RioFW 2026: BlueMan

Após mais de dez anos longe das passarelas, a BlueMan retorna reafirmando seu jeitinho carioca de fazer moda praia.


RioFW: BlueMan
BlueMan. Foto: Ze Takahashi / Agência Fotosite



Poucas marcas narram a história da moda praia brasileira como a BlueMan. Em um áudio que ecoou pela sala de desfile antes da entrada das modelos, David Azulay, criador da casa, lembra que o biquíni, como o conhecemos hoje, nasceu antes mesmo de existir uma indústria nacional de beachwear. O jeitinho carioca de usar roupas de banho foi criado na areia, entre barracas e cadeiras, a poucos passos do mar. Em 1974, o estilista transformou esse dia a dia em negócio.

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BlueMan. Foto: Ze Takahashi / Agência Fotosite

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Fora das passarelas desde a temporada de verão 2016, a etiqueta encerrou o terceiro dia da Rio Fashion Week na quinta-feira (16.04) celebrando mais de cinco décadas de trajetória. Hoje, o comando criativo está nas mãos de Sharon Azulay, filha de David, morto em 2009, com direção de arte de seu primo Thomàz (ex-The Paradise), sobrinho do fundador.

A coleção é praticamente uma retrospectiva de tudo que já foi moda nas praias do país. Os primeiros looks são todos de jeans, um aceno às primeiras peças criadas por David nos anos 1970. A seguir, há biquínis cortininha e de amarração lateral, maiôs de decotes profundos, fendas asa-delta, sobreposições de fio dental, aplicações de strass e pedrarias, franjas e macramê. 

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BlueMan. Foto: Ze Takahashi / Agência Fotosite

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Quem também ajuda a contar essa história é o casting, um dos mais diversos da Rio Fashion Week até o momento. Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema, abre o desfile aos 82 anos, seguida de arquétipos clássicos do Rio: o vendedor de mate, a tia do camarão, o ambulante que carrega biquínis pendurados na barraca, a musa carnavalesca adepta do beachwear com saltão, a regueira good vibes, a atriz global e muito mais. É quem veste o beachwear brasileiro que faz ele ser o que é: sexy, despretensioso, confiante, confortável – e copiado em todo o mundo.

As poucas roupas da passarela se resumem a vestidos de babados, camisas e bermudas amplas e até uniformes de time do Brasil feitos de crochê. “No Rio de Janeiro, ir à praia não é uma ocasião especial, para qual se pensa um look completo”, diz Sharon. É que, como a BlueMan bem mostrou, para desfilar nas areias brasileiras (e cariocas) bastam o bronze e um biquíni.

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