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Estreou hoje no Spotify, Mano a mano, podcast que tem como anfitrião ninguém mais, ninguém menos que Mano Brown. Com uma carreira de mais de 30 anos na música, reconhecido como um grande cronista da realidade periférica, Brown se lança como podcaster.

Durante a coletiva de imprensa, na última terça-feira (24.08), Brown afirmou que está aberto para outras ideias e, fazendo valer essa afirmação, convidou nomes como o médico Drauzio Varella, o pastor Henrique Vieira, o técnico Vanderlei Luxemburgo e o político Fernando Holiday para debater com ele no programa. "Mano a mano é uma continuidade do que acontece no meu dia a dia. Não sou cercado apenas por pessoas que pensam como eu, então a gente conversa e debate. No podcast, não quero criar confronto de ideias, mas abrir uma possibilidade de diálogo", disse o MC, capa da ELLE Volume 3.


Foto: Divulgação/Pedro Dimitrow

No primeiro episódio, a entrevistada de Brown é a cantora Karol Conká, após sua polêmica passagem pelo programa Big brother Brasil, com eliminação recorde. "A entrevista foi um momento delicado pra ela e pra mim. Imagina uma pessoa que pega 99 e sei lá quantos de rejeição, as pessoas não queriam ouvir ela naquele momento. 'Como assim você vai deixar ela falar? Você não assistiu ao BBB?' Não assisti, não assisto, nunca assisti, mas chamaria assim mesmo. Uma rejeição de 99% me interessa muito e talvez tivesse uma rejeição maior que a dela. Ter uma mulher negra de frente pra mim num momento de fragilidade foi um momento marcante."

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Brown também comentou sobre a participação do político Fernando Holiday. "Eu discordo das coisas que ele pensa, mas vocês vão ver que ele também mudou a forma de pensar conversando com a gente. Ele é um cara que ninguém queria ouvir, e um cara que ninguém quer ouvir. Eu quero ouvir, por mais que eu discorde dele." Santista, ele ainda recebe no programa os "meninos da Vila", Juary, Gilberto Sorriso e Pita, que conquistaram o campeonato paulista em 1978. O rapper falou da experiência de conversar com seus ídolos e do seu amor pelo futebol.

"Sou a cara da massa, a cara da maioria, eu sou um produto tipicamente brasileiro, filho da escravidão."

O programa fez Brown sair da zona de conforto. "Eu não tenho experiência com esse tipo de trabalho. É difícil para um jornalista, um repórter, a pessoa que tem que veicular a notícia, abordar um convidado e tirar dele a verdade, o que você quer que as pessoas saibam. Isso é uma ciência também, não é simples. Apesar de não ter estudado isso, eu li e assisti a muitas entrevistas. Eu tenho assistido, e a gente acaba aprendendo com os outros."

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Os ouvintes, claro, querem ouvir também um pouco mais do entrevistador. Ao ser questionado sobre isso, ele disse: "Vão descobrir que eu sou o cara mais comum do mundo, brasileiro médio, de mentalidade mediana como diz Jorge Ben, né? (risos). Mas sempre aprendendo. Sou um brasileiro médio, filho de uma mulher negra com um cara branco desconhecido, sou a cara da massa, a cara da maioria, eu sou um produto tipicamente brasileiro, filho da escravidão", finaliza. Mano a mano traz um novo episódio toda quinta-feira.

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