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Depois de Moonlight: sob a luz do luar vencer o Oscar de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante em 2017, outras produções com temática LGBTQIAP+ também ganharam espaço no cinema e na TV. Veja a seguir uma seleção de filmes e séries lançados nos últimos quatro anos que celebram a diversidade:

Filmes: Fire Island - orgulho & sedução, 2022 (Star+)


A comédia romântica gay revisita o clássico Orgulho e preconceito, de Jane Austen, e mostra um grupo de amigos tentando curtir as férias em uma ilha na costa de Nova York, ponto turístico para a comunidade LGBTQIA+ durante o verão. Escrito e protagonizado por Joel Kim Booster, o filme discute, com muito bom humor, temas como preconceito, diferença entre classes sociais e racismo.

Ataque dos cães, 2021 (Netflix)


Ambientado em Montana (EUA), na década de 1920, o suspense foi recordista de indicações ao Oscar 2022 e deu a estatueta de melhor direção a Jane Campion (O piano), que se tornou a terceira mulher da história a conquistar o prêmio. Na trama, Benedict Cumberbatch interpreta um caubói durão e cheio de segredos que não está nada inclinado a aceitar a nova esposa do irmão e seu filho adolescente (Jesse Plemons, Kirsten Dunst e Kodi Smit-McPhee, respectivamente).

Todos estão falando sobre Jamie, 2021 (Amazon Prime Video)


Enquanto os colegas de classe de Jamie (Max Harwood) querem ser youtubers, advogados e engenheiros, ele deseja se tornar uma famosa drag queen. Mas isso não é bem visto pelos professores e pelo seu pai, que vão tentar dificultar o sonho do jovem. O musical é baseado na história real de um garoto britânico que decidiu se transformar em drag para seu baile de formatura e inspirou uma peça homônima, que ganhou versão em outros países, além da Inglaterra.

Seu nome gravado em mim, 2020 (Netflix)


Em 1987, muito antes de Taiwan legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, dois estudantes se conhecem e se apaixonam. A-Han (Edward Chen) e Birdy (Tseng Jing Hua) tentam lidar com seus desejos reprimidos e a vontade de ficarem juntos e ainda precisam lutar contra a homofobia e a pressão imposta pela sociedade da época. Delicado e poderoso, o longa fez sucesso em festivais e se tornou uma das obras LGBTQIA+ de maior bilheteria da Ásia, ganhando distribuição global pela Netflix.

Tio Frank, 2020 (Amazon Prime Video)


Dirigido e coproduzido por Alan Ball (A sete palmos), a história ambientada nos anos 70 acompanha Frank (Paul Bettany), um professor gay que esconde seu relacionamento com Walid (Peter Macdissi) de sua família conservadora, que vive no interior da Carolina do Sul (EUA). Quando seu pai morre, ele, o namorado e a sobrinha Beth (Sophia Lillis) embarcam em uma viagem de carro de volta para casa, onde Frank precisará confrontar o passado.

Retrato de uma jovem em chamas, 2019 (Telecine)


Contratada para pintar o retrato de uma jovem que será enviado a um pretendente, Marianne (Noémie Merlant) viaja até uma ilha francesa para realizar o trabalho em segredo. A tarefa, no entanto, torna-se ainda mais difícil já que Héloïse (Adèle Haenel) é oposta ao casamento arranjado pela mãe. A medida que Marianne tenta se aproximar, uma forte ligação entre as duas surge. Ambientado no século 18, o filme de Céline Sciamma foi vencedor do prêmio de melhor roteiro em Cannes.

Matthias e Maxime, 2019 (Mubi)



Mais uma vez, atuando em seus próprios filmes, o canadense Xavier Dolan dirige uma trama mais contida e que foge dos excessos visuais recorrentes em seus longas anteriores. Em Matthias e Maxime, dois amigos de infância (Gabriel D'Almeida Freitas e Dolan) buscam entender o que sentem um pelo outro após um beijo encenado para um curta-metragem. A dúvida acaba gerando confusão entre os rapazes e também em sua turma de amigos. O filme está em cartaz na mostra É apenas o fim do mundo: os filmes de Xavier Dolan, disponível no catálogo da Mubi em comemoração ao mês do orgulho LGBTQIA+.

Séries: Heartstopper, 2022 (Netflix)


Charlie (Joe Locke) ainda está superando o bullying que sofreu após ser tirado à força do armário pelos colegas, quando conhece Nick (Kit Connor), um garoto popular, jogador do time de rúgbi da escola. A amizade inesperada entre os dois logo floresce para um romance delicado e cheio de lições valiosas, que conquistou fãs além do público adolescente, graças a sua abordagem leve sobre questões de gênero e de sexualidade. Cheio de personagens adoráveis, incluindo Elle (Yasmin Finney), que se assumiu trans recentemente na história, a série da Netflix foi adaptada dos quadrinhos homônimo de Alice Oseman e já foi renovada para mais duas temporadas.

Generation, 2021 (HBO Max)


Escrita por Zelda Barnz, quando ela ainda tinha 16 anos, e com incentivo dos pais, que também assinam a produção, Generation foge dos estereótipos de outras produções teen e acompanha um grupo de adolescentes lidando com os dilemas de ser LGBTQIA+ em uma comunidade conservadora da Califórnia. A série chamou atenção por representar com fidelidade a geração Z e tem produção-executiva de Lena Dunham (Girls), além de Justice Smith (The Get Down) no papel principal.

It’s a sin, 2021 (HBO Max)

A minissérie mostra a epidemia de AIDS durante os anos 80 e como isso afetou um grupo de amigos gays. Dividindo o mesmo apartamento, parte dos jovens terá que lidar com o vírus, até então desconhecido, enquanto lutam para realizar seus sonhos e ambições profissionais. Criada e escrita por Russell T. Davies (Queer as folk e Years and years), a série ainda expõe o descaso do governo e da sociedade com relação à epidemia na época.

Veneno, 2020 (HBO Max)

A série narra a vida de Cristina Ortiz Rodríguez, atriz, cantora e modelo transexual que se tornou um ícone na Espanha da década de 1990. Em oito episódios, a produção repassa as várias fases da celebridade e dá espaço para um elenco predominantemente composto por artistas transexuais e travestis. A atriz Lola Dueñas (Volver), uma das musas de Pedro Almodóvar, também faz uma participação especial.

Pose, 2018-2021 (Star+)


Cheia de glamour e resistência, a série criada por Ryan Murphy acompanha Blanca, interpretada por MJ Rodriguez – capa do Volume 05 da ELLE Brasil e primeira mulher trans indicada ao Emmy de melhor atriz –, que decide criar seu próprio grupo, a Casa Evangelista, para abrigar jovens queer e concorrer na agitada cena dos ballrooms da Nova York dos anos 1980. Além de MJ, o elenco conta com Billy Porter (que venceu o Emmy de melhor ator pelo papel), Dominique Jackson, Indya Moore e Angelica Ross. A terceira e última temporada de Pose se passa na década de 90 quando os bailes, infelizmente, já não acontecem mais.

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