RioFW 2026: Osklen

Osklen dá início às apresentações da Rio Fashion Week com coleção inspirada em Ipanema, no próprio passado e no estilo carioca.


RioFW 2026: Osklen
RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi



Podemos dizer que o primeiro look da Rio Fashion Week cumpriu o requisito. Era um conjunto de calça de alfaiataria e camisa de smoking com punhos exagerados e dobrados para cima, tudo branco, exceto a sandália rasteira preta. Quem vestiu foi Carol Trentini e a marca era Osklen.

A escolha da grife para abrir o evento é bastante simbólica. O último desfile da Osklen foi em 2018 e o último no Rio de Janeiro, especificamente, em 2016. Desde então, muita coisa mudou na moda, no mundo e na empresa.

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

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Em 2012, o grupo Alpargatas se tornou sócio majoritário da marca. O investimento garantiu um crescimento considerável, mas, dez anos depois, Oskar Metsavaht, fundador e diretor criativo, sentiu que não era bem isso o que queria. Em 2022, ele decidiu reassumir o controle e recomprou as ações que havia vendido.

A ideia é reposicionar a Osklen como uma grife de lifestyle de luxo, conectando sua essência carioca com as vontades e desejos da moda global. Conceitualmente sempre foi assim, na prática nem tanto. Custa caro sustentar essa visão com muitas lojas abertas pelo Brasil. Os planos agora são reduzir os pontos de venda e aumentar a qualidade do produto em termos técnicos, materiais e de design.

Por isso, aquele primeiro look é tão representativo – da proposta da marca e do discurso da RioFW, de alinhar o mercado nacional às demandas internacionais. Ele tem tudo a ver com a releitura e interpretação de formalidade, tradição e com o interesse por peças meio básicas, meio clássicas, que permitem mais expressões pessoais e de estilo.

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

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As entradas seguintes seguem no mesmo ritmo e ficam ainda melhores com as tramas de linho, ráfia e juta em combinações de alfaiataria com o design gráfico e funcional que são a cara da Osklen. A história das calcinhas fio-dental aparecendo por debaixo de calças, saias e shorts ou nas costas de vestidos decotados também é um ponto alto.

Como a etiqueta ficou um tempo longe das passarelas, rolam algumas nostalgias na apresentação. Uma delas (a mais interessante) é sobre o Ipanema. Ou melhor, sobre as pessoas que circulam por lá. Oskar mora ali ao lado e tem uma série fotográfica dedicada a seu olhar sobre o bairro. Outras são lembranças de coleções anteriores – e aí nem tudo é bem atualizado. As estampas dão supercerto (preferencialmente sem os tecidos metalizados). Já as peças esportivas de neoprene, algumas jaquetas de couro pirarucu e versões de beachwear, nem tanto. Elas parecem apegadas demais ao passado, e isso é tudo o que não precisamos agora.

Melhor mesmo são as roupas com aquela simplicidade natural que a marca sempre expressou e agora dá sinais de evolução. Vide aqueles dez looks iniciais. Eles sintetizam com uma precisão bem impressionante o que a RioFW projetou e o que muita gente esperava.

RioFW 2026: Osklen

RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

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RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

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RioFW 2026: Osklen. Foto: Zé Takahashi

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