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O estilista Alber Elbaz morreu em 24 de abril de 2021 em decorrência de Covid-19. Em janeiro, ele lançou sua AZ Factory, com apoio do grupo suiço Richemont, cinco anos após sua saída da Lanvin, onde atuou como diretor criativo por 14 anos. A ideia da nova empreitada era combinar alta-costura com tecnologia para transformar o mercado de prêt-à-porter em algo mais inclusivo e inteligente.

Infelizmente, o designer não viveu para realizar plenamente seu sonho. Em sua homenagem, a grife organizou um mega desfile, nos moldes do Théâtre de la Mode, um evento com mais de 60 costureiros franceses, que rolou em 1945, para retomar o prestígio da moda após a Segunda Guerra Mundial. Era seu sonho realizar algo do tipo.

Ao todo, foram 44 estilistas e marcas convidados para criar um look inspirado em Alber ou em seu trabalho. A lista é grande e impactante: Alaïa (Pieter Mulier), Alexander McQueen (Sarah Burton), Balenciaga (Demna Gvasalia), Balmain (Olivier Rousteing), Bottega Veneta (Daniel Lee), Burberry (Riccardo Tisci), Casablanca (Charaf Tajer), Chloé (Gabriela Hearst), Christian Dior (Maria Grazia Chiuri), Christopher John Rogers, Comme des Garçons (Rei Kawakubo), Dries Van Noten, Fendi (Kim Jones), Giambattista Valli, Giorgio Armani, Givenchy (Matthew Williams), Gucci (Alessandro Michele), Guo Pei, Hermès (Nadège Vanhée-Cybulski), Iris Van Herpen, Jean Paul Gaultier, Lanvin (Bruno Sialelli), Loewe (Jonathan Anderson), Louis Vuitton (Nicolas Ghesquière), Off-White (Virgil Abloh), Raf Simons, Ralph Lauren, Rick Owens, Rosie Assoulin, Sacai (Chitose Abe), Saint Laurent (Anthony Vaccarello), Schiaparelli (Daniel Roseberry), Simone Rocha, Stella McCartney, Thebe Magugu, Thom Browne, Tomo Koizumi, Valentino (Pierpaolo Piccioli), Versace (Donatella Versace), Vetements (Guram Gvasalia), Viktor & Rolf (Viktor Horsting & Rolf Snoeren), Vivienne Westwood (Vivienne Westwood & Andreas Kronthaler), Wales Bonner (Grace Wales Bonner) e Y/Project (Glenn Martens). Mais fácil listar quem não participou.

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Essa foi a primeira vez na história recente que tantos nomes trabalharam juntos numa única coleção ou apresentação. Em um momento em que a moda tenta passar por cima da rivalidade que sempre foi regra, revivendo parcerias – pense na colaboração entre Gucci e Balenciaga e entre Fendi e Versace, só para falar das mais importantes deste ano –, isso é enorme.

Foram muitos momentos emocionantes, mas destacam-se a estampa de Minnie Mouse coberta por um plástico transparente de Rei Kawakubo; o vestido volumoso com o laço rosa feito por Demna Gvasalia; o longo dourado de Riccardo Tisci; o sobretudo de Dries Van Noten com a caricatura de Alber; os corações em 3D de Jean Paul Gaultier; a camisa vermelha com smoking de Grace Wales Bonner; a camiseta de canutilhos e bota de cano alto de John Galliano; a capa com o rosto do estilista feito pelo novo diretor criativo da Lanvin, Bruno Sialelli; e a reinterpretação de Raf Simons do vestido de veludo, usado por Tilda Swinton no Oscar de 2008.

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AZ Factory.


Ao fim das homenagens, mais uma surpresa: as luzes se apagam e, alguns minutos depois, a passarela é invadida por mais uma coleção, dessa vez criada pelo time da AZ Factory. Os principais códigos de Alber Elbaz, como os laços enormes, o toque esportivo, a diversão e bom humor, os volumes assimétricos, as caricaturas e as cores vibrantes estão lá.

A última entrada é de Amber Valletta, sua modelo preferida, com um casaco alongado com desenhos de roupas icônicas de sua carreira, camisa branca e gravata borboleta de veludo – mais uma marca registrada do estilista.

Evidentemente emocionada, ela fecha o desfile sob uma chuva de papel vermelho picado em forma de coração, e com cada um dos looks em caixas transparentes emoldurando uma foto de Alber Elbaz no centro. Quantos designers receberam ou receberiam tamanha homenagem? Difícil dizer, mas essa foi a maneira mais emocionante de encerrar a primeira temporada presencial, após a tragédia da pandemia – que acabou levando, inclusive, um dos criativos mais queridos da indústria.

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