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Se preferir, você também pode ler este podcast:

É a reta final da temporada! Termina amanhã, dia 5 de outubro, a Semana de Moda de Paris, o último grande acontecimento internacional do calendário de apresentações do verão 2022. E foi uma semana agitada, com a volta da Yves Saint Laurent ao evento e a comemoração dos 10 anos de Olivier Rousteing na direção criativa da Balmain.

Neste episódio, a gente vai detalhar esses e outros destaques, com os comentários da equipe de moda da ELLE no Brasil, em Paris e em Milão. E quem divide a apresentação comigo esta semana é a nossa repórter Isis Vergílio, que abre o revezamento na redação pra cobrir as férias do Gabriel Monteiro!

Oi, gente! Eu sou a Isis Vergílio.

E eu sou Patricia Oyama. E você está ouvindo o ELLE NEWS, o podcast com as principais notícias de moda e de beleza da ELLE Brasil.

A Semana de Moda de Paris começou na segunda-feira, dia 27 de setembro, em modelo híbrido, ou seja, com desfiles presenciais e virtuais. Das 97 marcas registradas no evento, cerca de dois terços optaram pela apresentação digital. E a gente teve boas surpresas tanto nesse formato quanto nos desfiles físicos. Vamos aos destaques?

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O primeiro desfile presencial de peso na Semana de Moda de Paris foi o da Dior. Maria Grazia Chiuri chegou virando o jogo: em vez daquele clima suave e romântico pré-pandêmico, ela propôs linhas que definiram os anos 1960 tanto na moda quanto na maison pelas mãos do estilista Marc Bohan, que havia assumido o posto de diretor criativo da Christian Dior no lugar de Yves Saint Laurent. Ele precisava marcar território por ali e se saiu com uma coleção sequinha, mais gráfica e pronta para a chacoalhada que o prêt-à-porter viria dar às maisons na época.

Para Maria Grazia, essa ruptura conversa com os tempos atuais. São linhas retas e diretas, mas com astral positivo. É como se ela dissesse: "vamos ser práticos e resolver isso aqui da maneira mais leve possível". Na passarela apareceram paletó com minissaia, tailleurs sequinhos, vestidos trapézio, golas, abotoamento frontal, comprimentos curtos e combinações de cores fortes como laranja com pistache e preto com verde bandeira.

O cenário também foi um show à parte. Ele foi concebido pela artista italiana Anna Paparatti, de 85 anos. A ideia era simular um tabuleiro de jogo em tamanho real, com cara de palco de show de auditório dos anos 1960. Essa estética foi uma referência à obra da própria Ana naquela época, quando a artista questionava as regras da vida e da arte.

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E no seu retorno à Semana de Moda de Paris, com desfile presencial, a Yves Saint Laurent também olhou para o passado. O estilista da marca, Anthony Vaccarello, dedicou a coleção à Paloma Picasso, que foi musa de Yves Saint Laurent na coleção do verão de 1971. Mas se na primeira versão o shape remetia aos anos 1940, nesta, o clima é totalmente anos 1980, com apelo 100% sexy, do jeito que o Vaccarello gosta.

As referências oitentistas estavam no ombro marcado, nas mangas infladas, calças justas, xadrez, abotoamento diagonal, preto & branco misturado com cores primárias. E dá-lhe blazers. Parece que Vaccarello estava cansado de ver tanto paletó oversized com caimento errado no Instagram e decidiu mostrar como se faz. Realmente, foi uma aula de alfaiataria nesse quesito.

Já a francesa Marine Serre e o estilista de origem sul-africana Thebe Magugu fizeram belas apresentações em vídeo, com coleções em que falavam de afeto e história familiar, cada um à sua maneira. Enquanto a estilista se voltou para a ideia de uma comunidade alternativa vivendo em uma casa no Sul da França, Magugu abriu a caixa de fotos da família e convocou a mãe e a tia para comentar as imagens, ao mesmo tempo em que mostrava os looks criados a partir dessas fotos. Nos dois casos, o resultado foi divertido, cativante e belo.

A Courrèges, por sua vez, também deu um pulo no passado, mas para olhar para futuro. Nicolas Di Felice, que assumiu a direção da marca em setembro de 2020, se inspirou no futurismo da era espacial, imaginado por André Courrèges nos anos 1960, para falar da moda hoje. Então cata essa dica: se tudo o que você quer da vida agora é poder sair de casa com uma capa de chuva prateada-espelhada, vá em frente, que a Courrèges te dá o maior apoio.

Mas o clima da coleção não fica no passado, não. Nicolas propõe uma rave, um festival de música, uma escapada no estilo chova ou faça sol. Para isso, volta com os metalizados e vinilizados, jaquetas curtas com mínis, vestidos trapézio com recortes no busto, que ele mistura com calças flare, com jeito de peça statement, e muito top curto e camiseta de banda. E as capas de chuva, claro.

Bom, mas agora chega de passado. A coleção de Dries Van Noten quer falar do que está por vir, dessa vontade que todo mundo está de sair com amigos, de dançar e se divertir sem medo. A intenção do estilista aparece nas cores saturadas, nos brilhos, nos bordados e texturas que dão logo vontade da gente alisar.

E as franjas que balançam quando se movimentam? Dá vontade de dançar mesmo. Delícia de coleção para quem já tem passaporte sanitário. Mas, olha que ironia, Dries Van Noten não se sentiu à vontade para viajar com a equipe até Paris para fazer um desfile presencial, por isso apresentou a coleção em vídeo e fotos.

Na outra ponta, quem já está em ritmo de festa total é Olivier Rousteing. E com motivo. O estilista, que foi o primeiro homem negro a assumir o comando criativo de uma grife de luxo, comemorou 10 anos na Balmain. Aliás, se você quiser saber mais sobre esse garoto prodígio, que alcançou o topo da hierarquia da moda com apenas 24 anos, não deixe de ler a entrevista exclusiva que está no volume 5 da ELLE Impressa. Rousteing conversou com o Luigi Torre e contou como conseguiu renovar a Balmain, sem deixar de lado a identidade da marca.

E pra celebrar essa sua primeira década na grife, Rousteing agitou a semana parisiense com um festão de dois dias. Foi a segunda edição do Balmain Festival, um evento que mistura moda, comida e música, e que também é um caminho que o diretor criativo encontrou pra deixar a marca mais próxima dos seus fãs.

Com entradas esgotadas, o festival rolou entre terça e quarta-feira. O momento comemorativo teve clima nostálgico. Ao som de Halo, de Beyoncé, ícones da sua criação voltaram à passarela – eram aquelas peças com formato rígido, arredondado e hiperbordados. No gran finale, as tops Naomi Campbell e Adut Akech entraram de mãos dadas com o estilista.

E quem presenciou ao vivo esse momento histórico foi a nossa editora de moda Suyane Ynaya, que está estreando na cobertura dos desfiles internacionais pela ELLE. Quem acompanha nossas redes sociais já viu vários stories que a Suy está mandando diretamente da Semana de Moda de Paris, com vídeos dos desfiles e dos bastidores do evento. Conta pra gente, Suyane!

Gente, pra mim está sendo incrível poder participar desses desfiles, de poder estar aqui, ter essa oportunidade, porque é a primeira vez que eu cubro desfiles fora do Brasil e pela primeira vez que eu venho a desfiles fora do Brasil também, então para mim está sendo mágico, principalmente neste momento onde todas as marcas estão voltando com os desfiles presenciais, então ver tudo isso de perto, poder estar vendo pessoas tão importantes e que eu sou fã, e que o mundo também é fã, de perto, é muito incrível.

Um dos desfiles que eu mais amei foi o desfile da Balmain, por ter conseguido ver tantas mulheres incríveis na passarela, sabe? E ver o poder que elas são, e ainda das formas que a marca em si, que o designer em si traz pra dentro, sabe? Como foi importante ver o Olivier trazer vários corpos pra dentro desse desfile, sabe, mostrando que a sensualidade pra dentro desses corpos é importante da gente colocar nas passarelas e de mostrar que existe uma possibilidade, sim, desses corpos dentro dessas peças, ainda ser esse corpo sensual, como ele já é, entendeu? Então explorar essa sensualidade dentro desses corpos, então eu achei incrível. E poder ver, gente, Naomi, sabe? Ver essas mulheres ali perto, eu quase chorei.

Tem muitos desfiles ainda para cobrir e todo mundo que quiser acompanhar a gente está colocando ali nos stories e às vezes soltando uns reels pra vocês verem tudo o que está acontecendo. E é isso. Espero que vocês gostem.

E aqui no Brasil, quem também está acompanhando tudo o que rola em Paris e tá virando a noite pra atualizar você pelo nosso site é o nosso editor de moda Luigi Torre, que comenta aqui outros destaques do evento.

Oi, gente, tudo bem? Vamos lá que quinta e sexta feira foram dias bem interessantes na Semana de moda de Paris. Começou com o retorno de Rick Owens, com um desfile no Museu de Arte Moderna da cidade. A coleção segue um pensamento que foi introduzido há alguns meses com a apresentação da coleção masculina para o verão 2022. A ideia era produzir uma aura mística, misteriosa e de incerteza, na iminência de um período de celebração. Ou seja, a vacina. Como se a gente tivesse passado meses no meio de uma neblina, sem ver futuro, e de repente a gente tem a ideia e até a certeza de que tudo isso ia passar. O mais importante pra se prestar atenção nessa coleção é como aquela estética brutalista, que o Rick sempre gostou, aparece mais suave, romântica até. Depois teve o desfile do Raf Simons, que dessa vez não foi assim tão interessante. Ele partiu do questionamento de o que ou quem define o gênero de uma peça de roupa. E quais são os agentes e contextos que interferem nesse processo. A coleção desenvolve também a questão dos uniformes, que é um tema que Raf curte bastante. O problema é que a alternativa à noção tradicional de gênero, como Raf trabalhou nessa coleção, se dá pela forma, e como ela esconde ou anula o corpo. A ideia é do uniforme como ferramenta de homogeneização e apagamento de qualquer diferença ou particularidade. E como a gente bem sabe, essa não é a única maneira de ressignificar a definição de masculino e feminino no vestuário.

Na Chloé, a diretora de criação Gabriela Hearst fez seu segundo desfile pra grife e o primeiro com plateia. Como vocês já sabem, a estilista é famosa por suas posturas e práticas sustentáveis e fez disso seu principal destaque na Chloé. Nessa coleção de verão 2022, 55% das peças foram feitas com materiais de impacto reduzido na natureza. Até aí, tudo certo. O que me incomoda é que a gente está em 2021. E tudo isso deveria ser o mínimo, e não o principal. A necessidade de sublinhar essas posturas e práticas como mérito diz muito do atraso da indústria nesse sentido. Outra questão é a imagem. A Chloé sempre foi uma marca com um estilo jovem, boêmio e com uma feminilidade bem particular. Agora, essa imagem parece meio esquecida no meio do discurso, que é importantíssimo, com certeza, mas não deveria ser usado como único e principal chamariz.

Bom, mas o desfile que empolgou mesmo o Luigi aconteceu na sexta-feira. E foi de um estilista que a gente citou aqui no episódio passado.

Vocês devem lembrar que no último episódio a gente falou que o estilista Jonathan Anderson achava bem errado apenas retomar os desfiles como se nada tivesse acontecido nesse último um ano e meio. Na sua marca própria, ele fez isso produzindo uma espécie de calendário, uma paródia ao calendário Pirelli, na verdade. Na Loewe, onde ele também é diretor de criação, ele propôs essa ruptura com as próprias roupas. E foi incrível. Pensa num vestido com uma estrutura retangular, protuberante, na região da cintura, tipo uma mesinha que sai do seu quadril. Ou num tricô com uma espécie de triângulo saindo de um lado, logo abaixo do peito. Esses volumes são feitos de fio de ferro, costurados por baixo das roupas. E, sim, lembra muito coleções da Rei Kawakubo, na Comme des Garçons, de quem Anderson é fã confesso. Tem ainda umas placas de metal, com desenho sinuoso, funcionando quase como uma armadura. Tem volumes arredondados nos quadris e nos seios, trench coats e jaquetas jeans vestidos ao contrário, sandália com esmalte, ovos quebrados, rosas como salto e pulseiras que viram bolsas. Nessa coleção, uma das maiores inspirações foi o pintor Jacopo de Pontormo ou Jacomo Carucci. Nascido em 1494, ele ficou famoso por romper com o classicismo e a harmonia da escola renascentista. Alguns historiadores até descrevem sua obra como neurótica. Não por acaso, Anderson descreveu seu próprio verão 2022 como "neurótico, psicodélico e completamente histérico".

E por fim tem a Valentino, que está passando por toda uma reformulação interna. É que a marca teve todo um momentinho exuberante, com seus desfiles de alta-costura e com as aparições de tapetes vermelhos. Porém, nas lojas, a imagem e produtos vendidos estavam bem desconectados disso tudo. O que ajuda a explicar por que as vendas caíram tanto. Mais até que seus concorrentes durantes os meses de pandemia mais severos. Pra tornar tudo isso mais coeso, com uma imagem mais harmônica, está fazendo algumas alterações no prêt-à-porter. Segundo uma matéria publicada na sexta-feira no site The Business of Fashion, a ideia é aplicar um pensamento de alta-costura na empresa como um todo. Ou seja, tratar tudo de maneira mais especial e exclusiva, o que provavelmente resultará em aumento de preços e encerramento de algumas linhas e pontos de venda focados em peças menos caras. Na passarela, essa movimentação foi traduzida numa maior atenção aos detalhes manuais e, principalmente, à construção e forma das roupas. Isso sem constar os materiais que parecem ainda mais luxuosos. Essas formas parecem mais próximas dos volumes suntuosos da alta-costura, assim como a cartela de cores bem intensa e com umas combinações pouco prováveis, mas que dão supercerto.

Por causa daquela velha questão da data de gravação do podcast, a gente vai ter que deixar os destaques das últimas apresentações de Paris para o próximo episódio. Mas já adiantamos aqui um evento muito especial marcado pra amanhã, dia 5, no encerramento da semana de moda francesa. A AZ Factory, marca que Alber Elbaz havia criado pouco tempo antes de perder a vida para a Covid-19, no fim de abril, vai fazer um tributo ao estilista em forma de desfile.

O bonito dessa história é que 44 marcas vão participar da homenagem, criando um look cada para relembrar o legado de Elbaz, que deixou uma herança de elegância e delicadeza durante os 14 anos à frente da Lanvin, e que já tinha voltado a surpreender todo mundo quando apostou em looks esportivos glamourosos para a AZ Factory.

Olha só o nível desse desfile: vai ter Christian Dior, Balenciaga, Comme des Garçons, Giorgio Armani, Jean Paul Gaultier, Vivienne Westwood, Stella McCartney, Burberry, Balmain, Alaïa e muito mais. É claro que a Lanvin vai comparecer.

O desfile vai ser transmitido ao vivo pelo site e redes sociais da marca às 15h no horário de Brasília. Não dá pra perder.

Semana de MIlão

E agora vamos pra Milão, pra trazer os destaques do evento, que ficaram de fora no episódio passado.

Bom, a semana italiana terminou no maior alto astral, com a parceria Fendi + Versace, prontamente apelidada de Fendace. A ideia era que uma marca interpretasse a outra. Na passarela foram distribuídos 25 looks para Kim Jones, da Fendi, e 25 looks para Donatella Versace.

O casting foi um ponto altíssimo. Nomes como Naomi Campbell, Amber Valletta, Kate Moss, Shalom Harlow, Kristen McMenamy e Adut Akech, entre outras modelos, desfilaram peças que misturavam alguns dos principais elementos das duas etiquetas. Por exemplo, as rendas e couros da Fendi com os alfinetes e a silhueta sexy da Versace e por aí vai.

Nesse frenesi todo a gente até se esquece de que ninguém arma um desfile desses à toa. A Versace foi comprada por 2,1 bilhões de dólares pela Capri Holding em 2018, e vem passando por uma reorganização interna. A Fendi também. Kim Jones assumiu como diretor criativo há pouco mais de um ano, como parte de uma reformulação estética e estratégica nos negócios da casa romana. A ação conjunta pode ser vista como uma tacada para, a um só tempo, dar mais visibilidade e fortalecer as etiquetas.

Antes de Fendace a gente também viu Giorgio Armani, que fez uma coleção leve, fluida, com calças odalisca, tops feitos de contas, saias transparentes com brilho e pink e rosa misturado com aquele cinza gelado e elegante que é a marca da casa. A coleção tinha ar leve e praiano e refletia sobre o efeito nômade da pandemia, quando muita gente trocou de casa ou cidade para ficar confinado. Ele, no caso, esteve perto da Tunísia, daí as referências.

A Pucci, por sua vez, seguiu naquela linha minimalista, de cortes precisos e muitas linhas retas. Você deve se lembrar que a gente falou aqui há algumas semanas que a marca está de estilista novo, a Camille Miceli. Só que, claro, ainda não deu tempo da Camille mostrar serviço nesse desfile, que foi assinado pela equipe de estilo da Pucci. Então, o show acabou transmitindo aquela sensação de algo em suspenso.

Já a Marni emocionou com uma ação que envolveu os 400 convidados do desfile. A marca fez prova de roupa para cada um deles e entregou de presente um look de algodão reciclado, pintado à mão, um diferente do outro. O desfile fazia menção ao ato de se vestir e de ficar junto, e a plateia uniformizada combinou com a apresentação, cujo cenário era feito de madeira reciclada. Foi emocionante porque falou de recomeço, de despertar, de novas maneiras de construir. Na passarela apareceram estampa de margarida, listras, oversized e um certo ar de esperança e recomeço.

Esse clima de novo começo, por sinal, foi algo que se viu muito em Milão, na análise da Juliana Gimenez, nossa editora de moda at large, que fez a cobertura da semana italiana e fala aqui sobre uma tendência forte que ela identificou nas apresentações.

Sobre as tendências eu vi muito, muito brilho, que eu achei muito representativo do momento que a gente está vivendo, dessa coisa de voltar à vida, de voltar à festa, de se vestir, de alegria, de tudo isso. E o brilho, eu achei que ele veio mais elaborado também, sabe? Não é só aquela coisa strass e foi. Era mais dimensional, era uma combinação de strass de vários tamanhos, strass mais delicados, de maior qualidade, de tons diferentes, fazendo um desenho ton-sûr-ton, então eu vi muito isso, vi muito brilho, vi muita cor também, bem isso mesmo, bem representativo do momento que a gente está vivendo, dessa coisa de voltar à vida.

A nova plataforma online da Gucci

Bom, desde o ano passado, a Gucci não faz mais parte da semana de moda de Milão, mas a marca pegou uma carona no calendário pra revelar um projeto superaguardado. No dia 25, o diretor criativo da marca, Alessandro Michele, apresentou o Gucci Vault, que numa tradução livre seria algo como "o cofre da Gucci". Trata-se de uma loja-conceito online, mas que vai muito além de um simples site de compras.

A plataforma traz a melhor curadoria possível de itens de segunda mão da marca, que passam por um cuidadoso restauro, quando necessário, e que podem ganhar alguma customização pelas mãos do próprio Michele.

Michele disse que a ideia do marketplace, mais do que lucrar, era para servir como um lugar de pesquisa. E é verdade. Vale entrar para ver as peças e clicar uma por uma, porque cada produto tem um texto explicando a data de lançamento, o autor da estampa ou da coleção. Só é preciso tomar cuidado para não se apaixonar de cara pela peça, porque está tudo praticamente esgotado.

Além dessa curadoria de raridades vintage, o Gucci Vault também funciona como uma publicação digital, com dicas de estilo e curiosidades. A gente adorou o vídeo de ASMR, com sons feitos por bolsas e outros acessórios da Gucci. Escuta só um trechinho:

https://vault.gucci.com/en-GB/story/asmr

Pra completar, o Gucci Vault serve também como vitrine de novos talentos da moda, apresentando e vendendo coleções de designers emergentes. Nesta primeira edição, estão nomes como Ahluwalia, Colina Strada e Jordan Luca. Pra acessar a plataforma, é só entrar no endereço V-A-U-L-T ponto gucci ponto com. Vale o passeio!

TikTok investe no e-commerce

E falando ainda em comprinhas online, o TikTok lançou oficialmente na semana passada o TikTok Shopping, que é um conjunto de recursos para permitir e estimular as compras por meio dessa rede social.

O TikTok Shopping já estava sendo usado de forma experimental, em parceria com a empresa de e-commerce Shopfy, há alguns meses. Agora, outras empresas de venda online foram incluídas e estão oficialmente disponíveis ferramentas como a aba de compras no perfil do usuário, a criação de uma vitrine diretamente conectada à loja virtual e a possibilidade de realizar Live Shopping. Esses recursos, no entanto, ainda não tem previsão de lançamento aqui no Brasil.

Já outra novidade da rede, o TikTok Creator Marketplace, vai ser disponibilizada para o Brasil nas próximas semanas, em data a confirmar. O Creator Marketplace é uma plataforma que conecta marcas com criadores de conteúdo. Dessa forma, as empresas vão poder acessar dados para encontrar e entrar em contato com criadores de conteúdo que se alinham com os interesses da empresa.

Os novos recursos foram anunciados no TikTok World, o primeiro evento global da empresa, realizado no dia 28, poucos dias depois da rede social atingir a marca de 1 bilhão de usuários.

Lançamentos-desejo no streetwear

Começaram a ser vendidos na semana passada – e já se esgotaram – os dois novos modelos do tênis Air Jordan, da Nike, criados em parceria com a cantora Billie Eilish.

No modelo AJKO 1 Billie Eilish o clássico Air Jordan ficou inteirinho na cor verde-limão – uma referência aos cabelos da cantora no início da carreira.

Já o Air Jordan 15 Billie Eilish vem na cor bege e representa o momento mais atual da cantora. De acordo com a Nike, o Air Jordan 15, que tem design originalmente inspirado no jato hipersônico X-15, já era um dos tênis favoritos de Billie. O modelo é daqueles fáceis de calçar, que você só precisa escorregar o pé para dentro dele, ao mesmo tempo em que dá firmeza, o que passou a ser um ponto importante pra artista, depois que ela torceu o tornozelo.

E, para ser coerente também com os posicionamentos da cantora, os dois calçados são veganos e feitos com 20% de material reciclado.

Ambos foram colocados à venda na loja virtual de Billie Eilish e no app SNKRS, da Nike: o modelo verde-limão por 170 dólares e o bege por 225 dólares. Mas, em ambos os lugares, eles já estavam esgotados na quinta-feira à tarde. Para comprar os tênis agora, só nas revendas, em sites como o e-Bay, pra quem topar um preço bem inflacionado. No Brasil, por enquanto, ainda não há previsão de lançamento oficial.

Ainda na seara do streetwear, outro lançamento na semana passada agitou o mercado. No dia 27, a Yeezy Gap, parceria do rapper Kanye West com a Gap, lançou o segundo item da marca. Trata-se de um moletom unissex com capuz, disponível em seis cores: preto, azul, vermelho, púrpura, marrom e mostarda. Quer dizer, disponível mais ou menos. Porque, claro, como era de se esperar, as peças se esgotaram em questão de horas. E mesmo quem conseguiu comprar a sua vai ter que ter paciência. As vendas foram exclusivamente online e os moletons só vão começar a ser enviados aos compradores no final de outubro.

E, ao contrário da primeira peça da Yeezy Gap, a jaqueta round, que custava 200 dólares, o segundo lançamento da marca parece que atendeu melhor às expectativas de preço acessível da clientela. O moletom custa 90 dólares e a versão infantil sai por 70 dólares.

Produtos Anastasia Soare chegam ao Brasil

E agora é hora do nosso editor de beleza Pedro Camargo vir com a sua pílula de beauté da semana. Hoje ele fala da rainha das sobrancelhas. Você sabe quem é? Conta pra gente, Pedro!

Oiê! E aí, pessoal, tudo bem? Seguinte: no nosso site, a repórter Bárbara Rossi entrevistou a Anastasia Soare, que é a fundadora da Anastasia Beverly Hills! Sabe quando o RuPaul fala do prêmio, tipo: "One hundred thousand dollars and a lifetime suply of Anastasia Beverly Hills!". Então, menina, essa marca tá chegando no Brasil, não é uma loucura? Pois é. E a gente teve a oportunidade de conversar com a fundadora. E hoje a Anastasia cuida da parte de sobrancelhas, principalmente, e a Norvina, que é a filha dela, cuida da parte de maquiagem, que, enfim, tá cada vez mais moderna e cada vez mais interessante. A Bárbara teve uma conversa principalmente sobre o segredos e essa técnica fantástica que a Anastasia encontrou pra fazer as sobrancelhas. E, enfim, tá imperdível, vocês precisam ler, precisam entender, porque a Anastasia tem uma história muito legal de imigração, enfim, de quando ela foi pros Estados Unidos, de como a carreira dela virou lá, enfim, ela já trabalhou com pessoas muito famosas, e ela veio meio que do nada. Então, assim, vale como inspiração, vale como dicas pra aprender a fazer a sobrancelha de um jeito mais interessante, vale pra saber da novidade de produtinhos que estão chegando no Brasil, ou seja, tem que ler, tá bom, boneca? Elle.com.br nelas e beijo. Até a próxima semana!

O novo filme de James Bond

E, para finalizar o episódio de hoje, a nossa dica cultural da semana. Dessa vez, nossa editora de cultura, Bruna Bittencourt, vai falar sobre o agente britânico James Bond, que está com filme novo em cartaz. Fala, Bruna!

  • Áudio Bruna

Estreou na última quinta-feira 007 - Sem tempo para morrer, mais de dois anos após a data prevista para a estreia do longa, um atraso provocado pela pandemia. O filme marca a despedida de Daniel Craig da franquia, depois de cinco filmes e 15 anos anos como o agente Bond.

Já se cogita há algum tempo que substituirá Craig e até se o papel será de uma mulher. Mas foi anunciado que a busca pelo novo 007 ficará para 2022. Na lista de apostas que vem rolando, eu torço por Ídris Elba.

Nessa despedida de Craig, ele e o elenco, que conta ainda com Léa Seydoux, Ana de Armas e Rami Malek, encontraram a família real britânica na pré-estreia do filme. Quem também encontrou a realeza foi Billie Eilish, que assina o tema do novo filme, "No time to die".

Vale lembrar que já assinaram temas para a franquia nomes como Paul McCartney, e, mais recentemente Adele, que levou um Oscar por sua canção, Alicia Keys e Jack White. Por aqui, a gente fica com "Nobody does it better", na voz de Carly Simon, trilha de O espião que me amava, de 1977.

Este episódio usou trechos das trilhas dos desfiles de Yves Saint Laurent, Courrèges, Fendi e Versace, e Marni, e trechos das música Halo, de Beyoncé; Revoada no colchão, de Zé Felipe e Marcynho Sensação; I didn't change my number, de Billie Eilish; e o tema original de Drag Race, por RuPaul.

E nós ficamos por aqui. Eu sou Ísis Vergílio. E eu sou Patricia Oyama.

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Até semana que vem!



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