Foto: Divulgação/In-Edit Brasil
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Chegou a época do ano em que os fãs de música se esbaldam. Começa nesta quarta-feira, 16.06, a 13ª edição do In-Edit Brasil, festival de documentários musicais que, pelo segundo ano consecutivo, acontece de forma exclusivamente online. São mais de 50 títulos entre longas e curtas-metragens, brasileiros e estrangeiros. Não é pouca coisa e tem para todos os gostos: da história de resistência da rumba congolesa (The rumba kings, de Alan Brain) à homenagem ao consagrado diretor estadunidense D.A. Pennebacker – presente na programação com dois filmes: Don't look back (que acompanha uma turnê de Bob Dylan em 1967) e Monterrey pop (sobre o festival icônico do movimento hippie, em 1968).

A ELLE destaca cinco filmes para você assistir até 27 de junho no site do evento. Os títulos do panorama brasileiro estão disponíveis de forma gratuita e os internacionais, a R$ 3.

Foto: Divulgação/In-Edit BrasilKL Jay em cena de "Histórias e rimas – o filme"

Histórias e rimas – o filme: dirigido por Rodrigo Gianetto, este longa-metragem se utiliza de uma das características mais marcantes da linguagem do rap para criar um cativante painel sobre o gênero no Brasil. A colagem – elemento fundamental para a construção de batidas e letras – guia o roteiro, que condensa dezenas de depoimentos de artistas protagonistas (entre eles Karol Conká, Mano Brown, Marcelo D2 e Negra Li) em menos de uma hora e meia e nos oferece uma narrativa polifônica. O filme opta por não se aprofundar na cronologia nem na biografia do rap nacional, mas mostra a intimidade e a vivência de seus personagens em cenas corriqueiras – Kamau e Emicida garimpando discos em um sebo, Tássia Reis cortando o cabelo ou Thaíde fazendo uma tatuagem.

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Foto: Divulgação/In-Edit BrasilQueen

Rockfield, a fazenda do rock: ironicamente situada em um vilarejo chamado Rockfield (no condado de Monmouthshire, no País de Gales), uma pacata fazenda hospedou centenas de bandas de rock a partir dos anos 70 até os anos 2010. É fascinante ouvir os hoje idosos irmãos Kingsley and Charles Ward, fundadores do estúdio de gravação que a propriedade abriga até hoje, lembrando episódios como o de Ozzy Osbourne correndo com uma espingarda, entre vacas e patos. O lugar é notório por ter assistido a criação de hinos atemporais como "Bohemian rhapsody" do Queen (infelizmente, pouco explorado no documentário, provavelmente por questões de direitos autorais) e "Wonderwall", do Oasis. Com direção de Hannah Berryman.

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Foto: Divulgação/In-Edit BrasilJoão Ricardo em cena da "Secos & Molhados"

Secos & Molhados: a história da banda que sacudiu a música e os costumes no Brasil nos anos 70, com androginia como elemento estético, e nos revelou a potência de Ney Matogrosso, é contada por um de seus fundadores e o seu principal compositor, João Ricardo. O documentário, dirigido por Otávio Juliano, traz o artista no palco de um exuberante Theatro Municipal vazio contando detalhes preciosos para os fãs como, por exemplo, o lampejo durante a mixagem que fez a diferença na marcante introdução de Sangue Latino – a primeira faixa do álbum de estreia, de 1973.

Foto: Divulgação/In-Edit BrasilSuzi Quatro

Suzi Q: a cantora, compositora e baixista Suzi Quatro vendeu 55 milhões de discos desde 1973, foi a primeira mulher a fazer sucesso no rock mundial empunhando um instrumento (e não só como cantora) e influenciou dezenas de artistas das gerações seguintes. Além de uma grande entrevista com própria que conduz a narrativa, o filme dirigido por Liam Firmager traz também depoimentos de outras roqueiras notórias, como Debbie Harry e Joan Jett, e das irmãs da artista, com quem ela formou suas duas primeiras bandas nos anos 60, Pleasure Seekers e Cradle. Foi em carreira-solo, no entanto, que ela se consagrou como uma pioneira do empoderamento feminino no rock.

Foto: Divulgação/In-Edit BrasilCena de "Swingueira"

Swingueira: este é mais um dos fascinantes fenômenos culturais surgido no gueto e que, eventualmente, pode ficar restrito a um público específico ainda que mobilize multidões. Swingueira é o nome dado tanto a um tipo de baile como a um estilo de dança que apareceu e se popularizou na periferia de Fortaleza para acompanhar, a princípio, o ritmo do pagodão baiano. Com o tempo, os movimentos absorveram as mais diversas influências (desde a aeróbica até as artes marciais) e os campeonatos disputados entre grupos mobilizam seus dançarinos com devoção semelhante à dos integrantes das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. A direção é de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula.

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