando pensamos a moda numa dimensão maior, do grande varejo, ainda é preciso mudar modos de pensar e de produção. Mas acredito que tudo começa na intenção. Se a moda é comportamento, se reflete o mundo e também é refletida, ela vai afetar e ser afetada pelo mundo", diz Flavia Guerra, jornalista especializada em cinema e curadora do evento, em entrevista à ELLE. E completa. "Não cabe mais acharmos que é normal poluir as águas para termos novas coleções coloridas, não cabe mais não pensarmos nas condições de trabalho de quem faz nossa roupa. Acredito na micropolítica que, apesar de mais devagar do que gostaria, muda o mundo."

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Entre os títulos da grande moda internacional inéditos no Brasil estão Karl Lagerfeld se dessine, em que o diretor criativo da Chanel por mais de 30 anos, morto em 2019, narra sua vida enquanto desenha, e In the footsteps of Christian Louboutin, sobre o mais famoso sapateiro dos últimos tempos. Além do mainstream, a programação traz Dries, sobre o belga Dries Van Noten, o clássico Paris is burning, sobre a cultura do voguing nos anos 80, e Yellow is forbidden, que abre o festival com projeção no teatro Riachuelo (onde acontecerão todos os eventos presenciais). O documentário conta a trajetória de Guo Pei, primeira estilista chinesa a integrar a Câmara Sindical da Alta-Costura e a criadora do vestido usado por Rihanna no Met Gala de 2015.

A seguir, os cinco documentários para você assistir até o dia 14, último dia do Feed Dog.

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Discount Workers, de Ammar Aziz e Christopher Patz

Inédito no Brasil, o documentário é um tapa na cara da sociedade que não quer enxergar que roupas que custam o preço de um cafezinho têm, além de tecido, sangue de seus trabalhadores, como uma vez disse a consultora holandesa de tendências de moda Li Edelkoort. Neste caso, a analogia é literal. O documentário narra a saga de uma mãe que se transforma em ativista pelos direitos dos trabalhadores, depois de perder o filho num incêndio que matou 260 pessoas numa fábrica têxtil de Karachi, no Paquistão, em 2012. Para quem não viu na Netflix True cost, que tem temática semelhante, vale assistir a este documentário também na programação do festival (a produção já não está mais disponível na plataforma de streaming).

Ponto Firme, de Laura Artigas

Entre as produções brasileiras ganha destaque o filme da jornalista e cineasta Laura Artigas, que documentou o projeto Ponto Firme, do estilista Gustavo Silvestre, dentro de uma penitenciária de Guarulhos (SP). Especialista em crochê, ele ensinou a técnica a 20 homens detentos e apresentou o resultado no São Paulo Fashion Week, em 2015. A iniciativa seguiu em frente e em junho passado foi apresentada no SPFW a quarta coleção do projeto. O documentário é praticamente inédito – foi apresentado apenas no São Paulo Fashion Week, para convidados.

One Man and His Shoes, de Yemi Bamiro

Michael Jordan parece já ter nascido um fenômeno do basquete ao ponto de inspirar um tênis da Nike depois de apenas uma temporada de NBA. E mais: 36 anos depois de seu lançamento, o Air Jordan e suas muitas versões seguem como objeto de desejo no mundo todo. O documentário é interessante por retratar, mais do que a trajetória de um fenômeno de marketing e de vendas, a simbologia sócio-cultural e racial por trás de um tênis.

Westwood: Punk, Icon, Activist, de Lorna Tucker


A mãe do punk na moda é uma das pioneiras do underground fashion que, ao longo dos anos, acabou ganhando fama mundial. Desde a estética agressiva nos anos 70, emprestada das ruas e dos Sex Pistols, até a defesa do meio ambiente, bandeira superatual levantada pela estilista, a história de Vivienne Westwood é contada neste documentário.

Yellow is Forbiden, de Pietra Brettkelly


O vestido amarelo gigantesco e nababesco usado por Rihanna no Met Gala de 2015 dá nome ao filme que trata da trajetória de Guo Pei, única estilista chinesa a integrar o seleto grupo da Câmara Sindical de Alta-Costura e a desfilar na Semana de Alta-Costura de Paris. O trabalho detalhista e primoroso da designer inclui um vestido de 50 quilos e outro fiado por 300 máquinas de bordar.

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