Confira os destinos das principais apresentações de cruise 2027
A temporada de cruise 2027 se destaca pela estreia de diretores criativos nesse tipo de estação e uma aposta do luxo no mercado estadunidense.
A temporada de cruise 2027 acontece entre os meses de abril e junho, com alguns destinos emblemáticos na programação, com Chanel, Dior, Gucci e Louis Vuitton se dividindo entre a França e os Estados Unidos.
O investimento das marcas nessa estação costuma ser alto e estratégico: além de uma imersão maior no universo das grifes, os produtos apresentados nesses desfiles permanecem mais tempo nas lojas, de novembro até março do ano seguinte, o que acaba por representar boa parte do faturamento anual.

Desfile de cruise 2026 da Chanel apresentado em Lago de Como, na Itália. Foto: Divulgação
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A Chanel abre a temporada em 28 de abril em Biarritz, na França. Foi lá que Gabrielle Coco Chanel abriu um ateliê e uma butique em 1915 e, em 1919, pioneiramente introduziu o conceito de linha cruise ao produzir coleções voltadas para férias.
Esse será o primeiro cruise de Matthieu Blazy como diretor criativo da grife. Ele tem modernizado a Chanel com materiais e silhuetas leves, olhando justamente para a figura da fundadora, o que explica a escolha da locação.
Refúgio da estilista durante a Primeira Guerra Mundial, o balneário basco influenciou a moda da couturier da mesma maneira que Deauville – outra cidade de praia querida para ela. O vestuário náutico masculino, prático, solto e confortável, ajudou a impulsionar a revolução que faria no guarda-roupa feminino.

Detalhe do LACMA, museu que servirá de cenário para o desfile de cruise 2027 da Dior. Foto: Kristina Simonsen
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A Dior apresenta o desfile de cruise 2027 no dia 03 de maio, em Los Angeles. A expectativa é alta, já que será a primeira coleção do tipo assinada por Jonathan Anderson, o atual diretor criativo da maison. A passarela será montada no Los Angeles County Museum of Art (LACMA), tendo como pano de fundo o novo edifício da instituição, concebido pelo arquiteto suíço Peter Zumthor. O espaço faz parte de um projeto de expansão do museu e será inaugurado oficialmente no dia 19 de abril.
A decisão da Dior de atravessar um oceano e um continente vai muito além da novidade arquitetônica. Trata-se de uma clara aproximação com o mercado estadunidense. Só no ano passado, a grife abriu duas novas lojas: uma em Nova York e outra na Rodeo Drive, em Beverly Hills.

Loja da Gucci aberta na cidade de Nova York em 1953. Foto: Divulgação
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O desfile da Gucci está agendado para o dia 16 de maio, em Nova York – o local exato ainda não foi divulgado. De acordo com uma nota publicada pela empresa, Nova York tem um papel fundamental na história da casa italiana: foi lá que, em 1953, a marca deu início à sua expansão global.
Em 20.05, é a vez da Louis Vuitton usar a mesma cidade como cenário. O local também não foi revelado, mas a maison é conhecida por apresentar suas coleções de meia-estação em locações monumentais. No ano passado, foi o Palais des Papes, em Avignon, França. A lista de itinerários anteriores também tem o Park Güell, em Barcelona (2024), o Palazzo Borromeo, em Isola Bella (2023) e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (2016).
Mesmo que os Estados Unidos estejam no centro das principais turbulências geopolíticas, há um interesse consistente dos grandes grupos de luxo no seu mercado consumidor. Depois de dois anos de queda nas vendas entre os estadunidenses, os resultados recentes do consumo no país voltaram a animar, de acordo com os relatórios financeiros divulgados no final do ano passado.

Fachada da flagship da Louis Vuitton em Nova York. Foto: Divulgação
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A estratégia mira mais uma vez nos VIC, very important clients, que são os superricos — vários deles vivendo nos EUA. Tal abordagem demonstra eficácia no segmento de luxo porque a lógica de consumo desse público difere das marcas de artigos com valores acessíveis.
A desvalorização da moeda estadunidense e a inflação elevada afetam negativamente as etiquetas de custo pouco elevado, uma vez que a população de menor renda têm reduzido os seus aportes. Entre os sujeitos mais endinheirados, a realidade segue praticamente inabalável diante de cenários de crise.
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