PFW: Balmain, inverno 2026

Antonin Tron estreia como diretor criativo da Balmain reafirmando alguns códigos essenciais da marca com olhar mais leve e descomplicado.


Balmain, inverno 2026.
Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images



A Balmain está de cara nova – ou em vias de ganhar uma nova cara. Depois de 14 anos sob direção criativa de Olivier Rousteing, a marca realizou, nesta quarta-feira (04.03), o primeiro desfile assinado por Antonin Tron. O estilista é o sucessor de Olivier no comando da equipe de estilo.

Ele começa do início. Quase literalmente. Suas principais referências vêm das primeiras décadas da carreira de Pierre Balmain em sua própria maison (o negócio foi fundado em 1945). Essa janela temporal explica a preferência por uma silhueta de ombros marcados, cintura ajustada e uma certa fluidez drapeada.

Balmain, inverno 2026.

Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images

Balmain, inverno 2026.

Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images

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E aqui vale um parêntese: Antonin também tem uma grife, a Atlein, conhecida por uma abordagem bem direta e simples sobre básicos do guarda-roupa, tipo uma camiseta, mas com tratamento especial nos materiais e no caimento. 

Essa visão descomplicada informa o clima geral do inverno 2026 da Balmain. A imagem glamourosa, desde sempre associada à etiqueta, segue operante. Porém, se com Olivier o tratamento era bold, robusto, com o recém-chegado é tudo mais leve e menos armado. A atenção ao corpo (às formas de ressaltá-lo, redesenhá-lo ou escondê-lo) continua central, agora com uma bem-vinda naturalidade sensual.

Balmain, inverno 2026.

Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images

Balmain, inverno 2026.

Balmain, inverno 2026. Foto: Getty Images

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De modo geral, a coleção de estreia de Antonin se sustenta por dois pilares: as técnicas de drapeado, principalmente inspiradas em peças do verão 1953, e a alfaiataria de proporções amplas e viés militar – nos anos 1960, Pierre Balmain fez uma jaqueta para a primeira piloto de avião da Air France. O primeiro look do desfile (na imagem em destaque) é uma interpretação daquele item. Como decoração, entram em cena padrões animais de onça e crocodilo, trabalhados como estampas, texturas ou bordados.

Não foi uma virada de chave radical – acho que ninguém esperava por isso. Foi, sim, um reajuste de tom, uma recalculada de rota. Ainda que algumas construções e modelagens não estejam 100% resolvidas, a leveza geral traz frescor para a marca, sem assustar a clientela cativa.



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