100 anos sem Antoni Gaudí: 8 obras para conhecer a trajetória do arquiteto
Um século após sua morte, Antoni Gaudí segue como um dos nomes mais revolucionários da arquitetura, com uma obra que mistura natureza, espiritualidade e inovação técnica.
Cem anos após sua morte, o espanhol Antoni Gaudí (1852 – 1926) segue um dos nomes mais singulares da história da arquitetura. Nascido na Catalunha, o arquiteto transformou Barcelona em um laboratório de formas orgânicas, onde curvas substituem linhas retas e desafiam os limites técnicos de sua época.
Mais do que monumentos turísticos e históricos, suas obras revelam uma trajetória marcada por experimentação, obsessão pelos detalhes e uma visão quase mística da arquitetura. A seguir, revisitamos sete projetos essenciais para entender a evolução criativa de Gaudí.
Sagrada Família

Foto: Pexels/Enrico Perini
É impossível falar de Antoni Gaudí sem mencionar a Basílica da Sagrada Família. Iniciada em 1883, a obra o acompanhou por mais de quatro décadas e sintetiza sua visão da arquitetura como experiência espiritual. Mesmo ainda inacabada, a construção impressiona pelos vitrais coloridos e colunas que evocam formas de árvores. Em junho deste ano, a torre mais alta da edificação será concluída em razão do centenário de morte do arquiteto.
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Casa Vicens

Foto: Getty Images/UCG
Erguida entre 1883 e 1885, em Barcelona, a Casa Vicens é o primeiro grande projeto residencial de Antoni Gaudí e funciona como um ponto de partida para compreender sua linguagem arquitetônica. O uso de azulejos coloridos, padrões geométricos e referências botânicas revela a influência oriental em sua obra, além do diálogo com o artesanato local.
Palácio Güell

Foto: Getty Images/Mark Williamson
Encomendado pelo empresário e mecenas Eusebi Güell, o Palau Güell marca uma transição na obra de Gaudí, quando o arquiteto passa a se dedicar mais às soluções estruturais. Construído entre 1886 e 1890, no centro histórico de Barcelona, o edifício foi pensado a partir de um grande salão central, voltado para eventos.
Gaudí utiliza abóbadas e um sistema que facilita a entrada de luz natural, criando um interior monumental sem excessos ornamentais. No terraço, as chaminés escultóricas revestidas de mosaicos reforçam sua visão de que funcionalidade e expressão estética caminham juntas.
Casa Batlló

Foto: Getty Images/Laurie Noble
Erguida entre 1904 e 1906, a Casa Batlló é um dos exemplos mais claros da arquitetura de Antoni Gaudí. A fachada ondulante, os mosaicos e o telhado que lembra escamas transformam o edifício em uma estrutura de toque fantástico.
Parque Güell

Foto: Getty Images/Pol Albarrán
Idealizado inicialmente como um condomínio residencial, o Parque Güell, erguido entre 1900 e 1914, é um dos projetos mais emblemáticos de Gaudí. Lá, ele abandona quase totalmente a arquitetura convencional e se aproxima de uma lógica construtiva inspirada na natureza com colunas no formato de troncos de árvores, bancos sinuosos e mosaicos coloridos.
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Casa Milà – La Pedrera

Foto: Getty Images/GoranStimac
Construída entre 1906 e 1912, a Casa Milà (também conhecida como La Pedrera) tem, como marca, a fachada curvilínea, que parece esculpida pelo vento. O projeto também é revolucionário pelo uso de pilares que permitem plantas livres, sem paredes estruturais. A ventilação cruzada e os pátios internos garantem conforto térmico e iluminação natural
Casa Calvet

Foto: Getty Images/Murat Taner
Projetada entre 1898 e 1900, a Casa Calvet ocupa um lugar singular na obra de Antoni Gaudí por dialogar diretamente com a malha urbana do bairro Eixample, em Barcelona. Diferentemente de outros projetos do arquiteto, o edifício precisou respeitar normas rígidas de alinhamento, altura e simetria, o que resultou em uma composição mais clássica.
As varandas curvas, os balcões esculpidos em pedra e os elementos em ferro forjado garantem fluidez e textura sem romper com a lógica urbana do entorno. Internamente, o projeto se organiza de forma funcional, separando os espaços comerciais, situados no térreo, das áreas residenciais, nos andares superiores.
Cripta da Colônia Güell

Foto: Getty Images/Maica
A cripta da Colônia Güell, localizada em Santa Colomba de Cervelló, começou a ser construída em 1898 e teve as obras interrompidas em 1914, porém, reúne algumas das soluções mais ousadas de Gaudí. Sua estrutura é marcada por arcos inclinados e paredes assimétricas, que dão impressão de movimento. Muitas dessas experiências foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto da Basílica da Sagrada Família.
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