Os favoritos de Mahmundi

Feist, Sophie Calle e Michaela Coel estão na lista da cantora e produtora carioca.


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Cantora, compositora e produtora musical, Mahmundi lançou seu quarto álbum (Mundo novo) no ano passado e aproveitou as madrugadas da pandemia para criar uma espécie de FM, transmitida via Instagram, em que trocava músicas e mensagens com seus seguidores na rede. Também produziu outros artistas e já prepara um disco novo neste 2021. Aqui, ela divide suas preferências, da música às artes plástica:

Um disco que gostaria de ter gravado: Huuum, são tantos. Mas um que me acompanhou por alguns anos foi o The age of Adz, do Sufjan Stevens. Lembro de atravessar pontes em viagens ouvindo esse disco e dizer: “Ok, queria ter gravado essas faixas”.

Uma música que gostaria de ter escrito: Ter escrito arranjos ou a letra? Podem ser várias? Sobre arranjos instrumentais: qualquer uma do Clint Mansell, em especial “A swan is born” (trilha do filme Cisne negro) e “Monday” (trilha de Huckabees), do meu amado e favorito Jon Brion. Minha relação com música sempre foi mais melódica. Mas eu adoraria ter escrito “Vamos fazer um filme”, do Legião Urbana.

Alguém que te fez querer cantar e compor: Coisas por quais eu me apaixono. Imagens. Cenas da vida, algumas que envolvem pessoas… Eu fico vidrada em assistir a cenas da vida real. Me vem uma música, na mente, na hora.

Que cantora/cantora/banda nunca falta em uma playlist sua? Huuum.. Sempre tem alguma da Feist (minha cantora favorita) e alguma música minha. Sempre acho que minhas músicas funcionam bem pra vários momentos, mesmo se não fossem minhas eu iria adorar ouvir! Hahaha.

Três discos que você levaria para uma ilha deserta: Atualmente? George Harrison (1979); Cuban Soul: 18 kilates, Cassiano; Goats head soup, Rolling Stones (eu descobri Rolling Stones agora, acredita? Estou chocada e vidrada neles).

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“Sempre acho que minhas músicas funcionam bem pra vários momentos, mesmo se não fossem minhas eu iria adorar ouvir (risos)!”, diz MahmundiFoto: Divulgação/João Maia

Um show inesquecível que você assistiu: Keane, 2007. Foi o meu primeiro show de uma banda que eu gostava, de uma banda grande. O guitarrista da banda Moptop, que na época abriu o show deles, me deu o ingresso. Eu fiquei em choque. Era apenas uma fãnzona apaixonada. Show lindo. Uma banda que não tinha o contrabaixo, porque já usavam a tecnologia em que o baixo é disparado pelo computador. Eu já ficava sonhando no dia que faria isso nos meus shows (e fiz!!! foram dois anos de turnê com baixo sendo disparado pelo computador).
PS: Nesse dia, acabei encontrando um garoto que só conhecia pelo Orkut. Aquelas paixões de internet… Quem nunca? Hahahaha. Realmente, foi um dia foda.

Um show que você ainda quer assistir: Um show do Ozzy Osbourne, certamente. Eu amo esse cara. Acho essa história dele ser um “cara das trevas” sensacional. Dizem também que o show do Paul McCartney é maneiro, mas parece filme da Pixar com tantos efeitos pirotécnicos. Ok, então eu também comeria pipoca nesse show e assistiria, certamente. Eu já trabalhei no show do Coldplay, que tinham borboletas coloridas no fim do show. Estou preparada pra tudo.

Qual cantora/cantora/bandavocê anda dando repeat ultimamente? Tenho ouvido uma banda muito gostosa chamada Khruangbin. Fui ver as referências dos caras e são na maioria músicas brasileiras dos anos 70. Hahaha. Roda, roda, roda e tudo tá mesmo no Brasil! PS: ouçam, cêis vão adorar!

Um filme você que adora ver a reprise: Curtindo a vida adoidado e De volta para o futuro. Um dia desses vi Amor à segunda vista, curti também.

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“Michaela Coel é genial e me trouxe um fôlego para os últimos dias”, diz Mahmundi
Foto: Divulgação/HBO

Uma série que você maratonaria de novo: I may destroy you. Ela foi indicada várias vezes por amigos, mas não tenho esse relacionamento com séries. Mas essa me pegou. E pegou de jeito. Michaela Coel é genial e me trouxe um fôlego para os últimos dias. Euphoria também me fez voltar a ter 25 anos. Bateu legal.

Quem você adora seguir no Instagram? Adoro musicistas que tocam coisas aleatórias pelo mundo, pessoas que fazem música de várias formas. A Marissol Mwaba é uma mina incrível que compõe e grava várias vozes em vídeo. É mágico. Danae Greenfield é assustadora, toca pianos, teclados em seus vídeos. Os millennials estão com tudo!

Uma exposição que te marcou: O mundo mágico de Escher me marcou profundamente. Havia filas imensas pra ver a exposição no Rio, em 2011. Aquilo me tocou de um jeito inédito. Quando vi as obras de Matisse, me veio o mesmo sentimento. Todas as coisas que vi de Picasso no Museu Berardo, em Portugal, me deixaram com uma sensação de que realmente… tenho usado pouco a minha criatividade. Hahaha.

Um/a artista plástica que você acompanha: Eu amo Sophie Calle. Foi uma das primeiras coisas que conheci. Amo o trabalho da Barbara Chase-Riboud, onde tudo é forte e, ao mesmo tempo, singelo, grandioso.

Um livro de cabeceira: Atualmente, Aos outros só atiro o meu corpo, de Maria Isabel Iorio.

Uma peça que gostaria de rever: Vi pouquíssimas peças. Me indica uma boa?

Uma descoberta recente: Cara, eu descobri uma revista chamada Trasher Magazine… Juro! Ok, vocês podem rir e tudo bem! Mas a sensação de pegar uma revista fundada em 1981 pra descansar os olhos em meio a tantas imagens iguais, fabricadas por nós nesse momento digital atual é um grande alívio. Um amigo tem uma coleção gigante, vi imagens de skate, mar e cores diferentes. Estou ganhando meu dia.

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