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De repente, Emerald Fennell, que conhecíamos como a Camilla Parker Bowles, de The Crown, foi indicada ao Oscar, mas não como atriz. A inglesa levou a estatueta de melhor roteiro original por Bela vingança e concorreu ainda nas categorias de melhor filme e direção. O filme, entre o suspense e a comédia, narra a saga de uma mulher (Carey Mulligan, indicada ao Oscar de melhor atriz) que se vinga na noite de predadores sexuais ao se fingir bêbada e vulnerável para depois confrontá-los. O longa, com previsão de estreia no Brasil para maio, ainda concorreu na categoria de melhor edição.

Bela Vingança – Trailer Oficial (Universal Pictures) HD www.youtube.com

Com a indicação, Emerald, 35 anos, se tornou a primeira britânica a disputar o Oscar de melhor direção e a sétima mulher até hoje a concorrer na categoriaChloé Zhao, de Nomadland, levou a estatueta. E ela só havia dirigido um curta-metragem em 2018.

Apesar do rápido reconhecimento como diretora, a inglesa vem construindo sua carreira desde 2006, quando estreou na TV como atriz e, anos depois, passou a escrever livros de suspense e roteiros. A seguir, cinco fatos que mostram como Emerald se tornou um destaque do cinema em 2021.

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Família criativa

A atriz, roteirista e diretora é filha do designer de joias Theo Fennel – que tem Elton John entre seus clientes –, da escritora Louise Fennell e irmã da estilista Coco Fennell. Emerald nasceu em Londres, frequentou o internato Marlborough College (o mesmo de Kate Middleton) e estudou Inglês na Universidade de Oxford, onde atuou em peças e foi descoberta por um agente. É casada com o diretor Chris Vernon, com quem teve um filho em 2019 – ela dirigiu Bela vingança durante seu sétimo mês de gravidez.

Produções históricas

Emerald em cena de Chame a parteira, série da BBC

Foto: Reprodução

Emerald interpretou papeis coadjuvantes em uma série de filmes históricos, entre eles Albert Nobbs (2011), protagonizado por Glenn Close, Anna Karenina (2012), A Garota dinamarquesa (2015) e Um romance nas entrelinhas (2018), sobre o relacionamento de Virginia Woolf com a também escritora Vita Sackville-West. Entre 2013 e 2017, Emerald também atuou em Chame a parteira, série dramática da BBC (disponível no Brasil pelo Prime Video) sobre um grupo de parteiras na Londres das décadas de 50 e 60, em que ela interpreta uma enfermeira lésbica.

Nos bastidores de Killing Eve

Jodie Comer e Sandra Oh, atrizes de Killing eve

Foto: Reprodução

Além de Bela vingança, Emerald escreveu seis episódios da segunda temporada de Killing Eve (disponível no Brasil pela Globoplay) no posto de roteirista-chefe, trabalho pelo qual concorreu ao Emmy em 2019. Também foi produtora-executiva da mesma temporada, uma parceria com Phoebe Waller-Bridge (Fleabag), criadora da série e sua amiga. As duas se conheceram no set de Albert Nobbs (2011), longa em que Phoebe também atuou. Antes, em 2016, Emerald foi roteirista de Drifters, sitcom britânico.

Cinderela moderna


Emerald está trabalhando com Andrew Lloyd Webber, conhecido compositor e produtor de musicais, em uma adaptação para os tempos atuais de Cinderela, prevista para estrear em junho, em Londres. Além de escrever para o cinema, para a TV e agora também para o teatro, ela é autora de Shiverton hall (2013), livro infantil de suspense sobre um menino que passa a frequentar uma escola assustadora. A sequência, The Creeper, foi publicada em 2014. No ano seguinte, lançou Monsters, seu primeiro livro de terror adulto. Emerald tem uma queda pelo suspense.

Emerald na DC Comics 

Foto: DC Comics

Após as indicações ao Oscar, Emerald foi escolhida pela DC Comics para escrever um filme sobre a personagem Zatanna, mágica e filha de um alquimista nos quadrinhos. Esta será a segunda heroína da DC a protagonizar um filme, depois do sucesso de Mulher Maravilha no cinema. Na mesma toada, Chloé Zhao, vencedora do Oscar de direção, está finalizando Os eternos, filme de super-herói da Marvel.





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