MFW: Boss, inverno 2026

Diretor criativo da Boss, Marco Falcioni equilibra a tradição em alfaiataria da marca alemã com energia e materiais atualizados.


Boss, inverno 2026.
Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação



Na coleção de inverno 2026 da Boss, apresentada na quinta-feira (26.02), o diretor criativo Marco Falcioni revisita catálogos da etiqueta do fim dos anos 1980 e início dos 1990. 

Boss, inverno 2026.

Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Os cadernos de venda reuniam todos os itens necessários para compor um visual completo, da meia, gravata e lenço à calça, ao blazer e ao sobretudo. “Isso me fez pensar como não temos mais um momento para montar as roupas de uma forma bonita. É sempre um ‘ok, vou usar o costume preto, o terno azul-marinho ou a calça com suéter’”, afirma, dois dias antes do desfile, no showroom da Boss. 

A proposta busca recuperar a atenção dedicada à construção de um look e valorizar o processo de combinação das peças. Por isso, o caráter retrô do todo e o grande apelo do styling nas composições. A silhueta assume caráter híbrido, com ombros marcados inspirados na década de 1980 e lapelas e cinturas mais próximas ao corpo, como nos anos 1990 e 2000.

Boss, inverno 2026.

Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Nesta temporada, a abordagem mais romântica extrapola o visual corporativo que vinha orientando o trabalho do estilista. Desde que assumiu o cargo, em 2022, Marco Falcioni participou de uma reestruturação do grupo. A companhia passou a operar com duas frentes comerciais, Hugo e Boss, dedicada à alfaiataria e ao streetwear, respectivamente. Em ambas, as diretrizes acompanham o avanço do visual casual sem comprometer o legado clássico da casa.

A estratégia da nova fase consolidou uma marca de lifestyle abrangente, capaz de atender do moletom ao smoking. Na Boss, a tradição da alfaiataria se mantém e recebe interpretações contemporâneas. A atualização ocorre com o desenvolvimento de paletós menos rígidos e com a seleção criteriosa de matérias-primas que conciliam trabalho e vida cotidiana. O trench coat Maverick, clássico da etiqueta, troca o algodão por nylon em nova composição, além de ganhar forro interno removível. A coleção inclui ainda uma camisa esportiva cortada em cashmere para funcionar como casaco. A equipe de estilo também colou alpaca e lã com couro, criando jaquetas de caimento mais fluido.

Boss, inverno 2026.

Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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Boss, inverno 2026. Foto: Divulgação

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No segmento feminino, o interesse pelo universo equestre se intensifica. A referência dialoga com a localização da empresa no sul da Alemanha, perto de Stuttgart, cujo nome significa fazenda de cavalos e é uma região marcada por tradição ligada à equitação. Desse contexto derivam as botas de montaria, as blusas de gola alta e as texturas que remetem ao pelo do animal. “Pouca gente sabe, mas o feminino da Boss só foi criado em 2001, enquanto a casa é de 1977. Estou buscando inspirações novas para essa parte mais jovem, de forma que ela não fique restrita a interpretações do terno masculino.”

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