MFW: Bottega Veneta, inverno 2026

Louise Trotter reforça alfaiataria ampla e trabalho de texturas em segunda coleção como diretora criativa da Bottega Veneta.


Bottega Veneta, inverno 2026.
Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images



Em continuidade aos pontos fortes de sua estreia como diretora criativa da Bottega Veneta, em setembro passado, Louise Trotter dobra a aposta na alfaiataria ampla e na exploração de texturas no inverno 2026. 

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images


Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

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A silhueta geral dos ternos e casacos tem formato de ampulheta, com cintura levemente ajustada, enquanto os ombros e os quadris arredondados ficam inflados. Trata-se de um resgate do power dress dos anos 1980 só que com curvas mais femininas e contemporâneas. A coleção inclui ainda saias presas a cintos que fecham como envelope, além de calças amplas e pregueadas ou modelos retos com abertura na barra. 

As propostas masculinas, mais relevantes desta vez do que no desfile de verão 2026, apresentam cortes alinhados ao corpo, como paletós de quatro botões. Esse desenho, somado a um styling desalinhado, introduz um frescor menos evidente nas produções femininas.

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

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Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

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No campo das texturas, a diversidade de peludos reflete o entusiasmo de Louise com as possibilidades artesanais da Bottega, após as suas passagens por marcas com outro tipo de especialização, como Carven e Lacoste. A diretora experimenta tramas que vão além do couro trançado típico do intrecciato. Os fios de fibra de vidro reciclado vistos na coleção passada em jaquetas, voltam agora aplicados em vestidos oversized que lembram pássaros nas cores azul, pink e preto.

Lã e seda desfiadas criam franjas curtas, longas e enroladas na superfície de vestidos de saias assimétricas. Um dos looks com casaco giga remete a Cruella de Vil, mas vale dizer que a marca pertence ao grupo Kering e, logo, não usa peles desde 2022. As bolsas apresentam alças curtas e são carregadas principalmente nas mãos, como nos modelos tipo maleta. Já nos calçados, aparecem versões de couro macio com shape enxuto e propostas de efeito marcante, como os pares felpudos, pontudos e cobertos de spikes.

Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images


Bottega Veneta, inverno 2026

Bottega Veneta, inverno 2026. Foto: Getty Images

É esperado para a estação menos pele à mostra, mas diversas produções parecem reunir mais tecido do que o necessário. Se na temporada anterior a estrutura rígida do conjunto transmitiu com clareza que Louise tem algo a dizer, desta vez ela dá a sensação de que um pouco mais de leveza seria bem-vinda.

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