Dior, verão 2027 masculino
Em sua terceira coleção masculina para Dior, o diretor criativo Jonathan Anderson apura sua visão para a marca ao combinar formalidade, irreverência, história e diversão.
“A coleção é sobre o que acontece no final de uma noite, quando tudo fica um pouco mais solto. É a ideia de uma festa formal se transformando em uma festa em casa”, escreveu Jonathan Anderson sobre o verão 2027 masculino da Dior. A explicação define bem o tom da apresentação e representa perfeitamente a imagem aristocrática desconstruída trabalhada pelo diretor de criação desde sua estreia na marca no ano passado.
De fato, o clima é bem mais relaxado do que na temporada anterior – e as roupas também. Os três primeiros looks estão entre os mais interessantes: são ternos de chiffon de seda estampado com caimento desestruturado e proporção levemente exagerada. O blazer é inspirado num modelo vintage assinado por Marc Bohan (diretor criativo da maison de 1960 até 1989).

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação
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Outra interpretação direta dos arquivos são as camisas de seda com bordados trompe l’oeil de uma gravata desfeita. A decoração veio de um vestido de alta-costura da casa de 1979. E, claro, tem a jaqueta Bar, agora menos reduzida ou encolhida e com as barras desfiadas.
A sensação ou a aparência desgastada ou desarrumada percorre todo o desfile. Vai desde as cores esmaecidas ao tecido puído das botas e jeans rasgados. O denim – japonês, no caso – é lavado, estonado e decorado com pequenas correntes prateadas e patchworks. Além das calças, as camisas e as jaquetas estilo século 18 têm alto potencial de sucesso.

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação

Dior, verão 2027 masculino. Foto: Divulgação
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Em paralelo, há uma noção constante de formalidade, mais ou menos considerada ao longo da apresentação. Percebe-se uma atenção maior à alfaiataria, sempre afastada do corpo e com caimento solto, às vezes quase drapeada. Há uma boa quantidade de blazers e camisas de smoking (ambos excepcionais), tricôs alongados e casacos-robe com golas de shearling raspado.
Essa é a terceira coleção masculina de Jonathan para Dior e, arrisco dizer, a mais bem resolvida. A anterior (inverno 2026) foi um tanto extrema para os padrões da marca, especialmente em termos comerciais. O verão 2027 é mais considerado nesse sentido. A oferta de produto é ampliada: bermuda de couro metalizado com textura de cobra, calça de tricô, shorts de sarja, jaqueta bomber com gola de smoking, suéter esgarçado, conjunto de pijama de algodão, jeans colorido, bolsa com tecido de cobertor, tênis e por aí vai. Meio que um pouco para todo mundo. Porém muito bem amarrado visualmente – mérito do stylist Benjamin Bruno, colaborador de longa data do estilista. Há uma certa despretensão na maneira como roupas de estilos e propostas diferentes são combinadas. E isso já começa a se tornar um traço característico da visão de Jonathan para a maison francesa.
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