MFW: Marni, inverno 2026

Meryll Rogge estreia como diretora criativa da Marni com coleção que recupera a estranheza divertida que marcou o trabalho da fundadora da casa, Consuelo Castiglioni.


Marni, inverno 2026.
Marni, inverno 2026. Foto: Getty Images



Meryll Rogge, atual diretora criativa da Marni, é uma das poucas mulheres nomeadas para comandar uma marca de luxo na recente dança das cadeiras de estilistas. Nesta quinta-feira (26.03), ela apresentou sua primeira coleção para a casa. A belga é fã da etiqueta italiana desde adolescente – ela já contou algumas vezes a história de que gastou o primeiro salário que recebeu como designer de moda feminina na Marc Jacobs, em 2008, para comprar um sapato da grife para qual trabalha hoje. 

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Marni, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Marni, inverno 2026. Foto: Getty Images

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O desfile abre com um look de saia com maxipaetês, casaco felpudo, meias na metade da canela e scarpins de salto baixo com aplicação de um cadarço na frente. A partir daí, começa uma sequência de visuais que brincam com o repertório peculiar da label: a pegada artsy, os sapatos estranhamente divertidos, as estampas de bolinhas, os acessórios maximalistas, a combinação de itens superdecorados com outros esportivos. 

Todos os códigos da Marni estão lá, mas Meryll adiciona à equação um senso de realidade bastante atual. No cenário construído em parceria com o escritório de arquitetura Formafantasma, havia paredes espelhadas, calendários, cadeiras de escritório, câmeras de vigilância. Tudo deliberadamente banal. Nas roupas, a reinvenção do cotidiano aparece nas peças de silhueta simples, mas combinadas de formas pouco convencionais. Há camisas listradas usadas com saias de renda, microshorts com coletes de tricô, scarpins com meias e botas de bruxa com vestidos de nylon. 

Marni, inverno 2026.

Marni, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Meryll é conhecida ainda por sua habilidade com o uso de cores – tanto por seu trabalho como chefe de design na Dries Van Noten quanto em sua grife homônima –, algo que remete diretamente aos primeiros anos da etiqueta fundada por Consuelo Castiglioni, em 1994. Nessa coleção, ela mostra isso ao coordenar amarelo, laranja, roxo, verde, vermelho e bege. Tudo junto e misturado. A impressão final que fica, aliás, é que Meryll aborda a marca com um olhar de consumidora, não só de estilista – e isso fez muita diferença.

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