2026 é o Ano do Cavalo: veja as previsões e entenda porque este será um período de grandes decisões

Regido por uma intensa combinação de Fogo, o Ano do Cavalo promete movimento emocional, transformações internas e uma clareza rara sobre nossos verdadeiros propósitos.


2026 é o Ano do Cavalo: veja as previsões e entenda porque este será um período de grandes decisões
Foto: Getty Images



Se você acompanha o calendário lunar, já deve ter ouvido falar que 2026 será o Ano do Cavalo. Na astrologia chinesa, cada ciclo anual representa a manifestação predominante de uma determinada dinâmica energética e, neste caso, ela está associada ao elemento Fogo em seu ponto máximo de expressão.

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Segundo o especialista em astrologia chinesa João Pedro (@ocaminhante_), o Ano do Cavalo não deve ser interpretado apenas de forma simbólica. “O Cavalo é apenas um nome popular que usamos para identificar uma frequência específica de energia que chamamos de ramo terrestre. No caso do Cavalo, esse ramo carrega consigo a força do elemento Fogo”, explica.

O que significa o Ano do Cavalo na astrologia chinesa?

Dentro da lógica da astrologia chinesa, o ciclo do Cavalo está ligado ao momento de maior intensidade da energia Yang ao longo do ano. Trata-se de uma fase comparável ao auge do verão, um período de vitalidade, expansão e estímulo ao movimento, em que há impulso suficiente para que processos internos comecem a se manifestar no plano externo.

De acordo com João Pedro, essa configuração tende a ampliar a sensibilidade emocional e a percepção de aspectos mais sutis da experiência humana, favorecendo tanto conexões interpessoais quanto processos de autoconhecimento. Em contrapartida, quando em desequilíbrio, a mesma energia pode levar à sobrecarga psíquica ou à dificuldade de estabelecer limites emocionais. “O excesso pode gerar dependência emocional ou até uma mediunidade descontrolada, fazendo com que a pessoa absorva tudo ao redor como uma esponja”, afirma.

Do Dragão à Serpente: o caminho energético até 2026 e por que este será um ano de decisões e mudanças práticas

Na astrologia oriental, os anos não funcionam de forma isolada, mas como etapas dentro de um mesmo ciclo de transformação. Para entender o que o Ano do Cavalo traz à tona em 2026, é preciso olhar para os movimentos iniciados nos anos anteriores. 

Em 2024, regido pelo Dragão, vivemos um período marcado por renovação e abertura para novas possibilidades, especialmente no campo tecnológico e nas formas de organização do trabalho e da vida social. Já 2025, sob a influência da Serpente, convidou a uma interiorização maior desses avanços, funcionando como um momento de refinamento e compreensão dos próprios desejos e propósitos.

É a partir desse acúmulo de processos que o Ano do Cavalo passa a atuar de forma mais concreta no cotidiano. Se os ciclos anteriores favoreceram a abertura de possibilidades e o refinamento de desejos, 2026 tende a ser o momento em que essas elaborações exigem direcionamento e posicionamento.

Na prática, isso significa que ideias e inquietações que antes pareciam abstratas passam a demandar escolhas claras, especialmente em áreas como trabalho, relações e projetos pessoais. Segundo João Pedro, trata-se de um período em que decisões que vinham sendo adiadas tendem a se tornar inevitáveis. “O Cavalo nos convida a agir com base naquilo que reconhecemos como verdadeiro para nós. Há uma força que empurra para decisões que já vinham sendo evitadas, seja no trabalho, nas relações ou na forma como conduzimos a própria rotina”, afirma.

Esse movimento pode se refletir tanto em transições de carreira quanto em redefinições de metas pessoais ou até no encerramento de ciclos que já não fazem mais sentido. Em vez de introduzir mudanças inesperadas, o Ano do Cavalo tende a acelerar processos que já estavam em andamento, favorecendo novos começos alinhados a um senso mais claro de propósito.

O que esperar do Ano do Cavalo na vida pessoal e coletiva?

Se no plano individual esse ciclo tende a impulsionar decisões que já vinham sendo amadurecidas, no campo coletivo a principal recomendação para 2026 será evitar excessos e agir com discernimento diante de estímulos intensos.

Segundo João Pedro, a combinação entre movimento e intensidade emocional pode gerar tanto avanços quanto conflitos, dependendo da forma como essa energia é canalizada. Em nível global, a tendência é de acirramento de disputas políticas e econômicas, com o fortalecimento de polarizações e tensões que já vêm se desenhando nos últimos anos. Esse cenário pode impactar diretamente a economia, gerando instabilidades associadas a conflitos internacionais e mudanças nas dinâmicas de mercado.

No âmbito pessoal, o reflexo mais imediato pode aparecer na relação com o consumo e com decisões financeiras. O impulso característico do Cavalo, quando não observado com atenção, tende a favorecer gastos por motivação emocional ou comportamentos que tragam prejuízo a longo prazo. “É um ano em que precisamos ter cuidado com atitudes tomadas no calor do momento, especialmente aquelas que envolvem riscos ou promessas de recompensa imediata”, aponta o astrólogo.

Essa intensidade também tende a se manifestar nas relações afetivas. A ampliação das emoções pode favorecer novas conexões e experiências, mas exige atenção para que o entusiasmo não se transforme em dependência ou idealização excessiva. “É importante que não haja uma relação pautada na dependência, mas sim em parceria. O relacionamento não pode ser um vício e a pessoa não pode ser vista como um grande salvador”, afirma.

A tendência é que o elemento Fogo estimule envolvimentos rápidos e profundos, que podem não se sustentar ao longo do tempo caso falte equilíbrio emocional. Por isso, cultivar autonomia afetiva e reconhecer a própria capacidade de encontrar satisfação fora da relação pode ser determinante para atravessar o ano com mais estabilidade.

Ao mesmo tempo, trata-se de um período favorável para quem busca aprofundamento espiritual ou maior compreensão sobre si. A intensidade do elemento Fogo pode trazer à superfície conteúdos que estavam latentes, ampliando a clareza sobre padrões pessoais e coletivos, inclusive no que diz respeito a verdades que tendem a emergir em áreas como tecnologia, política ou estruturas institucionais.

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Quais signos do horóscopo chinês serão mais impactados em 2026?

Na astrologia chinesa, a análise dos impactos de um ciclo anual não se baseia apenas no animal correspondente ao ano de nascimento, mas principalmente no chamado Dia Mestre, ou seja, o elemento associado ao dia exato em que a pessoa nasceu. É esse fator que define, de forma mais precisa, como as energias de determinado período tendem a se manifestar em cada indivíduo.

Ainda assim, de maneira geral, alguns animais do zodíaco chinês podem sentir os efeitos do Ano do Cavalo com maior intensidade. Segundo João Pedro, signos como Dragão, Boi e Porco tendem a se beneficiar mais diretamente desse ciclo, com possibilidade de receber apoios inesperados ou perceber a abertura de caminhos que antes pareciam inacessíveis.

Por outro lado, animais como Cavalo, Serpente, Tigre e Rato podem enfrentar desafios adicionais ao longo de 2026, especialmente no que diz respeito à gestão do próprio ritmo e à tendência ao excesso. Questões relacionadas a sobrecarga, conflitos interpessoais ou dificuldade em estabelecer limites podem exigir maior atenção nesses casos.

De forma mais ampla, cada animal pode receber orientações específicas para atravessar o período com maior equilíbrio:

Porco: Respire fundo e controle emoções intensas para não agir por impulso e colocar tudo a risco. Apoios inesperados podem surgir, esteja aberto a eles.

Rato: Prepare-se para mudanças e possíveis conflitos. Saber escolher quais batalhas valem a pena será fundamental para evitar desgastes desnecessários.

Tigre: O período favorece a liderança e a concretização de projetos, desde que haja foco para direcionar a energia de movimento.

Coelho: O magnetismo pessoal pode atrair oportunidades, mas exige cuidado com ilusões afetivas ou comportamentos autossabotadores.

Serpente: O momento favorece a autoestima e liderança, desde que o descanso e a saúde mental sejam priorizados.

Cavalo: Atenção ao perfeccionismo. Quando mal direcionado, ele pode gerar autocrítica excessiva e paralisar ações importantes.

Macaco: Transformações e desapegos podem surgir, inclusive por meio de mudanças físicas ou viagens. Esteja aberto ao inesperado.

Galo: Aumento da autoestima e conexões relevantes podem abrir caminhos – evite, no entanto, a busca excessiva por validação externa.

Dragão: Um período de pausa pode trazer estabilidade. Respeitar ritmos mais lentos será essencial para não confundir descanso com estagnação.

Cachorro: Conteúdos reprimidos podem vir à tona. O momento favorece retomar projetos antigos, desde que haja cuidado com emoções acumuladas.

Boi: Prepare-se para lidar com situações fora do seu controle. Proteger a saúde mental será prioridade.

Cabra: Atenção ao desgaste emocional e à tendência à culpa. Saber pausar pode ser decisivo para manter o equilíbrio.

O principal aprendizado coletivo do Ano do Cavalo

Se no plano individual o Ano do Cavalo tende a impulsionar decisões e mudanças práticas, no nível coletivo o principal aprendizado de 2026 estará relacionado à forma como lidamos com intensidade, seja emocional, social ou política.

A combinação entre movimento e expansão pode favorecer tanto avanços quanto conflitos, dependendo de como essa energia é canalizada. Ao mesmo tempo, o período pode funcionar como um catalisador de verdades que estavam latentes, trazendo à superfície questões que vinham sendo evitadas tanto no âmbito institucional quanto nas dinâmicas sociais mais amplas.

Nesse sentido, o maior aprendizado coletivo do Ano do Cavalo pode estar na capacidade de agir com clareza em meio ao excesso de estímulos. “Quanto mais equilibrada estiver sua mente, menos no vórtex dos excessos você estará. Isso permite ativar as características de clareza mental que o Cavalo de Fogo traz, possibilitando enxergar oportunidades que poucos conseguem perceber”, afirma o astrólogo João Pedro.

A busca por equilíbrio, portanto, não aparece como uma tentativa de conter o movimento do período, mas como uma forma de utilizá-lo de maneira consciente, evitando que a intensidade se transforme em impulsividade ou desgaste coletivo.

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