NYFW: Diotima, inverno 2026
Na Diotima, Rachel Scott cria dicotomia entre manualidade e alfaiataria para atender a todas as necessidades da mulher atual.
Faz alguns anos que Rachel Scott, fundadora da Diotima, consta entre os nomes mais quentes da moda de Nova York. Além de ter vencido o troféu de estilista revelação do Council of Fashion Designers of America (CFDA), em 2023, e o de melhor designer de moda feminina, em 2024, a estilista se tornou a diretora criativa da Proenza Schouler em setembro de 2025. Sua estreia oficial aconteceu há quatro dias. Desde então, ela passou a apresentar duas coleções por temporada. Neste domingo, foi a vez da sua marca própria.

Diotima, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Para o inverno 2026, a jamaicana buscou referências nas obras do pintor e escultor cubano Wifredo Lam, que recentemente ganhou uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Era um sonho antigo da designer, que estudou o trabalho do artista na faculdade e se reconheceu nas ideias anti-imperialistas. As formas orgânicas de Wifredo são traduzidas em estampas que percorrem toda a apresentação.
O primeiro look já sintetiza a proposta da estação: um vestido frente única, com comprimento mídi, construído a partir de uma elaborada maquete têxtil com aparência de tapeçaria. Esse mesmo efeito está em saias, golas de jaquetas e casacos volumosos. Nos momentos mais festivos, o crochê – técnica central no vocabulário da marca – ganha protagonismo em vestidos longos com decotes nas costas. A manualidade é contraposta a uma alfaiataria relaxada: blazers alongados com volume no quadril e calças com sobressaias no mesmo tom equilibram rigor e fluidez.

Diotima, inverno 2026. Foto: Getty Images

Diotima, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Rachel costuma afirmar, inclusive em entrevista ao Volume 18 da ELLE Brasil, que acredita na complexidade da figura feminina – na possibilidade de ser sensual, recatada e chamativa, tudo ao mesmo tempo. Em uma matéria publicada no The New York Times, criticou a maneira como muitos estilistas achatam a ideia do que é ser mulher.
Neste desfile – e em toda a sua trajetória até aqui – fica claro como ela vem construindo uma alternativa a esse olhar limitante. No release, ela diz: “Esta coleção toma forma em um momento político e cultural marcado pelo cansaço e pela divisão, em que resiliência, identidade e memória se tornam atos de resistência. É sobre uma mulher que atravessa esse contexto com radiância, força e uma autodefinição radical. Não apesar dos tempos, mas em meio a eles.”

Diotima, inverno 2026. Foto: Getty Images

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