Foto: Divulgação/João Maia
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Cantora, compositora e produtora musical, Mahmundi lançou seu quarto álbum (Mundo novo) no ano passado e aproveitou as madrugadas da pandemia para criar uma espécie de FM, transmitida via Instagram, em que trocava músicas e mensagens com seus seguidores na rede. Também produziu outros artistas e já prepara um disco novo neste 2021. Aqui, ela divide suas preferências, da música às artes plástica:

Um disco que gostaria de ter gravado: Huuum, são tantos. Mas um que me acompanhou por alguns anos foi o The age of Adz, do Sufjan Stevens. Lembro de atravessar pontes em viagens ouvindo esse disco e dizer: "Ok, queria ter gravado essas faixas".

Uma música que gostaria de ter escrito: Ter escrito arranjos ou a letra? Podem ser várias? Sobre arranjos instrumentais: qualquer uma do Clint Mansell, em especial "A swan is born" (trilha do filme Cisne negro) e "Monday" (trilha de Huckabees), do meu amado e favorito Jon Brion. Minha relação com música sempre foi mais melódica. Mas eu adoraria ter escrito "Vamos fazer um filme", do Legião Urbana.

Alguém que te fez querer cantar e compor: Coisas por quais eu me apaixono. Imagens. Cenas da vida, algumas que envolvem pessoas… Eu fico vidrada em assistir a cenas da vida real. Me vem uma música, na mente, na hora.

Que cantora/cantora/banda nunca falta em uma playlist sua? Huuum.. Sempre tem alguma da Feist (minha cantora favorita) e alguma música minha. Sempre acho que minhas músicas funcionam bem pra vários momentos, mesmo se não fossem minhas eu iria adorar ouvir! Hahaha.

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Três discos que você levaria para uma ilha deserta: Atualmente? George Harrison (1979); Cuban Soul: 18 kilates, Cassiano; Goats head soup, Rolling Stones (eu descobri Rolling Stones agora, acredita? Estou chocada e vidrada neles).

"Sempre acho que minhas músicas funcionam bem pra vários momentos, mesmo se não fossem minhas eu iria adorar ouvir (risos)!", diz MahmundiFoto: Divulgação/João Maia

Um show inesquecível que você assistiu: Keane, 2007. Foi o meu primeiro show de uma banda que eu gostava, de uma banda grande. O guitarrista da banda Moptop, que na época abriu o show deles, me deu o ingresso. Eu fiquei em choque. Era apenas uma fãnzona apaixonada. Show lindo. Uma banda que não tinha o contrabaixo, porque já usavam a tecnologia em que o baixo é disparado pelo computador. Eu já ficava sonhando no dia que faria isso nos meus shows (e fiz!!! foram dois anos de turnê com baixo sendo disparado pelo computador).
PS: Nesse dia, acabei encontrando um garoto que só conhecia pelo Orkut. Aquelas paixões de internet… Quem nunca? Hahahaha. Realmente, foi um dia foda.

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Um show que você ainda quer assistir: Um show do Ozzy Osbourne, certamente. Eu amo esse cara. Acho essa história dele ser um "cara das trevas" sensacional. Dizem também que o show do Paul McCartney é maneiro, mas parece filme da Pixar com tantos efeitos pirotécnicos. Ok, então eu também comeria pipoca nesse show e assistiria, certamente. Eu já trabalhei no show do Coldplay, que tinham borboletas coloridas no fim do show. Estou preparada pra tudo.

Qual cantora/cantora/bandavocê anda dando repeat ultimamente? Tenho ouvido uma banda muito gostosa chamada Khruangbin. Fui ver as referências dos caras e são na maioria músicas brasileiras dos anos 70. Hahaha. Roda, roda, roda e tudo tá mesmo no Brasil! PS: ouçam, cêis vão adorar!

Um filme você que adora ver a reprise: Curtindo a vida adoidado e De volta para o futuro. Um dia desses vi Amor à segunda vista, curti também.

"Michaela Coel é genial e me trouxe um fôlego para os últimos dias", diz Mahmundi Foto: Divulgação/HBO

Uma série que você maratonaria de novo: I may destroy you. Ela foi indicada várias vezes por amigos, mas não tenho esse relacionamento com séries. Mas essa me pegou. E pegou de jeito. Michaela Coel é genial e me trouxe um fôlego para os últimos dias. Euphoria também me fez voltar a ter 25 anos. Bateu legal.

Quem você adora seguir no Instagram? Adoro musicistas que tocam coisas aleatórias pelo mundo, pessoas que fazem música de várias formas. A Marissol Mwaba é uma mina incrível que compõe e grava várias vozes em vídeo. É mágico. Danae Greenfield é assustadora, toca pianos, teclados em seus vídeos. Os millennials estão com tudo!

Uma exposição que te marcou: O mundo mágico de Escher me marcou profundamente. Havia filas imensas pra ver a exposição no Rio, em 2011. Aquilo me tocou de um jeito inédito. Quando vi as obras de Matisse, me veio o mesmo sentimento. Todas as coisas que vi de Picasso no Museu Berardo, em Portugal, me deixaram com uma sensação de que realmente… tenho usado pouco a minha criatividade. Hahaha.

Um/a artista plástica que você acompanha: Eu amo Sophie Calle. Foi uma das primeiras coisas que conheci. Amo o trabalho da Barbara Chase-Riboud, onde tudo é forte e, ao mesmo tempo, singelo, grandioso.

Um livro de cabeceira: Atualmente, Aos outros só atiro o meu corpo, de Maria Isabel Iorio.

Uma peça que gostaria de rever: Vi pouquíssimas peças. Me indica uma boa?

Uma descoberta recente: Cara, eu descobri uma revista chamada Trasher Magazine… Juro! Ok, vocês podem rir e tudo bem! Mas a sensação de pegar uma revista fundada em 1981 pra descansar os olhos em meio a tantas imagens iguais, fabricadas por nós nesse momento digital atual é um grande alívio. Um amigo tem uma coleção gigante, vi imagens de skate, mar e cores diferentes. Estou ganhando meu dia.

Conversamos com a cantora, que aproveita a fase longe dos palcos para investir na programação de seu canal na plataforma.


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