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Até a cerimônia do Oscar, em 25 de abril, o assunto será cinema com a temporada de premiações. Depois das indicações do Globo de Ouro e do SAG Awards (Prêmio do Sindicato dos Atores de Hollywood) divulgadas na semana passada, o calendário ainda conta com o Critic's Choice Awards e o Bafta Awards, antes da entrega das estatuetas.

Por causa da pandemia, que provocou o fechamento de salas de cinema pelo mundo, tanto o Oscar quanto o Globo de Ouro permitiram que filmes que não foram exibidos na telona pudessem ser elegíveis às premiações. Com isso, a Netflix conquistou 42 indicações no Globo de Ouro – Mank, de David Fincher, lidera, concorrendo em seis categorias. E, em relação a anos anteriores, há muito mais filmes indicados às premiações disponíveis nas plataformas.

É o caso de Os sete de Chicago (Netflix), A voz suprema do blues (Netflix), Uma noite em Miami (Prime Video), Borat: fita de cinema seguinte (Prime Video), A festa de formatura (Netflix) e a animação Soul (Disney+), que concorrem em diversas categorias.

Entre tantas opções, destacamos cinco filmes entre os muito longas disponíveis – e que não necessariamente lideram as indicações:

Destacamento blood (Netflix)

Quatro veteranos afro-americanos da Guerra do Vietnã voltam ao país para recuperar os restos mortais de um amigo morto no combate (interpretado por Chadwick Boseman, que faleceu no ano passado e ganhou uma indicação póstuma a melhor ator coadjuvante no SAG Awards) e dezenas de barras de ouro que deixaram enterrados na selva. Depois de Infiltrado na Klan, baseado em fatos reais em torno da Ku Klux Klan, Spike Lee revisita novamente a história sob a ótica da questão racial com Destacamento blood. Como lembra o filme, os negros representavam mais de 30% do combatentes estadunidenses no Vietnã, mas apenas 11% da população dos EUA na época da guerra. Lançado em meio ao Black Lives Matter, o filme mistura crítica social, imagens de arquivo e uma trama cheia de reviravoltas, com um ótimo elenco (que concorre ao SAG Awards) e Marvin Gaye na trilha. A cena dos ex-soldados dançando em uma discoteca do Vietnã, que exibe um pôster de Apocalypse now (filme de Francis Ford Coppola sobre a guerra no país), já vale o filme. Ignorado pelo Globo de Ouro, o longa foi merecidamente um dos destaques do SAG Awards. (BB)

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O som do silêncio (Prime Video)

Imagine ser um músico e se descobrir surdo. Essa é a premissa de O som do silêncio, de Darius Marder. No filme, o baterista Ruben (interpretado pelo inglês Riz Ahmed, indicado tanto ao Globo de Ouro quanto ao SAG Awards) tem um dupla de heavy metal com a companheira Lou. Aos poucos, vai descobrindo sua crescente surdez – os intervalos de silêncio nos colocam no lugar do protagonista. Para reaprender a se comunicar com a linguagem dos sinais, ele se muda para uma instituição beneficente dedicada a pessoas surdas, mas vai tentar recuperar a audição, a banda e a companheira, em uma história contada sem maniqueísmos hollywoodianos. (BB)

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Os 7 de Chicago (Netflix)

Em um primeiro momento, a premissa de Os 7 de Chicago pode afastar o público que não é chegado em dramas de tribunal. Mas o novo filme do renomado roteirista Aaron Sorkin, que também assina a direção, passa longe de cair em qualquer tipo de estereótipo.

Ambientada no final dos anos 1960, a trama segue o julgamento de sete ativistas – todos contrários à Guerra do Vietnã – acusados pelo governo estadunidense de conspiração e incitação à violência, logo após um confronto entre manifestantes e policiais na cidade de Chicago. Ancorado em acontecimentos reais, o caso entrou para a história do país e ganhou atenção por abordar temas como a violência policial, o racismo e os direitos civis. O slogan "o mundo inteiro está assistindo", utilizado pelos manifestantes na tentativa de alertar a mídia e a população sobre os horrores da época, não está distante dos protestos mais recentes envolvendo a morte de George Floyd e o movimento Black Lives Matter.

Com um elenco de estrelas e forte concorrente ao Oscar, o longa disputa o Globo de Ouro nas categorias de melhor direção, melhor filme de drama, melhor ator coadjuvante para Sacha Baron Cohen (também indicado por seu papel em Borat: fita de cinema seguinte), melhor roteiro e melhor canção original. Já no SAG Awards, o filme aparece como melhor elenco e melhor ator coadjuvante, novamente, para Sacha. (GB)


Soul (Disney+)

A aposta da Pixar para o prêmio de melhor animação é Soul, lançado em dezembro de 2020 diretamente para a plataforma Disney+. Emprestando sua voz para o primeiro protagonista negro do estúdio, o ator Jamie Foxx interpreta Joe Gardner, um professor de música apaixonado por jazz que morre em um acidente e vai parar no Grande Além. No pós-morte, ele conhece 22, uma adorável alma penada à procura de um propósito para sua existência.

Assim como Viva – A vida é uma festa, Up! Altas aventuras e Divertida Mente, Soul consegue tratar de questões filosóficas sobre a vida humana de uma maneira leve e perspicaz, ao mesmo tempo em que reforça o talento do estúdio de não produzir filmes voltados apenas para o público infantil. Com direção de Pete Docter, a aventura também é destaque com sua trilha sonora, indicada ao Globo de Ouro, em que também concorre à melhor animação. (GB)


A voz suprema do blues (Netflix)

Último filme estrelado por Chadwick Boseman, A voz suprema do blues acompanha a cantora Ma Rainey, uma das primeiras artistas afro-americanas profissionais do gênero – interpretada com maestria por Viola Davis –, e conhecida com a mãe do blues. No ano de 1927, ela e o trompetista Levee (Boseman) trocam farpas em uma disputa acirrada que escancara a exploração da cultura negra incentivada pela ambição de executivos brancos da indústria.

Adaptação da peça escrita em 1984 por August Wilson, o longa também aproveita a estrutura do texto teatral em seu estilo e nos monólogos protagonizados por Viola e Chadwick. O ator bateu recorde de indicações simultâneas no SAG Awards, em que disputa quatro categorias (também com Destacamento blood) e recebeu o troféu de Atuação do Ano no Celebration of Black Cinema no último dia 2. A voz suprema do blues ainda rendeu uma indicação certeira de melhor atriz tanto no Globo de Ouro quanto no SAG Awards. (GB)


Outros títulos para ficar de olho e que deverão em breve chegar ao país:

Nomadland

Escrito e dirigido por Chloé Zhao, Nomadland coloca Frances McDormand – vencedora do Oscar de melhor atriz em 2018 – para viver Fern, uma nômade dos tempos modernos. Aos 60 anos, a personagem passa a viver em uma van depois de perder o emprego e o marido. Vagando sem rumo pela estrada, Fern agora sobrevive fazendo pequenos trabalhos temporários enquanto se conecta com outros idosos que estão passando pela mesma transição.

Baseado no livro de mesmo nome da autora Jessica Bruder, Nomadland foi recebido com entusiasmo pela crítica e levou o Leão de Ouro no Festival de Veneza no ano passado. Chinesa radicada nos EUA, a diretora também foi indicada na categoria de melhor direção no Globo de Ouro e está escalada para comandar o blockbuster Os Eternos, próximo filme de super-herói da Fase Quatro da Marvel, além da nova versão do clássico Drácula pela Universal. (GB)


Minari

Nos anos 1980, uma família de imigrantes sul-coreanos se muda da Califórnia para o interior do Arkansas em busca do sonho americano. O casal, interpretado por Steven Yeun e Yeri Han, passa por dificuldades de adaptação na zona rural, ao lado dos dois filhos. As coisas começam a mudar completamente com a chegada da avó, que decide sair da Coreia e ir morar de vez com a família.

Produzido pela A24, Minari segue como principal palpite da companhia estadunidense para o Oscar de 2021. Em boa parte falado em coreano, o drama gerou discussões por ter sido indicado somente para a categoria de melhor filme em língua estrangeira no Globo de Ouro – uma vez que a obra foi escrita e dirigida por um estadunidense e rodada nos Estados Unidos. Vale ressaltar ainda que sucessos como Bastardos inglórios ou Me chame pelo seu nome concorreram em categorias principais em anos anteriores, ainda que utilizassem diálogos em outros idiomas. (GB)


Music

Dirigido pela cantora e compositora Sia, Music reúne em seu elenco Kate Hudson, Leslie Odom Jr. e Maddie Ziegler, dançarina e colaboradora de longa data da australiana. "A música de Sia é parte integrante da história do filme, enquanto os personagens examinam os laços frágeis que nos mantêm unidos e, por meio de números musicais fantásticos, imaginam um mundo onde esses laços podem ser fortalecidos em tempos de grande desafio", resumiu o material à imprensa. Em sua estreia na direção, Sia promete lançar um álbum inédito como trilha sonora oficial, Music – Songs from and inspired by the motion picture. Kate Hudson concorre como melhor atriz em filme de comédia ou musical e o longa disputa melhor filme de comédia ou musical no Globo de Ouro. (GB)


A atriz de longas como O Som ao redor e Aquarius conta quais as séries, filmes, peças, discos, cantores e shows que a marcaram profundamente, de Emicida a Lovecraft country.




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