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Há alguns anos, a Valentino ganhou manchetes com desfiles majestosos, looks suntuosos e toda uma elegância no melhor sentido do termo alta-costura. Na sequência, veio uma onda de hits nos tapetes vermelhos, com estrelas como Lady Gaga e Frances McDormand jogando mais luz sobre as criações do diretor de criação Pierpaolo Piccioli.

Contudo, nas lojas, os produtos disponíveis não seguiam a imagem que ganhava likes a perder de vista nas redes sociais. Desejar um look, sair para comprá-lo e não encontrar nada parecido é, de fato, frustrante. Isso ajuda a explicar por que, nos últimos meses, as vendas da maison declinaram. No ano passado, a queda foi de 27%, um pouco acima da média do mercado, em torno de 23%.

Mas chega de falar do passado. O verão 2022 da Valentino, apresentado na noite desta sexta-feira, 01.10, é todo pensado para reverter a situação. O desfile aconteceu meio na rua, meio a passarela – ainda assim com uma disposição nos moldes de um café parisiense. A ideia era que as modelos caminhassem do lado de fora da locação, antes de chegar ao cenário principal, porém a chuva parece ter invertido os planos.

Ainda assim, a ideia faz sentido. Pierpaolo diz ter se inspirado na maneira como as roupas se adaptam e se transformam a partir do momento que deixam o ateliê e ganham os corpos e vidas das mais variadas pessoas. Com 96 looks, a mensagem ficou bem evidente. Vem daí o mix de produtos mais sofisticados como outros usuais, tipo um blusa de organza toda bordada à mão combinada a uma calça jeans larguinha.

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Diferentemente da coleção passada, a de inverno 2021, nesta há uma maior sintonia com a imagem das apresentações de alta-costura. As formas, as cores, o foco na alfaiataria, o destaque para o tafetá em muitas das peças e a atenção ainda maior aos detalhes manuais indicam essa proximidade.

Em entrevista ao site The Business of Fashion, Pierpaolo disse que, de olho numa reestruturação da Valentino, a ideia é aplicar um pensamento de alta-costura na empresa como um todo. Ou seja, tratar tudo de maneira mais especial e exclusiva – o que provavelmente resultará em aumento de preços e encerramentos de algumas linhas e pontos de vendas focadas em peças menos caras.

Outra aposta – e uma bem certeira – para dar tração ao novo momento é a linha de reedições, chamada Valentino Archive. De olho na obsessão por peças com apelo vintage, que toma conta das redes sociais e da geração Z mais abastada, o diretor de criação reinterpretou algumas peças que fizeram história na maison. Exemplos são um casaco de tigre, usado por Marisa Berenson em 1967, um longo com estampa floram fotografado por Chris von Wangenheim, em 1971, ou o curto com bordados de flores brancas, de 1968.

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