Winona Ryder: “Meus personagens favoritos não são perfeitos”
Atriz fala sobre a última temporada de Stranger things.
Após dez anos, Stranger things chegou ao fim. O último capítulo da trama, com mais de duas horas de duração, estreou na Netflix na noite do último dia 31 de dezembro.
Entre atores estreantes, a série apresentou Winona Ryder para o público jovem da produção. A atriz foi onipresente no cinema na década de 1990, com filmes que foram sucesso de público e crítica, como Minha mãe é uma sereia (1990), Edward mãos de tesoura (1990), Drácula de Bram Stoker (1992) e Garota, interrompida (1999), entre muitos outros.
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Em Stranger things, ela interpreta Joyce, a mãe de Will (Noah Schnapp), que desaparece, dando início à trama ambientada nos anos 80. Ao longo de cinco temporadas, ela se envolve no combate das forças que atacam a fictícia Hawkins e se aproxima do delegado Hopper (David Harbour).
Apesar de Winona ter conquistado uma indicação como melhor atriz em série de televisão dramática por sua atuação como Joyce, pudemos conhecer uma veia cômica da estadunidense.
A seguir, ela fala sobre a última temporada da série na qual tem uma papel central no desfecho na trama:
Noah Schnapp como Will Byers e Winona Ryder como Joyce, em cena da última temporada da série
Foto: Netflix

Qual foi a sensação do elenco durante as cenas em grupo na última temporada?
Foi um misto de alegria e tristeza. Era lindo estar com todo mundo, mas todos sabiam que esta era a última temporada. Após dez anos juntos, todo mundo ficou muito próximo e foi muito emocionante. O maior presente que a série me deu foi poder ver essas crianças crescendo.
Essas cenas trouxeram lembranças das temporadas anteriores para você?
Sim. Sempre que estamos todos juntos, é muito especial. Fizemos grandes amizades, mas os personagens estão em núcleos diferentes da história, então nem sempre convivemos muito com todo mundo. Ver o grupo reunido nessas cenas me trouxe ótimas lembranças e foi muito importante para mim.
Como você descreveria a relação entre Joyce e Will ao longo da série?
Na primeira temporada inteira, Joyce procura por Will, morrendo de medo, lutando contra a possibilidade de ele ter morrido. Nem consigo imaginar como seria isso na vida real. Noah é um garoto superespecial e ótimo ator. Trabalhamos muito juntos nesta temporada e foi um prazer dividir as cenas com ele e vê-lo atuar.
“O maior presente que a série me deu foi poder ver essas crianças crescendo”
Houve alguma cena com Will nesta temporada que foi particularmente significativa para você?
Eu me lembro da cena em que o incentivo a procurar Vecna, e confio nele para isso. Quando li esse trecho, meu instinto dizia que de forma alguma iria encorajá-lo a fazer algo tão perigoso. Mas aí é como se acendesse uma luz e Joyce percebesse que ele é forte e inteligente o bastante para lidar com essa situação. Foi uma cena incrivelmente significativa e importante para o relacionamento deles.
Do que você mais gosta no relacionamento entre Joyce e Hopper?
Hopper conhecia Joyce desde o ensino médio, talvez até do ensino fundamental. Amo David (que interpreta Hopper), e tivemos uma química incrível desde a primeira cena que fizemos juntos. Essa sensação de familiaridade só cresceu ao longo de uma década. Além disso, gosto muito dele como pessoa. Estamos construindo essa dinâmica há anos e sempre foi algo muito confortável. Agora que Joyce e Hopper estão finalmente juntos, é quase como se ficássemos: “Ih, o que vamos fazer agora?”. Mesmo depois de tudo, existe um conforto mútuo e dou o crédito a David por ter criado essa dinâmica comigo.
“Nunca interpretei um personagem por dez anos. Esse era o meu medo quando entrei na série”
Qual foi a parte mais gratificante de interpretar Joyce?
Nunca interpretei um personagem por dez anos. Esse era o meu medo quando entrei na série. Como ela será recebida? Será que vai continuar por muito tempo? Eu me lembro vividamente da primeira temporada. Estava muito crua e tinha que acessar minhas emoções rapidamente. A resposta foi incrível. Consegui explorar o amor da Joyce pelos filhos, a tentativa de entendê-los, o amor que ela sentia pelo Bob (seu ex-namorado). Queria que ela tivesse o máximo de defeitos possível, que não fosse perfeita, apenas real. Meus personagens favoritos não são perfeitos.
Qual foi a parte mais especial desta temporada para você? E como foi se despedir da Joyce?
O presente mais profundo, significativo e especial desta série foram as crianças. Vê-las crescer e se transformar nas pessoas incríveis que são hoje. Elas fazem um trabalho magnífico de atuação. São todas singulares, no jeito de trabalhar em equipe, na paixão pelo que fazem. Tenho muito orgulho e amo demais todos.
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