8 dicas para o jardim de casa sobreviver às mudanças no tempo

Especialista dá dicas para manter o jardim de casa saudável diante das variações de temperatura.


8 dicas para o jardim de casa sobreviver às mudanças no tempo
Projeto assinado pelo paisagista e botânico Alexandre Galhego. Foto: Miti Sameshima



Mudanças bruscas de temperatura podem afetar diretamente a saúde das plantas. Para evitar que o jardim de casa sofra com as oscilações do clima, é preciso observar os sinais que aparecem nas folhas, ajustar a rotina de cuidados e, principalmente, escolher espécies adequadas ao ambiente.

Segundo o paisagista e botânico Alexandre Galhego, o ideal é planejar um jardim resistente antes mesmo de construir a morada, e isso envolve a escolha de espécies, a qualidade do solo, a drenagem e a manutenção. A seguir, ele reúne dicas práticas para adaptar os cuidados ao tempo e evitar problemas.

Observe os primeiros sinais de estresse

Quando a temperatura muda de forma repentina, a planta pode não ter tempo suficiente para se adaptar metabolicamente às novas condições. “No caso de chuvas intensas, o excesso de água encharca o solo e reduz a quantidade de oxigênio disponível para as raízes, que também precisam respirar”, alerta. Já durante uma onda de calor, a transpiração aumenta e a planta pode perder água mais rapidamente do que consegue absorver.

Por isso, vale ficar de olho em sinais de alerta, como folhas murchas, pontas queimadas ou amareladas, queda de flores e botões. Além disso, segundo o paisagista, observar as folhas que estão nascendo é especialmente importante, já que elas ajudam a indicar se a planta está se desenvolvendo normalmente.

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Adapte a rega ao clima

8 dicas para o jardim de casa sobreviver às mudanças no tempo

Paisagismo assinado pelo escritório Alexandre Galhego Paisagismo. Foto: Miti Sameshima

A rega não deve seguir uma quantidade fixa de água durante o ano. O ritmo precisa acompanhar a temperatura, o clima e as condições do solo. Em períodos de calor extremo, por exemplo, pode ser necessário regar duas vezes ao dia.

“No verão, a primeira rega pode acontecer logo cedo, dando tempo para que a planta absorva essa água, e uma segunda, no meio ou no fim da tarde, pode ajudar a compensar a perda causada pelo calor”, explica. 

No inverno, porém, a estratégia muda. É melhor aumentar um pouco a irrigação pela manhã e reduzir ou retirá-la do fim da tarde. A ideia é evitar que a água permaneça no solo durante a noite em períodos frios.

Suspenda a adubação em períodos de estresse

Se a planta está passando por um período de estresse térmico, adubar pode não ser uma boa ideia. Segundo o especialista, nesse momento ela pode ter dificuldade para absorver os nutrientes. No jardim de casa, a primavera e o verão costumam ser as principais épocas para investir em uma adubação mais diversificada. Já no outono e no inverno, a tendência é reduzir esse cuidado.

Proteja as plantas do calor e do frio intenso

Em dias de calor extremo, um sombreamento temporário com tela ou outro recurso pode ajudar a proteger as plantas. Na prática, porém, o botânico ressalta que a escolha correta das espécies é uma das formas mais eficientes de prevenir danos.

No frio intenso, a atenção deve se voltar também à poda. Quando há previsão de geada, é importante evitar intervenções inadequadas, já que o manejo precisa considerar as características de cada espécie. 

“Outra estratégia simples é usar cobertura morta no solo, feita com grama picada, folhas e outros restos vegetais em decomposição. Além de ajudar na proteção das raízes, o material contribui para a conservação da umidade”, aponta o paisagista. 

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Cuide da drenagem antes que a chuva chegue

Tanto a falta quanto o excesso de água podem prejudicar as plantas. Quando há chuva constante, um solo com pouca capacidade de drenagem pode permanecer encharcado por tempo demais.

O resultado é a falta de aeração das raízes, que passam a ter dificuldade para respirar. Por isso, a drenagem deve ser considerada desde a implantação do jardim ou durante uma eventual reforma. Antes de definir as soluções, é importante entender as características do solo, como sua composição e capacidade de escoamento da água.

“Para períodos de estiagem, a cobertura morta volta a ser uma aliada, visto que ela ajuda a conservar a umidade do solo e, combinada a uma irrigação adequada, pode reduzir o impacto da falta de chuva”, afirma Alexandre. 

Invista em um solo saudável

8 dicas para o jardim de casa sobreviver às mudanças no tempo

Paisagismo assinado pelo escritório Alexandre Galhego Paisagismo. Foto: Miti Sameshima

A qualidade do solo também influencia diretamente a capacidade do jardim de lidar com as mudanças do tempo. “Um solo bem trabalhado e rico em matéria orgânica consegue captar e reter água com mais eficiência, favorecendo as raízes tanto em períodos de chuva quanto durante a estiagem”, diz o profissional. 

A irrigação manual ou automática pode complementar esse cuidado, principalmente quando a chuva é insuficiente. Mas a escolha das espécies continua sendo fundamental: quanto mais adaptada a vegetação estiver às condições do local, menor tende a ser a demanda por água.

Aposte na diversidade de espécies

Para quem quer um jardim de casa mais resistente, a recomendação é evitar a monocultura, ou seja, concentrar todo o espaço em uma única espécie. Se uma condição climática ou uma praga afetar aquela planta, todo o jardim pode sentir o impacto ao mesmo tempo. Além disso, árvores e espécies maiores podem proporcionar sombra para outras menores, por exemplo, criando um microambiente mais equilibrado. 

Faça uma manutenção atenta

Um dos principais cuidados, segundo o botânico, é não esperar que o jardim fique visivelmente feio para começar a agir. Quando os sinais de deterioração aparecem, o problema pode já estar instalado há algum tempo.

Por isso, uma manutenção atenta ajuda a identificar mudanças nas folhas, no solo e no desenvolvimento das plantas antes que a situação se agrave.

“Rega adequada, drenagem, cobertura morta, escolha de espécies adaptadas e adubação no momento certo fazem parte de uma rotina que reduz o impacto das variações climáticas”, pontua Alexandre.

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