SPFW (parte dois)

Como foram os últimos desfiles da SPFWN52? Neste episódio do nosso podcast, a gente mergulha nas coleções dos dias 20 e 21 de novembro.


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Como foram os últimos desfiles da SPFW? Se você ouviu o ELLE NEWS da semana passada, já ficou por dentro de tudo que rolou na maior semana de moda da América Latina – ou, pelo menos, de quase tudo.

Faltou a gente falar sobre os desfiles dos dias 20 e 21, que aconteceram depois do fechamento do nosso episódio 73. E teve muita coisa boa nesse finzinho de evento.

A primeira marca que a gente vai destacar aqui não é de roupas, e sim de joias. Trata-se da Esfér, de João Viegas, que estreou na última edição digital da SPFW. Dessa vez, a etiqueta se apresentou presencialmente – e foi a primeira vez que uma marca de joalheria desfilou nas passarelas físicas do evento.

As joias minimalistas da Esfér, junto com a trilha sonora, locação e também algumas roupas criaram um universo que traduz o código da marca, que é brincar com as várias possibilidades do formato esférico.

Já Angela Brito usou como ponto de partida memórias familiares, que ficaram bem fresquinhas após um imprevisto. No fim do ano passado, a estilista foi visitar a família dela em Cabo Verde, onde nasceu. Quando chegou a hora de voltar, Angela se deparou com as fronteiras fechadas, devido a um pico na pandemia de Covid-19, e acabou passando seis meses em seu país de origem.

Com referências a roupas infantis e uniformes escolares, a estilista aplicou fotos de família, tiradas por seu pai, em bases de algodão. Angela Brito falou sobre saudades, investiu em sobreposições e em uma alfaiataria impecável, criando uma das melhores coleções de sua carreira.

E a pandemia também acabou influenciando a coleção de Luiz Claudio, da Apartamento 03. O estilista usou o tempo que precisou ficar em casa, durante o isolamento social, para fazer algo que há muito tempo ele não fazia: desenhar as suas próprias estampas, com traços e caligrafia.

A inspiração para esses grafismos, aplicados a uma alfaiataria fluida e alongada, veio de plantas de cura. Feliz de estar de volta às passarelas físicas, as suas roupas eram melhor de ver de perto, porque dava para observar cada detalhe.

Isaac Silva fechou o dia de desfiles físicos no sábado com uma apresentação emocionante, em que ele olhou para as suas próprias raízes e homenageou a Bahia.

O desfile marcou a segunda edição da parceria entre Isaac Silva e Havaianas, desta vez para além dos calçados, com sunga, maiô e camiseta.

Houve também uma boa gama de peças baseadas em variações de camisaria, roupas coladas ao corpo, feitas de um tecido ecológico e impermeável, e aquelas peças de streetwear já conhecidas do estilista e agora aprimoradas em modelagem e tecido.

Com casting de amigos, modelos e algumas celebridades, Isaac encheu a passarela de energia e bom humor, numa celebração à cultura, às pessoas e aos estilos do estado onde nasceu e cresceu.

E não dá pra falar da edição 52 da São Paulo Fashion Week sem falar do Projeto Sankofa, que a gente sempre comenta aqui, e foi criado pelos coletivos Vetor Afro-Indígena na Moda, o VAMO, e o Pretos na Moda, para racializar o evento.

A nossa repórter Bárbara Poerner acompanhou todos os desfiles do Sankofa e fala um pouco aqui da importância desse projeto:

“Eu acredito que o Projeto Sankofa é um grande respiro e um grande acontecimento na SPFW. É um acontecimento histórico justamente porque ele é um evento embranquecido desde sua criação, há 25 anos. O Sankofa vem pra romper com esse padrão de branquitude e acredito que ele consegue também mostrar outro jeito de fazer moda, pautado em outros valores, e mostrar a potência e a diversidade que existe na criação e no fazer moda de pessoas negras. Não há um único jeito de fazer moda quando ela parte de pessoas negras, né? Acho que o sankofa deixa isso bem claro. A gente consegue ver uma diferença muito grande em todas as sete marcas que desfilaram esse ano, na edição N52.”

O primeiro desfile do projeto Sankofa no sábado foi da Silvério, que mostrou um pouco da visão do estilista Rafael Silvério sobre perdoar. O designer foi em busca dessas referências na literatura, para entender como as diferentes culturas compreendem o perdão, desenvolvendo o que ele chama de streetwear com bossa – ou toques de alfaiataria, como você preferir.

Depois, rolou o desfile da AZ Marias, marca de Cíntia Felix, que celebrou Lélia Gonzalez, escritora, intelectual e ativista que é uma figura fundamental no Movimento Negro brasilerio. Ou melhor, não só brasilerio: Lélia já foi citada como referência até mesmo por Angela Davis, ícone do feminismo negro nos Estados Unidos.

A coleção da AZ Marias veio cheia de referências dos anos 1970, um período de efervescência de manifestações culturais negras. O desfile também teve muitas peças de tricô e de crochê. E a Cíntia contou para a Barbara Poerner que Lélia Gonzalez tinha peças com esse tipo de trabalho manual em seu guarda-roupa, justamente pelas viagens que ela fazia estabelecendo diálogos pelo Brasil.

O desfile que fechou o Projeto Sankofa foi o da Mile Lab, marca da estilista Milena Lima. A apresentação começou com uma declamação do artista Breno Luan e alguns modelos entraram dançando passinho ou segurando uma pipa, que era o norteador da apresentação.

A coleção foi batizada de Fluxo Milenar e, nas palavras da própria Mile, ela quis pensar num baile do futuro, fundamentado no afrofuturismo, imaginando o que as pessoas estariam usando daqui 10, 20, 30 anos.

A passarela ganhou tom de protesto quando, ao final do desfile, a estilista pegou o microfone para fazer uma espécie de desabafo sobre a falta de apoio e criticou não só o evento, mas todo o sistema de moda e como ele funciona. Entre outras coisas, Milena questionou de que adianta abrir as portas de um espaço sem garantir nele a permanência desses corpos pretos periféricos e marginalizados. A Bárbara fala um pouco mais sobre esse desfile:

“Na marca da Mile, a periferia é 100%, ela sempre mostra diferentes manifestações da periferia que existem nas suas multiplicidades. Alguns modelos usavam camisas cobrindo o rosto e, segundo ela, era como se fosse um escudo para se proteger do que querem usurpar da periferia. Então, ela falou com muitos, por muitos. Foi um desfile que foi pros seus, ela deixou isso bem claro. E, ao contrário de alguns, ela sugeriu, na verdade, desocupar um espaço. Então, foi um desfile como uma despedida que ela externalizou ali, nas suas críticas, que ela externalizou o que ela viu que precisava ser dito, o que ela entendeu que precisava ser dito. E, de novo, foi um desfile que foi pros seus, com os seus, Trazendo e mostrando aí todo o protagonismo que na verdade a periferia tem e a centralidade que a periferia tem.”

Mas espera um pouquinho que a gente ainda não terminou! Vamos falar das apresentações online do sábado.

Entre os destaques dos desfiles digitais do dia 20, temos a estreia da Depedro, de Marcus Figueirêdo. Em sua coleção, o designer potiguar celebrou as artesãs do Seridó, região que fica entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba.

Quem também estreou no sábado foi a Bispo dos Anjos, etiqueta de Hudson dos Anjos, que cria peças agênero a partir de retalhos e resíduos têxteis.

Outro belo desfile digital do sábado foi o de Renata Buzzo, que assina a direção, o roteiro, a trilha e o styling de seu vídeo. Sem abandonar o seu minucioso trabalho manual, a estilista parece caminhar para uma estética mais real.

Já no domingo, parte dos jornalistas de moda que cobriram a São Paulo Fashion Week desembarcou no Rio de Janeiro para comemorar os 30 anos da marca de Lenny Niemeyer.

O desfile rolou no Caminho Niemeyer, em Niterói, e foi um grande apanhado dos melhores momentos da carreira de Lenny. As formas, baseadas em círculos, foram inspiradas no maior arquiteto do Brasil. Com babados, volumes e camadas, a designer transformou biquínis em peças de parar o trânsito.

Lenny, que é paulista, mas virou uma referência na moda praia carioca, sempre soube como ir além do beachwear sem tirar os pés da areia. E esse desfile é a prova disso. Outro ponto a se destacar é que essa apresentação também teve o casting mais diverso desses trinta anos da marca, o que mostra que Niemeyer está, sim, pronta para novos desafios.

Aliás, aproveitando pra dar uma dica da casa: se você quiser saber um pouco mais sobre a trajetória dessa designer, não deixe de ler a reportagem, publicada em nossa edição impressa, com Lenny e Alexandre Herchcovitch, que também comemorou 30 décadas de carreira este ano. Os dois estilistas bateram um papo ótimo e relembraram casos no volume 5 da ELLE.

Plataforma de ensino, Instituto Casa de Criadores é lançado

E agora uma notícia muito bacana pra moda brasileira. Na quinta-feira, dia 25, foi lançado o Instituto Casa de Criadores, uma plataforma de ensino de moda que chega com o objetivo de descentralizar e democratizar o acesso à informação nessa área.

Ou, falando de forma mais clara: o instituto oferecerá cursos gratuitos de moda e terá um processo seletivo pensado de forma não-excludente.

O projeto, como o nome já entrega, é uma iniciativa da Casa de Criadores, a semana de moda fundada por André Hidalgo em 1997. E tem um conselho composto pelo escritor e pesquisador André Carvalhal, pela ativista e artista Neon Cunha, pelo estilista e stylist Dudu Bertholini e pelo artista e diretor criativo Dudx.

Como conta André Hidalgo, o instituto é resultado de discussões que têm sido feitas há bastante tempo.

“Já que a gente fala tanto de ser plural, de ser diverso, de abraçar, de trazer, de ter todos os corpos e corpas, acho que nada mais natural que a gente tentasse um caminho que passasse pela educação, porque a gente a educação, a gente acredita muito como um grande veículo de transformação, ainda mais hoje em dia no Brasil, né, enfim. Mais do que nunca. E a gente quer transformar a vida das pessoas. A gente sempre quis isso. E por que ficar restrito só ao nosso universo se a gente podia ampliar e trazer outras pessoas pra mesa, sabe? Especialmente pessoas que não têm acesso. Especialmente pessoas que não tem como chegar nesses lugares.”

E pra garantir esse acesso a um grupo mais amplo e plural, um ponto fundamental será o processo seletivo. Quem fala mais sobre isso é Dudu Bertholini:

“Nosso processo seletivo será online, aberto para todo o Brasil, no mês de dezembro agora, dezembro de 2021. E nós não vamos adotar os mesmos critérios acadêmicos que são usados em outras faculdades e universidades, até porque a gente entende que eles são superexcludentes, são superelitistas. Então, a gente vai justamente colocar esse recorte socioeconômico como prioridade nessa seleção.”

As aulas serão em módulos semestrais, com encontros com grandes nomes do mercado de moda e da arte. Por enquanto, tudo vai ser online. Segundo André Hidalgo, há planos de ter um espaço físico no futuro, mas, de qualquer forma, a ideia é sempre ter curso online, justamente para permitir um alcance maior.

As datas para o processo seletivo ainda vão ser anunciadas. Mas fique ligado em nosso site para não perder a informação.

E a gente aproveita pra lembrar que vem Casa de Criadores por aí. O próximo evento está marcado para os dias 9 e 10 de dezembro, com desfiles digitais e presenciais.

British Fashion Awards acontece hoje, 29.11, em Londres

E hoje a noite é de gala no mundo da moda. Especificamente, lá em Londres, no Royal Albert Hall, onde será realizado o British Fashion Awards 2021, nesta segunda-feira, dia 29 de novembro.

Sim, o evento ainda vai acontecer, mas a gente passa aqui contigo os indicados e já te adianta o homenageado do ano.

Dentre os nomeados para designer do ano estão Daniel Lee, que acabou de deixar a Bottega Veneta, Jonathan Anderson, Kim Jones, além de Miuccia Prada e Raf Simons.

Já na lista de designers emergentes, ou seja, os destaques entre os novos talentos, estão: Bethany Williams, Priya Ahluwalia, Richard Quinn, Bianca Saunders e a única não britânica da lista e já vencedora do Prêmio LVMH deste ano, Nensi Dojaka.

E agora o homenageado de 2021. Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci, receberá o prêmio BFC Trailblazer de 2021, que reconhece os criativos mas inovadores, cujo trabalho foi muito influente naquele ano.

E aí só para a gente ter uma noção, os últimos dois designers a levarem um Trailblazer para casa foram os estilistas Kim Jones, do masculino da Dior e feminino da Fendi, e Sarah Burton, a diretora criativa da Alexander McQueen.

No caso de Michele, o prêmio vem na esteira de algumas coleções bastante marcantes lançadas nesses últimos 12 meses, como a Aria, aquela em que rolou o The Hacker Project com a Balenciaga, e a Love Parade, mais recente, que aconteceu na Calçada da Fama, como a gente contou por aqui.

E quem escuta o ELLE News sabe que não para por aí. A Gucci também lançou neste ano o Vault by Gucci, aquela plataforma digital que é um mix de loja online de antiguidades, marketplace e espaço com conteúdos editoriais. Ah! E teve também o GucciFest. Aquele festival de cinema digital que a grife promoveu no final do ano passado.

Inclusive, essa relação que a Gucci soube construir muito espertamente com o cinema nesses últimos tempos foi um dos argumentos do British Fashion Council para entregar este prêmio a Michele. De acordo com o conselho britânico, “o trabalho do estilista, intimamente alinhado com a indústria cinematográfica destacou a posição crítica da moda em conseguir se interseccionar com a cultura e a arte”.

Regencycore é uma das palavras de 2021, segundo Collins

Dezembro já está quase dando as caras e aquelas listas de melhores e maiores do ano começam a aparecer. Uma das retrospectivas mais famosas é a feita pelo dicionário Collins, onde todo ano a empresa faz uma lista das principais palavras usadas e buscadas.

E no topo da lista quem tá lá? Isso mesmo aquelas três letrinhas que não saíram da boca dos internautas e, curiosamente, do mercado de moda também: NFT. Exato! A abreviatura para non fungible token ganhou disparado como a palavra do ano.

Lembrando muito rapidamente, trata-se de um certificado de propriedade, registrado via blockchain e que pode abranger qualquer, repito, qualquer criação digital. Um gif, uma obra digital e até mesmo uma roupa virtual. E quem se lembra do episódio em que falamos sobre esse assunto sabe que os NFT têm movimentado milhões de dólares.

Ficou curioso ou quer relembrar o significado de tokens não fungíveis? Então, ao final deste ELLE News, corra para o nosso episódio de número 38.

E o que mais relacionado ao mundo da moda e comportamento apareceu nessa lista?

Cheugy, por exemplo. De acordo com o Collins, essa é uma gíria para aquilo que não é considerado mais descolado ou moderno. Lembra quando todo mundo descobriu o que era cringe? Bem, cheugy anda mais ou menos nessa linha e é mais comumente usado entre a geração z para classificar os millennials. Você curtia, por exemplo, Tumblr, Harry Potter e aquele visual meio Girl Boss? Bem, talvez você seja chamado de cheugy por aí entre os mais novinhos.

Além de expressões como ansiedade climática, trabalho híbrido e dupla vacinação, outro termo que chama a atenção e que está na lista é regencycore, ou o jeito de se vestir inspirado nas elites do século 19, na época da Regência Britânica. E a principal influência nessa história toda foi a série Bridgerton, da Netflix. A gente poderia aqui detalhar que tipo de roupa é essa, mas a gente aproveita e indica a série que é bem gostosa de assistir e terá segunda temporada no ano que vem.

E agora a nossa pílula de beauté da semana. Nosso editor de beleza, Pedro Camargo, fala de uma reportagem bastante especial sobre como o racismo impactou também o desenvolvimento da dermatologia. Conta mais, Pe!

Oi, pessoal, tudo bem? Hoje venho contar para vocês de uma reportagem super importante que saiu no site da ELLE nessa semana. Quem escreveu esse texto primoroso foi a Rute Pina e ela faz um mergulho na história da dermatologia para entender como, no seu desenvolvimento, as pesquisas desse campo priorizaram a pele branca e quais são as implicações desse apagamento. A reportagem passa por casos de racismo em clínicas de depilação a laser, entrevistas com dermatologistas que foram na contramão do racismo acadêmico se desdobraram para conseguir dar andamento a pesquisas em pele preta e ainda ensaia um caminho para um futuro menos desigual. Leitura importante, tá? Depois, dois drops da semana que são legais de comentar: O primeiro é que a modelo Hailey Bieber está lançando sua marca de Skincare, a Rhode. E o segundo é que a Marina Sena, cantora mineira que é hit no TikTok, teve a maquiagem de seu novo clipe “Por Supuesto” assinada pela Quem disse, Berenice? No site, contamos todos os detalhes desse make babeiro. Beijo, turminha! Até!

E, para finalizar o episódio de hoje, a nossa editora de cultura, Bruna Bittencourt, fala de uma das estreias mais aguardadas do ano entre os fashionistas. Conta pra gente, Bruna!

“Chegou na última quinta-feira aos cinemas Casa Gucci, filme de Ridley Scott, protagonizado por Adam Driver e Lady Gaga. O longa se concentra na trajetória turbulenta da grife entre os anos 60 e 90. Nossa repórter Mabi Barros conversou com Janty Yates, figurinista do filme e parceira de longa data de Ridley Scott. À Elle, Janty, vencedora do Oscar por Gladiador, detalhou o figurino do filme, contou sobre ter acesso ao arquivo da Gucci e falou da participação ativa de Lady Gaga tanto no figurino quanto na maquiagem de sua personagem. Também comentou sobre a trajetória recente da grife sob o comando de Tom Ford e Alessandro Michele. Essa conversa está no site da ELLE. Por aqui a gente fica com “Heart of glass”, trilha sonora do filme.”

Este episódio usou trechos das músicas Playsom, do Baiana System; A bruta, a braba, a forte, de N.I.N.A.; Quando, de Roberto Carlos; Oh My God, de Adele; Stranger, de Hillary Duff; Por Supuesto, de Marina Sena; além de um trecho da apresentação de Angela Brito na SPFWN52.

E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro.

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