Mulheres no comando

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Logo na primeira década do século passado, a americana Sarah Breedlove (1867-1919) entrou para a história como a primeira mulher negra milionária nos Estados Unidos. A primeira filha livre de um casal de escravos acumulou riqueza após criar produtos segmentados para os cabelos das mulheres negras. A sua história foi tema da série A Vida e a História de Madam C.J. Walker (2020), lançada pela Netflix, e estrelada pela atriz Octavia Spencer. O roteiro foi baseado no livro On Her Own Ground (2001) escrito por A'Lelia Bundles, tataraneta de Breedlove, e que acaba de ganhar uma reedição com novo título, Self-Made (2020).

Ainda que a história de C. J. Walker tenha servido de inspiração para as mulheres de geração seguinte, ainda existe um longo caminho a ser percorrido rumo à equidade. Segundo o ranking de bilionários da revista Forbes, em 2020, dos 2095 nomes listados, apenas 244 são mulheres (isso equivale a pouco mais de 10%). É por isso que, hoje, listamos abaixo as milionárias que se fizeram no ramo da beleza – indústria em que muitas mulheres estão conseguindo levantar fortunas. Um dos casos mais brilhantes do segmento, é claro, leva a assinatura de Rihanna. Sua Fenty Beauty, hoje, é avaliada em US$ 600 milhões.

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Mundo em transição

Mas, antes de seguirmos para nossa lista, vale destacar alguns pontos importantes a respeito da performance feminina no ambiente corporativo. Várias pesquisas apontam que lideranças femininas, principalmente quando aliadas a ambientes de trabalho que levam a diversidade em consideração, são mais lucrativas. O levantamento Why Diversity Matters, de 2018, da consultoria estadunidense McKinsey, mostra que empresas com diversidade de gênero apresentam resultados financeiros 21% superiores à média de seus correntes. Esse número aumenta ainda mais quando raça e etnia entram na conta – pula para 33%.

O cenário se repete quando se fala de startups. A pesquisa Why Women-Owned Startups Are a Better Bet, também de 2018, da The Boston Consulting Group, revela um paradoxo curioso. Enquanto as mulheres recebem menos da metade dos investimentos que os homens recebem, são as companhias delas que faturam mais. O rendimento de das startups femininas analisadas possuem um rendimento superior em 10% – a cada dólar investido, as mulheres fizeram US$ 0,78 contra os US$ 0,31 feitos pelos homens. Ou seja, mesmo com o preconceito e a desconfiança do mercado, as mulheres têm provado sua excelência no escritório. Abaixo, conheça mais sobre a história por trás das marcas de beleza mais interessantes (e rentáveis) fundadas por elas.

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Anastasia Beverly Hills

Nascida na Romênia, Anastasia Soare, 64 anos, mudou-se para Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1989. Dez anos depois, ela já estava abrindo o seu primeiro salão de cabeleireiros no prestigiado bairro de Beverly Hills. Depois do surgimento de sua própria linha de maquiagem, não demorou para que o primeiro hit viesse: sua primeira coleção de produtos para a sobrancelha tem, até hoje, fãs ao redor do mundo. Aos poucos, sua expertise chamou a atenção de supermodels como a britânica Naomi Campbell e a estadunidense Cindy Crawford. Atualmente, até as Kardashians (que têm cada uma a sua marca de maquiagem) confessam terem alguns de seus itens guardados em suas enormes penteadeiras.


Para quem assiste o reality show Ru Paul's Drag Race, sabe que a ABS é a patrocinadora de diversas temporadas. A drag Alyssa Edwards e a youtuber Jackie Aina, inclusive, são colaboradoras da casa. Ao lado da empresa, elas criaram paletas de sombras que foram sucesso absoluto de vendas. Com dezenas de opções que variam entre skincare e maquiagem, a Anastasia Beverly Hills é avaliada, atualmente, em US$ 540 milhões.

Bobbi Brown

Apesar de ser natural de Chicago, nos Estados Unidos, Bobbi Brown estudou maquiagem teatral e fotografia na Emerson College, em Boston. Na década de 1980, ela já estava se aventurando por Nova York como maquiadora profissional. Reconhecida por seu talento, na década seguinte a então iniciante fez uma aposta ao lançar uma linha de batons com 10 cores. E não é que eles esgotaram no mesmo dia? Sabendo do faro aguçado de Brown para descobrir os desejos das mulheres, em 1995, a Estée Lauder (gigante estadunidense de beleza que detém atualmente marcas como MAC, Tom Ford Beauty, Clinique e Too Faced) e comprou a Bobbi Brown Essentials. Em 2016, no entanto, a fundadora da marca anunciou que estava saindo da empresa.



De lá até aqui, Brown não parou: dois anos depois, surgia a Evolution 18, dedicada a suplementos vitamínicos que ajudam a manter a pele do corpo hidratada e saudável e os cabelos fortes e brilhantes. Sua empreitada mais recente é a Jones Road, uma marca ao estilo "no-makeup-makeup" (em tradução livre: "make nada"). Trata-se de uma série de produtos híbridos de skincare e maquiagem que embelezam enquanto cuidam e que já têm uma legião de fãs devotos. Pense em glosses hidratantes, pigmentos de brilho modesto, uma boa máscara de cílios e lápis para correções pontuais na região dos olhos (tanto como corretivo quanto para cor na linha d'água).

Bruna Tavares

A trajetória de Bruna Tavares impressiona qualquer aficionada por beleza. Tudo começou quando a jornalista de Campinas, interior de São Paulo, decidiu criar um blog para usar como portfólio. Assim, em 2009, surgiu o Pausa para Feminices que, anos depois, tornou-se um dos mais acessados do país, segundo a revista EXAME. Com o sucesso deste projeto e depois de ter passado por redações de veículos importantes como UOL, Gloss, M de Mulher e Cosmopolitan, ela foi convidada a desenvolver uma linha de batons com a Tracta. O sucesso foi tamanho que, na sequência, eles pediram a Tavares que criasse, então, uma coleção completa de make. Até 2016, ela se tornou uma das maiores influercers de beleza no Brasil quando, naquele ano, surgiu a sua própria marca.



Surpreendendo a todos, dois anos depois do primeiro lançamento, a empresa já estava no catálogo da Sephora Brasil – posto almejado por muitas. A mais recente investida da Linha Bruna Tavares chegou em outubro do ano passado: uma coleção com 30 tons de bases, a maior diversidade já vista no mercado de cosméticos nacionais disparadas de uma só vez. Para acertar nos tons mais escuros, a empreendedora foi sagaz ao consultar-se com os nacionalmente renomados especialistas Tássio Santos (@herdeiradabeleza) e Daniele da Mata (@damatamakeup).

Charlotte Tilbury

Kate Moss, Kim Kardashian, Gisele Bündchen e Amal Clooney são algumas das it-mulheres que já foram maquiadas por Charlotte Tilbury. A britânica nasceu em Londres, mas, ainda bem novinha, foi com os pais morar em Ibiza. Por lá, ela encontrou pela primeira vez a grande maquiadora Mary Greenwell, ainda aos 11 anos. Ao voltar para a Inglaterra, Tilbury estudou maquiagem na Glauca Rossi School of Makeup e foi assistente de Greenwell. Conforme os anos foram passando, ela abriu asas e voou longe: assinou a beleza de desfile de marcas importantes como Prada, Alexander McQueen, Lanvin e Chloé e fez trabalhos para revistas icônicas como LOVE Magazine, V e Vanity Fair.


Em 2012, depois de ter seu talento reconhecido por uma série de prêmios, a maquiadora finalmente lançou o seu canal no YouTube e, pouco tempo depois, a sua marca. À princípio, seus produtos de embalagem acobreada estavam à venda somente na Selfridges, multimarcas de luxo britânica. Acontece que essa foi a maior estreia de beleza na história da loja antes da chegada da Pat McGrath Labs. Atualmente, você encontra os itens da Charlotte Tilbury Beauty na Harvey Nichols, Harrods, Bergdorf Goodman e Sephora. Segundo uma reportagem publicada no Guardian, no ano passado, as gigantes Unilever e L'Oréal estavam brigando pela compra da label que, hoje, tem um valor estimado de £ 500 milhões.

Fenty Beauty

Tendo em vista que a marca fundada por Rihanna foi um marco na história da beleza contemporânea e realmente causou uma reviravolta importantíssima no mercado, temos uma reportagem inteira dedicada somente à ela, aqui no site da ELLE Brasil.

Fluide Beauty

Isabella Giancarlo, de 29 anos, trabalhava em uma agência de publicidade quando encontrou em uma de suas clientes, a sócia perfeita para fundar a Fluide Beauty. Laura Kraber, 50, era head de estratégia para uma empresa de bem-estar e saúde, na época. Entre uma reunião e outra, as duas perceberam um desejo em comum: o de criar uma marca de cosméticos que mantivesse a população LGBTQIA+ o ano todo em mente e não só em junho, o mês da diversidade. "Pessoalmente, eu nunca estive interessada num olho esfumado tradicional. Quero ver pessoas livres usando maquiagem de um jeito criativo e inusitado. As mulheres que, em geral, estampam campanhas de beleza não ressoam para mim que sou uma pessoa queer", declarou em entrevista à Forbes dos Estados Unidos.



Para além de produtos coloridos, brilhantes e superversáteis, a Fluide Beauty trabalha com diversidade em todas as camadas de sua empresa: da equipe interna ao casting de modelos das campanhas. Sem enganação. "A Fluide foi criada para dizer para as pessoas largarem o preconceito para trás. Esqueça o que você conhece por maquiagem e como você deveria estar ao terminar uma make. O que importa é você conseguir encontrar a sua versão mais autêntica e mostrá-la para o mundo."

GE Beauty

No ano passado, em uma jogada inesperada, Camila Coutinho – uma das blogueiras de moda mais famosas do Brasil – decidiu abrir uma marca. A dona do blog Garotas Estúpidas, no lugar de investir em roupas ou acessórios fashionistas, decidiu apostar no mercado de beauté. E, ainda mais surpreendentemente, não estamos falando de maquiagem como é o caso de tantas e tantas celebridades que decidem lançar paletas de sombras ou coleções pontuais de batom. Coutinho quer a sua cabeça! Sua GE Beauty é especializada em cabelos e traz um conceito de customização altamente inovador para a categoria. Primeiro que o xampu, ao mesmo tempo que promete uma experiência low-poo, entrega espuma. Depois, o condicionador é do tipo flexível: com enxágue rápido tem a função tradicional do produto, mas com mais três minutos seus efeitos se aprofundam e ele se torna uma máscara para os fios.



E mais, GE Beauty ainda tem boosters repletos de óleos naturais que podem ser combinados ao creme e potencializam seu efeito de diferentes maneiras – mais hidratação, mais fortalecimento, mais nutrição, você escolhe! "Eu não sou uma guru de beleza. Nunca me caracterizei assim. Não faço tutoriais. Meu interesse por esse mercado vem de um lugar muito pessoal", disse em entrevista à ELLE Brasil. Não à toa, a linha trabalha com fórmulas veganas, cruelty-free e com ingredientes de origem natural.

IMAN Cosmetics

Muito se fala da revolução causada pela Fenty Beauty no mercado de beleza. No entanto, vale lembrar que o lema da IMAN Cosmetics, desde seu lançamento, em 1994, é "maquiagem para mulheres de todas as etnias e tons de pele". Fundada pela supermodelo de origem somaliana Iman Abdulmajid, a empresa conta ainda hoje com 85% de sua equipe composta por mulheres negras. A ideia para criar a linha de cosméticos veio do sofrimento no backstage dos desfiles. Não raro, maquiadores confessavam à top a dificuldade em encontrar bases no tom de sua pele. Assim, a viúva do rockstar David Bowie foi a fundo em sua busca pelo produto ideal.



O resultado foram quatro fórmulas (cada uma com um acabamento diferente) e 14 cores, o que, para a época, estava muito acima da média. Recentemente, a CEO relembrou em seu perfil no Instagram dos primeiros dias da empresa: "Era um apelo psicológico para que as mulheres negras na época pudessem dizer que são lindas. Estávamos nos convidado a ter um assento à mesa para sermos cortejadas. Queremos estar lindas quando terminarmos de dominar o mundo", escreveu.

The Lip Bar

Em 2012, Melissa Butler tomou coragem para ir atrás de seu sonho. Nascida em Detroit e formada em Finanças Administrativas, ela estava morando em Nova York e trabalhando em um banco quando decidiu tentar vender batons para fazer uma grana extra. Seus produtos, no entanto, chegam com vários diferenciais: são veganos e livres de qualquer crueldade contra animais. "Por que a maioria dos cosméticos está cheia de ingredientes que não fazem bem à nossa saúde? Por que as cores ainda são tão limitadas? E, ainda mais importante, por que o padrão de beleza ainda é tão estreito, linear e excludente?", perguntou-se ao começar a empreitada.



O primeiro ano foi um sucesso e, por isso, não demorou para que Butler pedisse demissão de seu emprego e passasse a se dedicar 100% à sua marca: The Lip Bar. Em 2015, ela e seus sócios fizeram uma aparição no Shark Tank, um reality show para impulsionar startups norte-americanas. Por lá, nenhum dos jurados acreditaram no seu potencial e ela recebeu um sonoro "não" de cada um deles. "Pois é, eles foram grosseiros e a experiência foi bem cruel. Mas, isso nos trouxe muita visibilidade", pondera. Aproveitando o hype, a empresária começou a contatar possíveis compradores via LinkedIn. Ali, ela encontrou um representante da Target. O resto é história: hoje, a The Lip Bar está à venda nas centenas de lojas da empresa em todo os Estados Unidos.

Divas Bllack

Antes de lançar a Divas Bllack, Rosane Terragno, de 47 anos, era a mulher à frente do Território da Beleza, uma loja multimarcas de cosméticos em Porto Alegre. Foi no dia a dia do varejo que ela percebeu o vácuo de maquiagens para a pele negra do mercado de beleza brasileiro. "As meninas vinham aqui e eu as maquiava para que elas saíssem bonitas. Mas tinha que fazer umas misturas. Não dava para vender um só produto com o qual ela conseguisse se resolver em casa", relembra em outra entrevista para a ELLE Brasil.



Agitada, ela estudou a fundo durante dois anos para conseguir montar a Divas Bllack, uma marca feita por e para mulheres negras. E o catálogo não fica só nas bases, ok? Tem pó compacto, gloss, batom, paleta de sombras, tudo! Daniele da Mata, uma das maiores especialistas em maquiagem para a pele negra no Brasil, é fã da base da casa.

Pat McGrath

Ela é, provavelmente, a maquiadora mais respeitada e importante do mundo. Pat McGrath é tão especial que até a realeza britânica decidiu condecorá-la com o título de Dama Comandante da Ordem do Império Britânico. Chique, não? Sua história começa nos anos 1990, quando, ao lado do stylist Edward Enninful, criava imagens icônicas para a i-D, uma revista que simbolizou o poder colorido da juventude desta época. É claro que a revista experimental, em seu primeiro momento, não a sustentava financeiramente. Por isso, ela seguiu trabalhando como recepcionista. No entanto, não demorou para que o mundo da moda reconhecesse o seu talento inigualável. Ao lado de estilistas como Alexander McQueen e John Galliano, ela foi responsável pela beleza de vários desfiles históricos.



Até hoje, ela continua no backstage de diversas apresentações das semanas de moda internacionais. E, claro, quando a maquiagem é da Pat, a gente sabe que um desfile incrível vem aí. Em 2015, finalmente, chegou ao mercado de cosméticos a sua marca Pat McGrath Labs. Hoje, todo aficionado por maquiagem sonha em ter em casa uma de suas paletas de sombras com cores duo-chrome, trio-chrome e por aí vai. Seus itens são sinônimo de qualidade e excelência. Não à toa, recentemente, ela emplacou uma parceria inédita com a Supreme: um batom vermelho que sumiu em minutos das prateleiras.

Natasha Denona

Quando criança, Natasha Denona queria ser dançarina. Já no backstage de suas apresentações infantis, ela adorava o momento da maquiagem antes de subir ao palco. Nascida na Croácia, mas criada na Alemanha, a mulher que hoje assina algumas das paletas de sombras mais desejadas do mercado de beauté foi modelo. Depois de aprender os melhores truques do teatro e das passarelas, Denona decidiu tornar-se maquiadora. Capas de revistas e celebridades hollywoodianas, não raro, passavam por seus pincéis nessa época.



Com a ajuda de sua rede de influência e de suas técnicas a um tempo assertivas e de fácil entendimento, ela criou uma marca enorme que vende desde bases e batons até bronzers, blushes e iluminadores. Suas já citadas paletas de sombras são as mais caras disponíveis, hoje, no mercado chegando a custar US$ 239. O preço é alto, mas a qualidade é inigualável. Basta perguntar para todos os gurus de beleza do YouTube: são fãs de carteirinha.

Negra Rosa

A falta de representatividade e opções para mulheres negras, levou Rosangela Jose da Silva, 39 anos, nascida em Duque de Caxias, ao mundo da beleza. Antes da marca, no início da década passada, a empreendedora começou um blog e um canal no Youtube para "mostrar que as mulheres negras podem usar de tudo, não precisam ficar presas a regras". Ao compartilhar as suas próprias experiências e descobertas online, engajou mulheres do Brasil todo, e construiu um espaço de troca nas redes sociais.



Os batons líquidos de sua marca, a Negra Rosa, são os preferidos do maquiador Ian Ribeiro que já colaborou com a ELLE Brasil em diversos editoriais. As bases da marca são cruelty-free, tem FPS 15, e cobertura de leve a média, porém construível. De quebra, a empresa não fica só na maquiagem e também arrasa nos produtos para o cabelo!

Sallve

Julia Petit é uma das pioneiras no Brasil quando se fala em digital influencer de moda e beleza. Lá atrás, ela fez seu nome com o blog Petiscos, que tratava a moda com um jeito descomplicado e divertido que fez muita gente se apaixonar pelo assunto. Depois do encerramento do site, em 2017, todo mundo ficou se perguntando: qual será o próximo passo de Petit? Dois anos depois, a resposta veio. A Sallve é uma marca especializada em skincare que traz para o universo dos cuidados com a pele a abordagem leve e simplificada característica da blogueira.



O primeiro produto a ser lançado e que, de cara, já virou hit, foi o hidratante antioxidante que combina uma molécula de nano vitamina C com vitamina E, niacinamida, resveratrol, cafeína e ácido hialurônico. Ou seja: um creme leve, fácil de aplicar e extremamente versátil. Ele hidrata, minimiza poros, diminui inchaço, previne linhas finas e devolve luminosidade à pele. Depois dele, vários outros sucessos foram chegando aos poucos. De acordo com a agora empresária, em 10 anos, a Sallve será a maior marca de skincare do Brasil. Se continuar no ritmo em que estão, eles têm tudo para alcançar o feito.

UOMA

Ficou surpresa quando a Fenty Beauty chegou com 40 tons de base de uma vez só? Pois a UOMA Beauty da nigeriana-estadunidense Sharon Chuter se lançou com 51 cores. A base Say What?!, inclusive, ainda representa 50% das vendas da marca que não para de crescer. O nome da empresa, inclusive, significa "beleza" em Igbo, principal língua falada no sul da Nigéria. Antes de fundar a sua própria iniciativa, Chuter já havia passado por gigantes (Benefit e LVMH são algumas das companhias que figuram em seu estrelado currículo).



Durante o levante do #BlackLivesMatter nos Estados Unidos no ano passado, ela foi uma voz importante na batalha antirracista no mercado de cosméticos. Com o desafio no Instagram #PullUpOrShutUp, a CEO desafiou outras empresas do ramo de beauté a revelar a porcentagem de pessoas negras contratadas em suas equipes.

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