Beleza

#olhaELLE: Louise Helène

Ser artista plástica e maquiadora são apenas alguns dos talentos de Louise Helène, artista de 28 anos que impressiona pela sua habilidade de transformar obras de artes em seu próprio rosto. Descobrimos seu trabalho pela #olhaELLE no Instagram e, agora, vocês conhecem um pouco mais sobre ela.

Louise Helène | Foto: Cleber Corrêa
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Mesmo antes de sermos atingidos pela pandemia do novo coronavírus, ter nossas leitoras e leitores participando ativamente do retorno da ELLE ao Brasil era um desejo enorme por aqui. Nosso grupo no Facebook e os debates que levantamos no Instagram antes do lançamento oficial do site são bons exemplos desse esforço, mas a #olhaELLE merece um capítulo à parte.

Criamos a hashtag para encontrar pessoas que sempre acompanharam a ELLE e que tinham vontade de aparecer nas nossas páginas, mas não eram, necessariamente, modelos profissionais. O que chegou até nós, porém, foi muito além das nossas expectativas. Hoje, a hashtag conta com mais de 12 mil publicações de pessoas de todo o Brasil compartilhando seus trabalhos, suas ideias, suas belezas e experiências. A decisão de transformá-la em algo eterno foi natural e, além de estarmos sempre de olho para formamos castings que podem aparecer no site, na ELLE View ou na revista impressa, também decidimos falar um pouco mais da nossa comunidade neste espaço. Periodicamente, vocês vão encontrar por aqui projetos e pessoas incríveis que merecem ser compartilhadas e amplificadas.

Depois do Projeto Moda Preta, das irmãs por trás do @twolostkids e do fotógrafo Bruno Gomes, hoje vocês vão conhecer o trabalho da artista plástica, maquiadora, atriz e visagista Louise Helène, de 28 anos. De Joinville (SC) e morando em São Paulo, ela chamou nossa atenção pelas maquiagens inspiradas em obras de arte que, por si só, viram novas peças artísticas.

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Antes da pandemia, Louise estava trabalhando em um projeto chamado #feitotatuagem, em parceria com o fotógrafo Sergio Santoian, em que ela pintava cerca de 7 pessoas por dia — e foi por causa dele que ela descobriu um amor pela pintura corporal. "O #feitotatuagem é um projeto que me faz ser uma pessoa melhor, digo isso todos os dias. Ele me cura em muitos lugares que eu nem sei dizer. É muito potente e transformador trocar e criar com tantas pessoas diferentes e plurais, ouvir tantas histórias e ser atravessada por cada um desses encontros", diz ela.

Até que veio a quarentena e a artista se viu obrigada a trabalhar com o que tinha disponível, ou seja, seu próprio corpo. "Comecei brincando de experimentar referências de artes plásticas no meu rosto e acabei criando um projeto em parceria com meu companheiro que também é fotógrafo, Cleber Corrêa, onde reproduzo obras de arte de pintorxs consagradxs no meu rosto e Cleber retrata", explica ela sobre o novo projeto, "Passeio: Arte na Pele". Por ele, Louise já traduziu em maquiagem obras de Picasso, Adriana Varejão, Gustav Klimt, Yayoi Kusama e muitos outros. "[Este projeto] é a expressão da minha alma e do mundo que eu quero pintar para mim todos os dias", finaliza ela.

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Louise Helène interpretando Yayoi Kusama.Foto: Cleber Corrêa

Como funciona o seu processo criativo?

Meu processo criativo é muito intuitivo, mas a base desse projeto começou porque voltei a estudar história da arte e a vida de vários pintorxs e artistas que admiro, e isso me trouxe muitas ideias e uma vontade imensa de entrar em contato direto com tudo que estava estudando. Mas, resumindo, meu processo criativo é muito natural. Sou uma pessoa muito criativa, minha cabeça não para um segundo e todo tempo livre que tenho, me dedico a ver, ouvir, conhecer, ler e me alimentar de todo conteúdo artístico que puder.

Quais são os seus maiores interesses e inspirações?

Estar envolvida com projetos que me interessam e alimentam, trabalhar com arte, continuar estudando e conhecendo trabalhos e pessoas novas. Trabalhar com pessoas que admiro e me inspiram. Poder viajar e conhecer novos lugares e culturas, trocar experiências e agregar novos elementos e narrativas ao meu trabalho.

Como a Covid-19 impactou o trabalho que você realiza?

O #feitotatuagem teve que ser interrompido e está voltando a ser feito só agora, muito aos poucos. E o "Passeio: Arte na Pele" surgiu justamente por causa do meu isolamento e do tempo livre que tive para experimentar coisas novas.

Como a internet influenciou no seu trabalho?

A internet me ajuda a alcançar mais pessoas. O trabalho que tenho feito acaba sendo visto por mais gente e se espalha mais rápido.

Por que você decidiu postar na #OlhaELLE?

Porque gosto muito do conteúdo da ELLE. Acho que é uma revista que está sempre se renovando e reinventando, que está em constante movimento e que se mantém aberta para o novo e isso é imprescindível.

Você poderia indicar três @s que admira e que acha que mais pessoas deveriam acompanhar?

@thegigigoode, @iris.apfel e @vanessarozan

Em quais outras redes sociais ou endereços podemos ver o seu trabalho?
Nos meus perfis no Instagram @louisehelene_ e @louise.helene_ e no meu site louisehelene.com

Foto: Cleber Corrêa

Louise Helène interpretando Piet Mondrian.


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