O retorno do scarpin preto: por que o sapato clássico voltou ao radar
Entre o minimalismo e o desejo por peças atemporais, o scarpin preto retoma espaço com uma leitura mais atual. Confira cinco jeitos de usá-lo agora.
Se os últimos anos ampliaram o espaço dos tênis e das flats, o scarpin preto volta a circular em paralelo, não como substituto, mas como uma alternativa para sair do casual. O modelo ganhou força nos anos 1950, no pós-guerra, quando a moda passou a valorizar silhuetas mais definidas, com cintura marcada e linhas mais controladas.

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Desde então, ele apareceu em diferentes momentos e com propostas diversas. Nomes como Christian Dior ajudaram a consolidar o modelo dentro da lógica do New Look, enquanto a Chanel refinava versões mais práticas, com saltos médios e foco no uso cotidiano.
Décadas depois, Manolo Blahnik resgatou a silhueta em um momento dominado por plataformas. Já nos anos 1990 e 2000, Christian Louboutin transformou o scarpin preto em objeto de desejo global com suas solas vermelhas, elevando o modelo ao status de símbolo de poder e sensualidade. Entre esses extremos, marcas como Roger Vivier e Salvatore Ferragamo ajudaram a mantê-lo em circulação constante, ajustando forma, altura e proporção ao longo das décadas.
Agora, volta em um cenário mais híbrido, em que referências distintas convivem entre si. Veja alguns exemplos a seguir:
Hello ladies

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Quem disse que o scarpin preto precisa ficar restrito ao look formal? Ao combiná-lo com uma saia fluida, um tricô ajustado e acessórios discretos, o resultado é uma fórmula elegante e fácil de repetir no dia a dia.
Scarpin, Luz da Lua, R$ 400.

Saia, Basiq, R$ 176.

Suéter, Darkpark, R$ 3.473.

Preppy 5.0

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Retome códigos clássicos do guarda-roupa com uma abordagem mais leve. O conjunto preppy – com cardigan e saia plissada –, ganha uma leitura sofisticada quando combinado ao scarpin preto, enquanto a meia aparente dá um contraste cool ao visual tradicional.
Scarpin, Arezzo, R$ 360.

Saia, Claudie Pierlot, R$ 1.666.

Cardigã, Miu Miu, R$ 22.500.

Entre lençóis e a rua

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Tecidos delicados, rendas e silhuetas leves saem do lugar íntimo e ganham espaço nas produções do dia a dia. Vestidos de seda e alças finas, também conhecidos como slipdresses, funcionam bem com o scarpin preto, que entra para dar estrutura e equilibrar a leveza do material.
Scarpin, Alexandre Birman, R$ 3.790.

Vestido, Rotate Birger Christensen, R$ 5.069.

Óculos de sol, Jimmy Choo, R$ 2.030.

Sob medida

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A alfaiataria segue em evidência, mas com cortes que revelam mais do que escondem. Blazers usados diretamente sobre a pele, decotes mais profundos e proporções precisas mudam o mood tradicional dessas peças. Com o scarpin preto, o conjunto ganha um acabamento mais refinado, equilibrando a sensualidade da proposta sem tirar sua força.
Scarpin, Christian Louboutin, R$ 6.100.

Blazer, Animale, R$ 1.958.

Calça, NV, R$ 1.248.

Misturinha fina

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Ao lado de calças baggy, saias fluidas, tops de tecido acetinado ou casacos de couro, o scarpin preto entra como um contraponto, trazendo definição ao conjunto e equilibrando o volume das peças sem pesar o resultado.
Scarpin, Schutz, R$ 490.

Blusa, Balmain, R$ 5.558.

Calça, Zara, R$ 359.

Preços pesquisados no mês de março e sujeitos a alteração.
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