Onde comer em Paris: 6 restaurantes famosos que valem a visita

Nossa correspondente em Paris indica lugares que fazem jus à fama na Cidade Luz.


onde comer em paris
Arte: Barbara Marcantonio



Onde comer em Paris é aquele tipo de questão que vive na cabeça de quem mora aqui, de quem passa por aqui e de quem sonha um dia vir para a nossa Cidade Luz.

Hoje separei uma listinha sem erro que vai desde um chique e famoso lugar com vista para o Rio Sena a um simples bistrô do lado da famosa Place des Vosges, que se tornou o número 1 da lista dos descolados desde que Dua Lipa e Callum Turner passaram uma temporada na capital francesa, e a cantora citou o lugar como favorito em uma de suas listas de endereços da cidade.

Sim, todos têm sua lista. É obrigatório e um aceno aos novos códigos que o luxo aponta como hábitos em 2026. Na moda ou não, ter um caderninho de anotações sempre foi minha mania e, este mês, escolhi seis lugares para você se programar para ir um dia, vindo para cá.

Ah, antes que eu me esqueça: fiz uma pegadinha colocando boas opções ao lado do bistrô de Tournelles e também do Café Marly. Assim, se você não for em um, pode ir em outro pertinho! E além disso temos nome brasileiro no restaurante do Louvre! A chef Alessandra Montagne acaba de assumir por lá, já conto tudo. Vem comigo!

 

Paris do alto

Cheval Blanc Paris Le Jardin Vue Eiffel Vincent Leroux

A vista lá de cima do Le Jardin é de tirar o fôlego. Foto: Vincent Leroux

Esse lugar é onde você pode cruzar com Beyoncé, Pharrell Williams ou algum outro famoso de peso do show business internacional, porque fica em um hotel que eles amam. O Le Tout-Paris, do Cheval Blanc, fica dentro da antiga La Samaritaine, uma loja de departamentos art déco que foi totalmente renovada e aberta ao público como um dos endereços de consumo de luxo no centro da cidade. A cozinha é simplesmente maravilhosa, com uma estrela Michelin desde 2024 e assinada pelo chef William Béquin. Comida típica de brasserie francesa, farta, do tipo que dá para compartilhar. As sobremesas são divinas, assinadas por Maxime Frédéric – eu sou louca pelo Vacherin (que é quase uma pavlova). O restaurante fica no 7º andar do hotel, tem vista para o rio Sena, para a Torre Eiffel e simplesmente não tem defeitos. A única coisa: reserve com antecedência.

Além do Le Tout-Paris, o Le Cheval Blanc tem também o Le Homard e o Le Jardin, duas opções de restaurante no mesmo lugar, com ambientes diferentes e cardápios distintos.

Le Tout Paris: Le Cheval Blanc, 8, Quai du Louvre.

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Se a Dua Lipa foi, todo mundo quer ir

Seu nome é Bistrô de Tournelles e ele é apontado como o melhor de Paris. Pera! A questão aqui é o peso da fama desde que Dua Lipa o indicou como um de seus endereços favoritos por aqui. Agora todo o povo novidadeiro e das modas também quer ir. Ele vive lotado, tem que reservar com vários dias de antecedência. Se for, não esquente, porque o cardápio é enxuto: pedi salada, que estava deliciosa, uma carne e dividi profiteroles na sobremesa. O mais legal mesmo é ter ido onde a Dua ama. Sim, também curto um barulho.

Bistrot des Tournelles: 6, Rue des Tournelles.

 

Coladinho também!

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A Bofinger é uma das minhas brasseries preferidas! Foto: Ana Garmendia

Olha, esse lugar é outro que vale muito, tanto pela comida como pela história. Na rua ao lado do bistrô de Tournelles, a Bofinger é uma brasserie de origem alsaciana superfrequentada por artistas internacionais, conhecida pela famosa cúpula art nouveau. Quem gosta de ir a lugares bons e bonitos tem que conhecer. Não é nova, claro, mas tem um charme que fica na lembrança. Mesmo eu, que moro aqui, sempre me sinto em viagem quando vou lá.

Bofinger: 5-7, Rue de la Bastille.

 

Bucólico

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A tradicional sopa de cebola do Café Beaubourg Foto: Divulgação

Conheço o Café Beaubourg desde que comecei a frequentar Paris, porque ele fica de frente à esplanada do Centro Georges Pompidou, um dos lugares culturais mais famosos da França. E só por isso já posso dizer que é um dos cafés mais icônicos da cidade. A arquitetura, assinada por arquiteto Christian de Portzamparc, é linda e condiz com a fama e com o espaço que ocupa. Não tem como conhecer Paris sem conhecer esse café, entende?

Gosto de ir no meio da tarde, de manhã, à noite. Para um café, um copo, um almoço ou um jantar. É ótimo para sentar dentro ou fora e ver a cidade fervilhando.

Café Beaubourg: 43, Rue Saint-Merri.

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De olho na pirâmide

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A vista cinematográfica do Café Marly é por si só um evento Foto: Instagram @cafe_marly / Angela Dipaolo

Dia desses, a filha de uma amiga veio até aqui pela primeira vez e queria alguma sugestão de onde comer em Paris. Um lugar que fizesse sentido para ela, que iria ao Louvre naquele dia. Indiquei o Café Marly. Situado nas arcadas do museu, ele tem vista para a pirâmide do museu e é o típico cartão-postal que vale a pena. Nunca me arrependi de ter ido. Apesar de ser turístico, o cardápio é bom, a qualidade da comida idem, o serviço correto e a vista é de cinema. Diria ainda mais: é um clássico que todo mundo tem que ir ao menos uma vez passando ou vivendo por aqui.

Café Marly: 93, Rue de Rivoli

 

Assinatura brasileira

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Alessandra Montagne: Brasil no Louvre. Foto: Instagram @alessandramontagne

A chef brasileira Alessandra Montagne já é conhecidíssima e eu já falei dos dois restaurantes que ela tem na cidade: o Nosso e o Tempero. Agora ela voa ainda mais alto. Convidada por Alain Ducasse, ela assina o cardápio do restaurante Muses, dentro do Museu do Louvre. Isso mesmo! O cardápio é inspirado em obras do próprio museu e, para chegar lá, não é preciso reserva, mas sim estar com ingresso, ou seja, estar em visita ao Louvre! Louca para conhecer!

Muses: Museu do Louvre, Niveau -1., Mezzanine Aile Richelieu, Place du Carrousel

Ana Garmendia é jornalista e correspondente da ELLE em Paris. Reside na capital francesa há 20 anos e é apaixonada por caminhadas, fotografia e pela exploração de lugares que refletem moda, história, cultura e gastronomia. Nesta coluna, ela compartilha suas experiências e revela segredos, descobertas e preferências na Cidade Luz.

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