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Jeans: passado, presente e futuro

Entra temporada, sai temporada e o jeans continua firme e forte nas passarelas e nas ruas. E não é que ele sempre consegue ressurgir com alguma novidade? Neste episódio, a gente conta um pouco da história das calças mais versáteis do mundo e fala sobre as iniciativas que tentam deixar a cadeia de produção do jeans mais sustentável.

Jeans: passado, presente e futuro
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Poucas peças resistem tanto tempo ao vaivém da moda quanto um bom par de calças jeans. E resistência é algo que está mesmo na origem desse clássico do guarda-roupa.

Começando do início: o tecido que se popularizou pelo mundo inteiro nasceu na cidade de Nimes, na França, que começou a produzi-lo no final do século 18. Resistente e tingido com índigo, ele era conhecido como a sarja de Nimes — ou com aquela simplificação da pronúncia que vai rolando no decorrer dos anos, denim.

Mas o tecido iria mesmo revolucionar o vestuário depois de cair nas mãos de Levi Strauss e Jacob Davis, em 1873. Strauss era um imigrante alemão que se mudou para São Francisco em 1853, levando alguns itens para vender e continuar o negócio de sua família. Um desses produtos era o jeans, e um de seus clientes era o alfaiate Jacob Davis, que produzia tendas, coberturas para carroças e outros artigos duros na queda.

Certo dia, Davis recebeu o pedido de uma mineradora para que ele criasse calças resistentes e que segurassem o tranco de um trabalho pesado. Ele teve a ideia de usar o tecido vendido por Strauss e aumentou ainda mais a força da peça usando rebites de metal e incluiu bolsos, o que deixou tudo ainda mais prático.

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E, já que o tecido vendido por Lévi Strauss era tão importante para o sucesso da peça, ele propôs uma parceria com alemão. Em 1873, eles conseguiram a patente da calça jeans e, em 1886, foi adicionada a etiqueta de couro que consta até hoje no modelo Levi's 501.

Quase 150 anos depois, o jeans permeia o imaginário fashion e hoje em dia já não dá pra imaginar alguém que não use ou tenha pelo menos um par no guarda-roupa. Thiago Leão, gerente de merchandising da Levi’s Brasil, explica um pouco sobre o fenômeno.

“O motivo dessa calça ser tão icônica é pelo fato dela ter sido a primeira calça jeans criada no mundo. Além do marco histórico da moda, a 501 também ganhou status de ícone na cultura pop por ter sido usada por tantos artistas, influenciadores, músicos, e ter participado em tantos movimentos sociais e artísticos. A gente costuma dizer que o jeans, além de um item de moda, é um veículo de auto expressão por ser um item tão versátil e customizável, a partir da maneira que cada proprietário de um jeans utiliza ele ao longo do seu dia.”

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No começo do século 19, outras marcas como Wrangler e Lee começaram a ampliar a oferta de jeans no mercado. A peça passou a ser vista com frequência no figurino de caubóis em filmes estadunidenses, foi para as guerras mundiais com os soldados e, pouco a pouco, o jeans foi conquistando cada vez mais espaço nos guarda-roupas mundo afora.

Em 1954, os zíperes foram incorporados à peça, que ganhou um apelo mais jovem e pop. James Dean e Marlon Brando foram figuras importantes para acrescentar uma aura sexy às calças jeans, além de uma boa dose de atitude e rebeldia que se acentuou ainda mais quando alguns locais, como escolas e restaurantes, tentaram proibir seu uso.

Nos protestos contra a guerra do Vietnã e em outras manifestações durante os anos 60 e 70, o jeans era o uniforme básico. E pode reparar: quase todos os grupos ou subculturas tem na sua estética o uso de jeans. Punks, roqueiros, hippies, rappers, motoqueiros, adaptavam, e ainda adaptam, a calça jeans ao seus códigos, customizando, criando lavagens e pintando as peças.

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Só faltava mesmo o jeans ser oficializado como o objeto de desejo da moda. E isso aconteceu no final dos anos 70, quando a peça entrou de cabeça no high fashion. O modelo Buffalo 70, da Fiorucci, virou um hit entre os baladeiros do Studio 54, e, em 1976, a peça apareceu pela primeira vez em um desfile, na passarela da Calvin Klein.

E aí, pronto, o jeans dominou geral. Com cintura alta, baixa, boca de sino, skinny, corte reto ou baggy, com dezenas de opções de lavagem, as calças jeans são protagonistas há décadas de novas tendências e estilos.

Desde os anos 1980, várias casas de luxo, como Versace e Dior, só pra citar algumas, também criaram suas versões. No Brasil, os jeans fizeram história com marcas como Ellus, Zoomp, Zapping e Fórum, entre outras.

E quando você pensa que já viu tudo em termos de jeans nessa vida, ele vai lá e dá um jeito de surpreender. Na última temporada, a de inverno 2022, esse clássico deu as caras nas formas mais inusitadas.

Em sua melhor versão de passarela, o tecido foi manipulado pelas mãos de Glenn Martens para a Diesel até virar uma espécie de casaco de pele longo. Martens levou o tecido até a alta-costura também, na collab com Jean Paul Gaultier.

Na Versace, o denim foi corsetado e, na Loewe, apareceu em tênis e botas. Na Acne, a forma foi maximizada e a silhueta já ampla ganhou um efeito clochard na cintura. Já na Bottega Veneta, olha só, o estilista Matthieu Blazy se aventurou a criar uma calça de couro com aparência de jeans. As opções para atualizar o denim, como você pode perceber, são infinitas.

Mas – sempre tem um porém na história – esse amor todo pelo jeans tem um preço: a sua produção desenfreada esbarra em várias questões ambientais.

O uso de químicos e de milhares de galões de água na produção e lavagem da peça é preocupante. Estima-se que o jeans seja um dos tecidos mais poluentes da indústria. Com boa parte da sua manufatura acontecendo na Ásia, cerca de 70% dos rios e lagos do continente estão contaminados pelo despejo de bilhões de galões de água de resíduo.

Várias marcas, portanto, estão procurando alternativas mais sustentáveis na produção, como a criação de peças a partir de sobras de corte e o uso de tingimentos naturais. As iniciativas partem desde etiquetas cult, como Reformation e DL1961, até as mais famosas, como Lee e a Everlane.

A Levi’s, por exemplo, tem investido no uso de matéria-prima responsável, como o algodão orgânico e o fio de cânhamo, que tem toque parecido com o algodão e gasta menos água e pesticidas para ser produzido.

A empresa também lançou a campanha Compre Melhor, Use por Mais Tempo, que reforça a mensagem de que é importante comprar cada vez menos para diminuir o impacto negativo no planeta – e, com jeans, essa missão é mais fácil, já que eles costumam durar por anos e anos.

No Brasil, uma iniciativa interessante vem do Grupo Malwee, que montou em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina o Lab Malwee Jeans. O lugar é uma espécie de lavanderia ultratecnológica, que consegue dar às calças aquele efeito desgastado com um uso muito mais racional da água. Guilherme Moreno, Gerente de Marketing da marca, explica aqui como isso é feito.

“No modo tradicional de produzir jeans, os processos químicos usam muita água para obter esses efeitos de lavanderia, puídos e rasgos na peça que a gente gosta tanto quando a gente escolhe uma calça jeans. No Lab Malwee Jeans, esses efeitos são trocados e são produzidos com laser, que substitui grande parte da água e dos químicos que geralmente são utilizados pra esse processo. Numa segunda fase, nesse processo que a gente chama de processo úmido, a água é substituída por ozônio, para obter esse clareamento nas peças e esses efeitos mais manchados. A aplicação do amaciante é feita com a tecnologia que a gente chama de Nano Bolha, que ao invés de aplicar o amaciante com água, da forma convencional, aplica diretamente na peça com uma nuvem de nanopartículas. Tudo isso ainda conta com um sistema que a gente chama de H20, que faz com que a água usada em todo processo fique no circuito fechado e aí a reposição só é feita quando essa água realmente evapora e quando é necessário.

De acordo com o Guilherme, com essa tecnologia aplicada, a produção do jeans da Malwee passou a ter uma redução de pelo menos 80% no uso de água.

"Essa redução é atestada calça a calça com um selinho que a gente coloca pra que o consumidor também saiba que esse produto que ele comprou tem menos impacto pro meio ambiente. No ano passado, a gente foi ainda além e conseguiu uma redução maior ainda que os 80%. A gente chegou em 98% de redução de água por calça jeans, no que a gente chama de jeans feito com um copo d'água. Esse jeans, que no ano passado era apenas uma referência na coleção, hoje ele já faz parte de 10% do nosso mix e a gente quer ir muito mais além, pra mostrar que é possível fazer coleções e é possível fazer jeans de um jeito revolucionário, com muito menos água e com muito menos impacto pro futuro e pro planeta”.

Pra uma peça tão conectada com revoluções sociais ao longo da sua história, nada mais justo do que seus os fabricantes também se esforçarem para fazer a sua revolução em prol do meio ambiente.

Semana de moda de Londres

A temporada internacional de moda masculina começou. Mas, vale dizer, o start foi dado por uma semana de moda londrina que pouco chamou a atenção. Rolaram até algumas piadinhas nas redes sociais com alguns influenciadores brincando se alguém realmente havia acompanhado.

Conhecida como June Edition, até porque hoje em dia ela não revela só roupas para eles, a edição aconteceu entre os dias 11 e 13 de junho, foi breve mesmo. Mas a gente te conta aqui os rápidos destaques que rolaram entre as coleções de verão 2023 que foram apresentadas.

A começar por Martine Rose, que não desfilava fisicamente desde 2019. A estilista usou como locação para a sua passarela uma sauna gay que fechou durante a pandemia e apresentou muitas roupas bem cotidianas, mas com um styling que parecia montado às pressas. Havia peças usadas de um jeito meio torto, itens apertados, que pareciam mais emprestados do que da própria pessoa.

Só que o que mais despertou interesse, mesmo, seja para o bem ou para o mal, foi a nova collab que a estilista lançou com a Nike. Rose reinterpretou o famoso Nike Shox MR4, que no Brasil ficou conhecido como Nike Quatro Molas.

Em suas mãos, ele ganhou agora uma modelagem que se assemelha mais à de um sapato social. Isso, mesmo, foi uma espécie de sapatênis em plena passarela. Teve quem amou a ousadia e quem odiou, mas, de toda, forma, o acessório segue dando vida à imagem de subculturas urbanas, principalmente a nascida nos anos 2000, em Londres, que Martine Rose gosta tanto de olhar.

É difícil não comparar todo o visual mundano com aquele que Demna Gvasalia, que hoje trabalha na Balenciaga, fundou na Vetements. Mas essa escola Gvasalia parece também não ter volta, reproduz bem as ruas (ainda que de um jeito muito cru) e isso é mais do que um ponto positivo.

Já Priya Ahluwalia, designer que a gente já contou aqui ter ascendência indiana e nigeriana, fez uso exatamente dessa gama de culturas com a qual teve contato ao longo da vida para mostrar uma coleção que ela intitulou como "África sem limites".

De acordo com a designer a ideia é a de desconstruir esse conceito branco, racista e Ocidental de que a África é um continente blocado, que ignora o fato de ser uma região composta por muitas nações, que somam mais de 1,2 bilhão de pessoas em diferentes contextos. Por isso, distintas partes do continente africano dão as caras em suas roupas, principalmente na pesquisa e no uso de tecidos.

São mantas da Tunísia e sáris usados no Quênia, além de elementos decorativos como as contas típicas de Ruanda. A inspiração na modelagem, por sua vez, vem da alfaitaria usada pelos Sapeurs, os dândis do Congo. Isso se reflete no desfile em uma explosão de cores e padronagens, mas traduzidas em roupas bem atuais, como conjuntos esportivos e camisas e vestidos leves.

Grace Wales Bonner

Já outro nome que cada vez mais é respeitado na moda britânica, Grace Wales Bonner, não desfilou na semana de moda londrina. Na verdade, a estilista se apresentou pela primeira vez na Itália, em Florença, durante a Pitti Uomo, que é o evento de moda masculina que já engatou no final da semana inglesa, dia 14, e desenrolou até hoje, dia 17.

Como é parte do DNA do seu trabalho, Bonner fez novamente uma série de celebrações da negritude, revirando o passado e colocando o homem negro como o príncipe da história. Dessa vez, obviamente, não poderia ser diferente e, inclusive, a temática foi bem literal.

Acontece que o local escolhido, o Palazzo Medici Riccardi, um edifício de quase 500 anos, foi lar de Alexandre de Médici, também conhecido como o Príncipe Negro de Florença, o primeiro chefe de estado negro da Europa Moderna.

A roupa de abertura do desfile trouxe ainda a reprodução de uma obra do pintor Kerry James Marshall, conhecido por suas interpretações de pessoas de pele retinta. E, na construção dos looks, houve muito artesanato africano, como as contas de vidros aplicadas por artesãos de Gana e o tingimento elaborado em Burkina Faso.

Dsstaque também para a collab que a couturier segue fazendo com a Adidas, como nos sapatos-chuteira com detalhes de bordados.

Bonner toma tradições ancestrais como o verdadeiro luxo e se embrenha na história para que ela não seja contada por pessoas diferentes daquelas que a construiu. Mas há também momentos futuristas, como o conjunto esportivo metalizado. E isso ela traduz como Sankofa, uma palavra que vocês ouvem bastante aqui no ELLE News porque é o nome do coletivo que racializa a São Paulo Fashion Week há algumas temporadas.

Sankofa, como lembrou Boner, é, resumidamente, um esforço de olhar o passado para criar o futuro.

Exposição da Tiffany

E a Saatchi Gallery, em Londres, é provavelmente hoje a galeria mais protegida do planeta. É que desde o fim da semana passada o local abriga a mostra Vision and Virtuosity, by Tiffany and Co, uma exposição que celebra o legado de 185 anos da famosa joalheria da caixinha azul.

A mostra foi inaugurada na quinta, dia 9, em uma festa cheia de celebridades, entre elas, a cantora Rosé, do grupo BlackPink; e as atrizes Gal Gadot e Florence Pugh. O evento teve também a apresentação da segunda parte da coleção de alta-joalheria da Tiffany, que se inspira nas cores e nas formas da natureza.

Dividida em sete sessões, a exposição Vision and Virtuosity reúne cerca de 400 peças que contam a história da joalheria, desde a sua fundação em Nova York, em 1837, até os dias de hoje.

Estão lá, por exemplo, o Diamante do Império, uma gema de 80 quilates, que é peça central de um colar cravejado de diamantes, com preço estimado entre 20 e 30 milhões de dólares.

Mas a maior atração da mostra é, sem dúvida, o famoso diamante Tiffany, a pedra amarela de 128 quilates, que só foi usada por 4 pessoas na história. A última delas foi Beyoncé, que exibiu o colar com o diamante em uma campanha da marca.

A mostra fica em cartaz na Saatchi Gallery até o dia 19 de agosto e depois viaja para Nova York. Para quem tiver a chance de fazer a visita, é uma oportunidade rara de ver de perto essas peças lendárias.

Farfetch e Gucci nas criptos

O mercado de criptomoedas está amargando uma baixa histórica nas últimas semanas, com a bitcoin derretendo e chegando perto da casa dos 20 mil dólares. Mas isso parece não estar afetando a crença das grifes de luxo no futuro desses ativos.

Na semana passada, a plataforma de e-commerce de luxo Farfetch anunciou que vai passar a aceitar pagamento em criptomoedas até o final do ano. E a abertura não vale só pra bitcoin, não. Além da mais famosa das criptos, as compras poderão ser feitas também com ethereum, binance coin e outras quatro criptomoedas.

Inicialmente, os pagamentos em criptos poderão ser feitos por clientes dos Estados Unidos e da Europa, incluindo o Reino Unido, e deve se expandir para outros continentes em 2023.

Quem também está de portas abertas para as criptomoedas é o conglomerado de luxo Kering. No mês passado, o grupo anunciou que passaria a aceitar criptos em algumas lojas da Gucci e, posteriomente, da Balenciaga.

Na sexta-feira, dia 10, o chefe de clientes e diretor digital da Kering, Grégory Boutté, declarou em uma coletiva de imprensa em Paris que as criptomoedas chegaram para ficar, e que esse é um serviço que eles querem oferecer para os clientes.

No mesmo evento, Boutté revelou que a Kering investiu 1,5 bilhão de dólares em um fundo que tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento da chamada Web3, ou Web 3.O, que está sendo propagandeada como a grande evolução da internet, lastreada na tecnologia de blockchain.

Lacoste e NFTs

E por falar em Web3, quem está mergulhando de vez nesse universo é a Lacoste. Esta semana, a grife francesa lançou sua primeira coleção de NFTs, os tokens não fungíveis, aquele item digital que tem uma espécie de selo de autenticidade que o torna único. Pode ser um vídeo, uma foto, um meme ou até um tweet, entre outras possibilidades.

Neste caso, o NFT é uma ficha animada, que mostra um crocodilo com olhos azuis fluorescentes, emergindo e submergindo na água. Para fazer uma referência ao clássico modelo de camisa polo L.12.12 da marca, foram disponibilizadas 11.212 dessas fichas. Cada uma está à venda por 0,08 ethereum, que no dia 15 de junho, data de gravação deste episódio, equivale a cerca de 480 reais.

E aí vem aquela dúvida que não quer calar toda vez que a gente fala de NFT: por que alguém pagaria quase 500 reais pra ser dono de uma figurinha digital animada?

Bom, o NFT da Lacoste, na verdade, funciona como uma chave de acesso ao novo projeto da marca que se chama Underwater. Só que a grafia é meio diferente, se escreve UNDW3.

A grife ainda está fazendo um certo mistério em torno do projeto. O que se sabe até agora é que os detentores do NFTs terão acesso privilegiado a essa universo da Lacoste na web 3.0, o que inclui a possibilidade de co-criar produtos com a grife e participar de eventos físicos e digitais.

Pra promover o projeto, a Lacoste criou um servidor no Discord que reuniu cerca de 30 mil assinantes só nas primeiras 48 horas no ar.

Pílula de Beauté

Nosso editor de beleza Pedro Camargo está de férias, mas quem assume novamente a pílula de beauté dessa semana é a repórter de beleza Bárbara Rossi. E ela conta sobre um lançamento que deu o que falar! Conta mais, Bárbara!

"O babado de beauté da semana é, sem dúvida alguma, o lançamento da marca de cosméticos da Hailey Bieber, a Rhode. Desde que surgiram os boatos de que a modelo entraria no mercado de beleza, as loucas do skincare não dormem. Isso porque a gata é referência no assunto – muito mais pela sua aparência do que pela sua expertise, tá? Que fique bem claro. Porque a genética realmente entregou tudo e o dinheiro ajudou, né?

Mas o lance é que ela é o ícone da pele perfeitamente iluminada. Inclusive, o glow dela é considerado tão especial que ganhou até nome próprio: glazed doughnut skin, que faz referência ao brilho da casquinha de açúcar que fica sobre donut. Basicamente, a Rhode promete te colocar no caminho em direção a esse glow todo.

O primeiro drop da marca conta com três produtos: um sérum um hidratante facial e um lip balm. Em uma entrevista ao site estadounidense Byrdie, Hailey comentou que para ela era muito importante que os produtos fossem acessíveis e, por isso, nenhum deles passaria de 30 dólares. Vale ressaltar, porém, que essa é a média de preço de marcas de celebridade, tá? A título de comparação, o hidratante da Rhode custa 29 dólares, enquanto um da Kylie Skin, marca da Kylie Jenner, sai por volta de 24. Então, tá ali na média.

Olha, admito que todo esse auê em cima da marca, principalmente na internet, me deixou bem curiosa pra testar os produtos. Mas, infelizmente, pelo que o que vi no site, a Rhode só entrega nos Estados Unidos. Então, por enquanto, a gente vai ficar na vontade mesmo.

Por hoje é isso mesmo, meus amores. Um beijo e até a próxima!"

Dica Cultural

E para finalizar o episódio de hoje, nossa editora de cultura, Bruna Bittencourt, dá a dica pra quem curte um bom livro. Conta mais, Bru!

"A semana traz dois bons lançamentos literários. A Todavia lança O almanaque de Fran Lebowitz, primeira edição nacional de um livro da autora americana. Almanaque é uma nova edição de The Fran Lebowitz reader, lançado em 1994, que reúne textos de seus dois livros anteriores: Vida metropolitana, de 1978, e Estudos sociais, de 1981, que, por sua vez, compilam textos das colunas que ela assinou para a Interview de Andy Warhol. Os ensaios trazem uma boa amostra do conhecido sarcasmo de Lebowitz, em que ela escreve, por exemplo, um guia sobre etiqueta para discotecas (eram os anos 70, afinal). Apesar de carregar o título de escritora, ela lançou até hoje apenas três títulos. Lebowitz ficou conhecida por dar sua opinião sobre os mais variados assuntos, em talk shows e palestras. Desde o ano passado, ganhou um público maior com Faz de conta que NY é uma cidade, série da Netflix, dirigida pelo amigo Martin Scorsese.

Já a Companhia das Letras lança Amor mais que maiúsculo, que traz correspondências da poeta Ana Cristina Cesar, que se suicidou em 1983 e foi homenageada pela Flip em 2016. Aos 17 anos, ela embarcou para a Inglaterra como intercambista e manteve correspondência com seu namorado, Luiz Augusto Ramalho, que havia se mudado para a Alemanha, como exilado político. O livro traz as cartas dela enviadas a ele entre 1969 e 1971 -- as dele, infelizmente, nunca foram encontradas. Esse material se manteve inédito por cinco décadas e é editado no ano em que Ana C. completaria 70 anos."

Este episódio usou trechos das músicas Blue Jeans, de Lana del Rey; Le Freak, de Chic; Trecho do desfile de inverno 2022 da Diesel; The Big Heist, de Henry Mancini; Money, Money, Money, do ABBA; Jacaré que dorme, de Kayblack ...

E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro.

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Agora, bora sextar. Até semana que vem!

Episódio veiculado em 17 de junho de 2022.

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