Moda

#olhaELLE: Two Lost Kids

Thalita e Gabriela Zukeram são duas irmãs de Curitiba que levam a produção de conteúdo no Instagram a lugares novos. Conheça mais sobre o trabalho criativo da dupla.

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Mesmo antes de sermos atingidos pela pandemia do novo coronavírus, ter nossas leitoras e leitores participando ativamente do retorno da ELLE ao Brasil era um desejo enorme por aqui. Nosso grupo no Facebook e os debates que levantamos no Instagram antes do lançamento oficial do site são bons exemplos desse esforço, mas a #olhaELLE merece um capítulo à parte.

Criamos a hashtag para encontrar pessoas que sempre acompanharam a ELLE e que tinham vontade de aparecer nas nossas páginas, mas não eram, necessariamente, modelos profissionais. O que chegou até nós, porém, foi muito além das nossas expectativas. Hoje, a hashtag conta com mais de 12 mil publicações de pessoas de todo o Brasil compartilhando seus trabalhos, suas ideias, suas belezas e experiências. A decisão de transformá-la em algo eterno foi natural e, além de estarmos sempre de olho para formamos castings que podem aparecer no site, na ELLE View ou na revista impressa, também decidimos falar um pouco mais da nossa comunidade neste espaço. Periodicamente, vocês vão encontrar por aqui projetos incríveis que merecem ser compartilhados e amplificados.

Depois do Projeto Moda Preta, hoje vocês vão conhecer um pouco mais sobre Thalita e Gabriela Zukeram, duas irmãs de 27 e 25 anos, respectivamente, que estão por trás do feed colorido, criativo e extremamente bem produzido @twolostkids. Inicialmente pensado como uma forma de criar portfólio, o perfil começou a chamar atenção pelos posts que iam muito além do que hoje é visto como produção de conteúdo no Instagram. A dupla não se limita a fotos de looks ou lives com seus seguidores, mas investe em design, construção de narrativas e uma edição sempre muito caprichada para cada post, criando um universo estético bem particular. Essa linguagem visual forte atraiu também diversas marcas, que vão atrás de Thali e Gabi para apresentar seus produtos de uma forma mais verdadeira e criativa. Coloque na conta parcerias com Samsung, Asics, Sallve e Amaro.

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Como mulheres asiáticas, as irmãs também entendem a importância da representatividade, principalmente no mercado audiovisual. Dirigindo, roteirizando, editando e atuando, elas inspiram mais mulheres a ocuparem espaços nessa área.


Como funciona o processo criativo de vocês?

Nosso processo criativo é muito espontâneo, a gente não tem um caminho certo que seguimos para todos os projetos. Às vezes, do nada, vem uma ideia e a gente já grava e edita no dia seguinte. Ou são meses planejando, roteirizando e produzindo até ficar pronto. O mais legal é que como trabalhamos só nós duas, e temos uma conexão muito forte, é tudo muito fluido. Uma começa a contar uma ideia e a outra já entende tudo. Muita coisa é feita também na edição ou até mesmo na hora da gravação, a gente deixa todo o processo livre para se transformar.

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Quais são os maiores interesses e inspirações do vocês?

Nosso objetivo com o Two Lost Kids é inspirar outras mulheres a também criarem e ocuparem espaços no mercado audiovisual. Além disso, buscamos uma maior representatividade asiática na mídia, por isso colocamos a nossa cara no nosso conteúdo. Nossas inspirações são diretoras como Agnes Varda e Vera Chytilova, mas a maior referência para começar o projeto em 2012 foi a Kastor & Pollux, uma dupla canadense de meninas amarelas também, que criavam um conteúdo muito autoral e diferente do que estava sendo entregue na época.

Como a Covid-19 impactou o trabalho que vocês realizam?

Nós já trabalhávamos em casa, então, não foi uma mudança tão brusca. O que mais afetou foi o tipo de conteúdo. Vimos que muita gente começou a produzir conteúdo também e resolvemos fazer alguns vídeos contando sobre o nosso processo criativo e abrir um pouco mais o por trás das câmeras. Também criamos com marcas nacionais menores, para apoiar o pequeno nesse momento difícil. Foi o que aconteceu com o projeto " 2_corpos_mesmo_look", em que resolvemos trabalhar só com marcas brasileiras.

Como a internet influenciou no projeto?

Sem a internet não estaríamos aqui. O Two Lost Kids nasceu da vontade de criar e da falta de oportunidades, já que o mercado audiovisual é muito fechado. Então, enxergamos a internet como um caminho pra colocar as nossas ideias pra fora e sermos ouvidas.


Por que vocês decidiram postar na #OlhaELLE?

A gente só descobriu a # depois que o open casting já havia terminado, porém quem não quer ser notado pela ELLE né? hahaha. A gente achou muito forte a iniciativa de buscar pessoas reais para serem representadas em uma revista tão importante e com um alcance gigante. Por isso, resolvemos usar a # e deu boa, estamos aqui hoje, muito felizes.

Vocês poderiam indicar três @s que admiram e que acham que mais pessoas deveriam acompanhar?

@taraolaa, @leticiaribeiroo e @teteoshima.

Em quais outras redes sociais ou endereços vocês estão?

No site, no TikTok, no YouTube, Vimeo e no Twitter @twolostweets.


A gente sabia que seria bom, mas não imaginava que ia ser TÃO BOM. Com escolhidos do Rio Grande do Sul ao Pará, dos 18 aos 75 anos, o open casting que marca a volta da ELLE está apenas maravilhoso.


Criado por sete jovens espalhados pelo Brasil, o Projeto Moda Preta é uma iniciativa que conhecemos pela hashtag #olhaELLE que fala de moda de forma não estereotipada.


Desafiamos catorze selecionados do nosso #OpenCasting para ficar frente a frente com o espelho e nos contar quem é essa pessoa que cada um deles enxerga refletido ali.

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